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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Força Aérea israelense ataca Faixa de Gaza

Força Aérea israelense ataca Faixa de GazaA Força Aérea de Israel lançou ataques pontuais contra a Faixa de Gaza em resposta ao bombardeio com mísseis do Estado judeu.

“Retaliando o ataque com mísseis a Israel, a Força Aérea realizou um golpe em um alvo de atividade terrorista na zona norte de Gaza e um armazem de armas e munições na parte sul da Faixa”, informa o serviço de imprensa das Forças de Defesa de Israel.
De acordo com a parte palestina, 4 pessoas ficaram feridas no ataque da Força Aérea israelense.
Quinta-feira passada, a partir do território do enclave palestino foi lançado um míssil em direção ao deserto de Neguev em Israel. Mortes e destruições não foram registradas. 
Créditos: Voz Da Russia

Renda dos negros cresce, mas não chega a 60% da dos brancos

Dilma comemora taxa de desemprego mais baixa em 11 anosDe 2003 a 2013, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, divulgou ontem (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos, percentual maior que os 48,4% de 2003. Nesse período, a renda média geral da pesquisa subiu 29,6%.
Enquanto a população de cor branca teve rendimento médio de R$ 2.396,74 em 2013, a população preta e parda recebeu em média R$ 1.374,79 por mês. O valor médio para toda a população das seis regiões metropolitanas pesquisadas no ano passado foi de R$ 1.929,03. Para a técnica da Coordenação de Emprego e Renda do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, que apresentou a pesquisa, a retrospectiva dos 11 anos da Pesquisa Mensal do Emprego mostra que houve ganhos importantes para grupos historicamente mais vulneráveis: "De fato melhorias têm ocorrido, mas a diferença ainda é muito importante. A melhoria pode ser atribuida a questões como escolaridade da população como um todo que vem aumentando, permitindo que as pessoas obtenham empregos com maiores rendimentos, assim como também ao aumento do poder aquisitivo da população, que gera um aumento de vagas no comércio, por exemplo", explicou.
Em 2013, a taxa de desocupação se mantinha maior para a população preta e parda do que para a população branca. Enquanto o primeiro grupo partiu de uma taxa de 14,7% em 2003 para uma de 6,4% em 2013, a do segundo grupo saiu de 10,6% para 4,5%. De 2012 para 2013, o desemprego se manteve no mesmo valor para os pretos e pardos, e caiu de 4,7% para 4,5% para os brancos. Apesar disso, nos dez anos, a queda foi de 8,3 pontos percentuais para a população preta e parda e de 6,1 pontos percentuais para a população branca.
A diferença entre a renda de homens e mulheres também foi reduzida, mas persiste. Trabalhadores do sexo feminino ganharam, em média, o equivalente a 73,6% do que os do sexo masculino receberam em 2013. Em 2003, o percentual era de 70,8%, mas chegou a ser de 70,5% em 2007. O rendimento real mensal médio das mulheres em 2013 foi de R$ 1.614,95, enquanto o dos homens foi de R$ 2.195,30.
A taxa de desocupação também é maior entre as mulheres do que entre os homens, com 6,6% contra 4,4%. Em 2003, a taxa para as mulheres era de 15,2%, e, a para os homens, de 10,1%. A maior taxa de desemprego é verificada entre as mulheres negras, para quem o índice chega a 7,9% em 2013 e foi de 18,2% em 2003. As mulheres brancas têm a segunda maior, de 5,4%, e os homens negros, de 5,1%. A dos homens brancos, que era de 8,6% em 2003, caiu para 3,8% em 2013.
São Paulo continua sendo a região metropolitana com a maior renda média, de R$ 2.051,07, seguida pela do Rio de Janeiro, de R$ 2.049,07,  de Porto Alegre, de R$ 1.892,83, e pela de Belo Horizonte, de R$ 1.877,99. Salvador, com R$ 1.460,68, e Recife, com R$ 1.414,40, possuem os menores valores médios.
O uso dos termos preto e pardo, empregados pela matéria, respeita as categorias originais usadas na pesquisa pelo IBGE.
Créditos: Agencia Brasil

Dilma comemora taxa de desemprego mais baixa em 11 anos

A presidenta Dilma Rousseff destacou a redução das desigualdades, ao analisar a taxa de desemprego, que fechou 2013 em 4,3%. Segundo ela, este é o retrato de um país que vem criando oportunidades de emprego.
Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram a série histórica do desemprego desde 2002. A presidenta comparou o aumento do nível da ocupação dos jovens e negros entre 2003, quando o PT assumiu o governo, e o ano passado.
“Em relação a 2003, aumentou o nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos (de 53,8% para 59,2%) e da população negra (de 48,5% para 53,5%)”, afirmou em sua conta no Twitter. Segundo Dilma, o crescimento de 51,4% do rendimento dos trabalhadores negros indica que houve redução de desigualdade.
“Os números são impressionantes quando analisados ao longo do tempo”, disse a presidenta. “Entre 2003 e 2013, a proporção de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo cresceu de 46,7% para 63,8%”, disse, constatando que os anos a mais na escola ampliam a ocupação dos trabalhadores.
A presidenta citou o crescimento da parcela de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, e da proporção de pessoas ocupadas que contribuíam para a Previdência.
Créditos: Agencia Brasil

Dilma anuncia troca de três ministros

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, há pouco, a troca de três ministros de sua equipe. A Casa Civil, até agora chefiada por Gleisi Hoffmann, será ocupada pelo atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Para o lugar de Mercadante, vai o o secretário executivo da Educação, José Henrique Paim Fernandes.

O Ministério da Saúde será ocupado por Arthur Chioro, atual secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, São Paulo. Chioro substituirá o ministro Alexandre Padilha. De acordo com o Blog do Planalto, a posse dos novos ministros será na próxima segunda-feira, às 11h. As cerimônias de transmissão de cargo ocorrerão à tarde em cada ministério.

Antes de comandar a parta da Educação, Aloizio Mercadante, de 59 anos, chefiou o Ministério da da Ciência, Tecnologia e Inovação durante um ano. Doutor em economia pela Universidade de Campinas (Unicamp), ele começou sua trajetória política em entidades estudantis. Mercadante foi eleito três vezes deputado federal e uma vez senador.
Em 1994, foi indicado a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro também ocupou o cargo de vice-presidente nacional do PT e participou da formulação dos programas de governo do partido e da campanha presidencial do partido nas eleições de 1989 e 2002. Em 2010, disputou a eleição para o governo de São Paulo, perdendo para Geraldo Alckmin, do PSDB.
Graduado em economia, José Henrique Paim, de 47 anos, é secretário executivo do Ministério da Educação (MEC) desde 2006. Mercadante deixa o MEC após chefiá-lo por dois anos. Entre 2004 e 2006, o gaúcho Henrique Paim presidiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo repasse de recursos para as políticas educacionais em todos os estados e municípios brasileiros.
Paim também foi subsecretário da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, em 2003. Esta não é a primeira vez que um secretário executivo assume definitivamente a Educação. Em 2005, o petista Fernando Haddad substituiu Tarso Genro após passar pelo cargo de número 2 do MEC.
Ademar Arthur Chioro dos Reis é graduado em medicina pela Fundação Educacional Serra dos Órgãos, com residência em medicina preventiva e social pela Unesp. Mestre em saúde coletiva pela Unicamp, Chioro concluiu em 2011 doutorado em ciências pelo Programa de Saúde Coletiva da Unifesp.
Entre 2003 e 2005, Chioro trabalhou no Ministério da Saúde, como diretor do Departamento de Atenção Especializada. Em Santos, São Paulo, foi professor de saúde coletiva da Faculdade de Fisioterapia e da Faculdade de Medicina. Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo desde 2009, Chioro tornou-se presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo no ano de 2011.
Recentemente, Arthut Chioro anunciou que se afastaria da Consaúde - Consultoria, Auditoria e Planejamento, empresa que dirigia desde 1997, alegando ser exigência da legislação. Na empresa, Chioro prestava consultoria na área de planejamento e gestão de sistemas e serviços de saúde. 
Créditos: Agencia Brasil

Vitaminas podem aumentar risco de câncer de pulmão

Pesquisa afirma que antioxidantes têm um efeito prejudicial na redução dos níveis de radicais livres nos tumores.
De acordo com um estudo publicado na revista médica americana Science Translational Medicine na quarta-feira (29), alguns antioxidantes podem impulsionar o crescimento de tumores malignos, por isso é aconselhável que pessoas que fumam ou que têm câncer de pulmão evitem o uso de vitaminas.

"Os suplementos de vitaminas antioxidantes aceleram o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e o câncer de pulmão em fase precoce", destacou.
No caso das vitaminas A, C e E,  os radicais livres prejudicais são neutralizados, já que pontecial de oxidação causa danos às células, acelera o envelhecimento e provoca câncer.
Segundo o estudo, osantioxidantes impulsionam o avanço do câncer, ao diminuir a quantidade de uma proteína-chave, denominada "p53", cuja função principal é destruir as células tumorais para que não causem danos ao DNA.

Créditos: Bonito Notícias

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sobe para 33 o número de ônibus incendiados na capital paulista

São Paulo - Ônibus incendiado ontem (28) na Estrada do M'Boi Mirim, zona sul de São Paulo( Marcelo Camargo/Agência Brasil)Mais um ônibus coletivo foi incendiado na noite de ontem (29) na capital paulista. Com isso, segundo contagem da São Paulo Transporte (SPTrans), chega a 33 o número de ônibus incendiados desde o início do ano, o que dá uma média de mais de um coletivo queimado por dia. A Polícia Civil investiga se esses incêndios são ações do crime organizado.

O incêndio de ontem ocorreu por volta das 21h30, na Rua Guabiroba de Minas, Jardim Lageado, zona leste da cidade. Segundo a Polícia Militar, cerca de 15 manifestantes colocaram entulho na via e pararam o coletivo da Viação VIP, que fazia a Linha Metrô Itaquera – Santo Antônio. Os criminosos quebraram vidros, obrigaram os passageiros a descer e atearam fogo no veículo. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas não evitou que o coletivo ficasse completamente destruído. Não houve detidos e ninguém ficou ferido.

Ontem, a Polícia Militar deteve quatro homens e apreendeu quatro menores de idade, suspeitos de atearem fogo num ônibus que passava pela Estrada do M’Boi Mirim, na zona sul, por volta das 12h. O grupo, que protestava pela morte de um homem, interditou a via e gritou palavras de ordem como “justiça”.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os suspeitos foram encontrados com galão de gasolina, chumaço de estopa, mangueira e isqueiros. Eles foram indiciados pelos crimes de incêndio, associação criminosa e dano ao patrimônio
Foto:.Marcelo Camargo/Agência Brasil
Créditos:Agencia Brasil

Polícia investiga ação do crime organizado em ataques a ônibus em SP

A Polícia Civil está investigando se os incêndios em ônibus na Região Metropolitana de São Paulo são ações do crime organizado. Balanço divulgado pela São Paulo Transporte (SPTrans) aponta que 31 ônibus coletivos foram queimados na capital desde o início do ano, uma média de mais de um por dia. “Nós não temos ainda clareza se é crime organizado ou se são meramente movimentos sociais. Porque as motivações, confirmadas pelas próprias empresas, são as mais distintas”, informou ontem (29) o secretário de Estado de Segurança Pública, Fernando Grella. Entre os motivos para os ataques a coletivos estão protesto contra o assassinatos de pessoas e enchentes. 
Segundo o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, as ações estão impedindo a circulação dos ônibus em determinados pontos da cidade. “O problema é colocar os passageiros e o equipamento em risco, forçando a entrada onde há a ameaça real de vandalismo”, disse o prefeito sobre o problema que atinge regiões da periferia paulistana.
Grella disse que as polícias estão agindo para combater o problema. “Não é uma situação normal e nós estamos mobilizados com o setor de inteligência “, disse o secretário, que se reuniu com representantes das concessionárias do transporte público na última sexta-feira (24). “Na reunião nós discutimos uma série de medidas, de alternativas. E foram definidas algumas providências, algumas ações que já estão em andamento”, disse sem detalhar as medidas, porque, segundo ele, a divulgação poderia comprometer a efetividade das ações.
O secretário informou que oito pessoas, sendo cinco adolescentes, foram presos ontem (28), por incendiarem ônibus. Depois de um ataque feito hoje, na zona sul da cidade, mais cinco pessoas foram presas, incluindo três adolescentes. Grella ressaltou que a Polícia Militar está agindo para garantir a circulação dos coletivos em todo o itinerário previsto. “Nós vamos dar essa proteção”, garantiu.
Créditos: Agencia Brasil

Estudante de escola pública da PB é aprovada em seis cursos superiores

Jéssica cursa Ciências Contábeis (UFPBFilha de professora e de um pedreiro, a estudante Jéssica Kelly Alves da Silva de 17 anos vem colecionando vitórias em sua carreira estudantil. Oriunda de família simples, a sertaneja da cidade paraibana de Ibiara, a 469 km de João Pessoa, já passou em seis cursos universitários em apenas dois anos, sempre estudando em escola pública.
Para alcançar sucesso nas aprovações, Jéssica não tem uma vida tão fácil. Estudava só, mas contava com o auxílio de professores da sua escola e de um cursinho pré-vestibular.  Ela comentou que dedicava duas horas por dia para rever o conteúdo abordado em sala de aula. Entretanto não abria mão da diversão.
- Eu sempre me dediquei ao estudo. Tive o incentivo dos meus pais e graças a Deus conquistei algumas vitórias na minha carreira de estudante. Fiz meu primeiro vestibular aos 15 anos e passei. Porém, eu não deixava de me divertir – comemorou Jéssica.
Através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), PSS e vestibulares, a estudante passou nos cursos de Ciências Contábeis (UEPB e UFPB), dois de Fisioterapia (FIT e Inper), Administração (UFPB) e Medicina Veterinária (UFPB). “Eu estou cursando atualmente Ciências Contábeis na UFPB, aqui em João Pessoa. Pretendo terminar o curso”, disse a estudante.
A aprovação de Jéssica Kelly tem um significado importante para toda comunidade escolar da cidade. A universitária foi eleita, através de uma pesquisa de opinião pública em Ibiara, destaque no prêmio ‘Melhores do Ano’. A votação foi entre os munícipes.
A rede pública de ensino tem destaque quase sempre por conta de fatos negativos, como a deficiência estrutural, problemas na composição do corpo docente ou até mesmo pela violência escolar. Porém, a universitária deixa um recado: “todos nós somos capazes de conquistar algo. É preciso enfrentar as adversidades e correr atrás do seu sonho. Nunca desista que conseguirá”.
Créditos: Portal Correio

Vendas nos supermercados tiveram alta de 5,36% no ano passado

SupermercadosAs vendas reais nos supermercados brasileiros acumularam alta de 5,36% em 2013, segundo a Associação de Brasileira dos Supermercados (Abras). O crescimento supera a expectativa da entidade, que no início do ano passado estimava uma elevação de 3,5%.
Em dezembro, as vendas cresceram 2,87% na comparação com o mesmo período em 2012. Em relação a novembro, houve alta de 20,62%. “Não tivemos um dezembro tão bom, mas fechamos o ano com um acumulado – não que surpreenda, porque ele já vinha bem – mas com um desempenho muito bom”, avalia o presidente do Conselho Consultivo da Abras, Sussumu Honda. A pesquisa sobre preços feita com 35 produtos da cesta básica apontou alta de 0,14% em dezembro, na comparação com novembro. O custo da cesta passou de R$ 359,83 em novembro para R$ 360,35 em dezembro. Já em relação a dezembro de 2012, houve crescimento de 5,43%.

Os preços que mais subiram em dezembro foram os da cebola (8,29%), do tomate (7,07%) e da farinha de mandioca (4,16%). De acordo com Honda, durante todo o ano passado, os alimentos que mais puxaram a alta dos preços foram farinha de mandioca (27,8%), por causa da seca no Nordeste, e a farinha de trigo (33%), devido à alta do dólar. Já os produtos que mais reduziram o preço foram leite longa vida (-7,01%), batata (-3,49%) e feijão (-2,86%).
Para 2014, a projeção da entidade é um crescimento de 3%. “Procuramos não extrapolar muito [na projeção], é melhor corrigir depois para cima do que para baixo”, justificou o presidente da Abras.
Segundo ele, a estimativa conservadora leva em conta diversas variáveis como a crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a taxa de desemprego, que devem ficar estáveis neste ano. A associação levou em conta também o esgotamento da desoneração da cesta básica, que impactou positivamente as vendas em 2013.
As perspectivas são positivas, contudo, para as vendas durante a Copa do Mundo, quando o consumo de bebidas (alcoólicas ou não) e outros alimentos deve ser impulsionado. De acordo com Honda, a venda desse tipo de produtos cresceu em 2010, na época da Copa, e voltou a despontar no ano passado durante a Copa das Confederações.
Outra variável que poderá elevar as vendas do setor em 2014 é o clima, explicou Honda. O verão mais ameno e o inverno mais rigoroso de 2013 prejudicaram a comercialização de produtos de consumo esporádico. Já em 2014, o verão está mais quente e o inverno deve ser ameno.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Desemprego na região metropolitana de SP atinge menor taxa em dez anos

Embora tenha ficado praticamente estável na comparação com 2012, a taxa de desemprego nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, no ano passado,  foi a mais baixa desde 2004, ao passar de 10,9% para 10,4% da População Economicamente Ativa (PEA) , uma variação negativa de 0,2%. Só em dezembro último, a taxa passou de 9,4% para 9,3%.
O que levou a esse resultado foi mais a saída de concorrentes do mercado de trabalho do que a criação de novas vagas, segundo mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita em conjunto pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O saldo entre as demissões e as contrações no conjunto de municípios da região metropolitana de São Paulo indica a eliminação de 19 mil postos de trabalho, mas ao contrário de fazer subir o número de desempregados, houve recuo de 5,4%, passando de 1,192 milhão para 1,128 milhão, o que representa uma diminuição de 64 mil pessoas. Isso ocorreu devido à saída de 83 mil pessoas do grupo que está a procura de trabalho.
As razões para isso podem ser diversas, explica o economista Alexandre Loloian, coordenador da pesquisa pela Fundação Seade. Ele lembra que, quando circulam notícias de falta de vagas no mercado, as pessoas desistem de ir atrás de um emprego. Mas esse comportamento não ocorre apenas por desalento. O aumento da renda familiar também pode fazer com que membros da família não tenham mais necessidade de disputar vagas.
Segundo análise de Loloian, as ofertas de emprego foram prejudicadas pela concorrência de importados. A indústria fechou 62 mil postos de trabalho, com uma queda de 3,6% no nível de ocupação. Também houve a eliminação de 21 mil vagas nos serviços, com o índice negativo em 0,4%, além de 2 mil na construção (-0,3%).
Esses cortes foram de certa forma compensados por oportunidades de contratação nos setores do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com alta de 3,8% e 65 mil novas ocupações. Em um dos segmentos dos serviços (transporte, armazenagem e correio) também ocorreu a expansão de 39 mil empregos, um aumento de 6,2%.
Ele apontou ainda que as condições dos trabalhadores no mercado mantiveram-se em evolução, com um aumento de 2,7% no número de assalariados com carteira assinada no setor privado. Ao mesmo tempo, caiu em 6,5% o total sem carteira . No entanto, os rendimentos médios caíram 0,5% para os ocupados, alcançando R$ 1.789; e 1,1% no caso dos assalariados, ficando em R$ 1.796,00.
Esse comportamento do mercado acabou pesando muito no desempenho registrado pela PED no conjunto da seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) , segundo apontou Ana Maria Belavenuto. A taxa de desemprego nesse grupo pesquisado atingiu 10,3%, ante 10,4% em 2012
Créditos: .Agencia Brasil

Mesmo com IPI maior, venda de carros cresce em janeiro

A venda de carros no Brasil caiu 23,4% em janeiro até o dia 27, na comparação com o mesmo período de dezembro passado, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). No entanto, em relação a janeiro de 2013, há um crescimento de 2%, mesmo com o acréscimo no IPI que ocorreu na virada do ano. Foram 259,11 unidades até a segunda-feira passada, ante 254.148 no mesmo período do ano passado e 338.473 nos 27 primeiros dias de dezembro. Segundo a Fenabrave, o resultado é consequência de estoques altos das montadoras e da busca dos consumidores por carros com IPI reduzido.
Foto: 2020sustentaveltransporte.blogspot.com
Créditos:Montesclaros.com 

Milhões de crianças no mundo não aprendem o básico

Em países em desenvolvimento, 69 milhões de adolescentes e 57 milhões de crianças estavam fora da escola em 2011. Entre os que frequentam a escola, muitos não têm aprendizado  satisfatório devido à baixa qualidade da educação. Os dados estão no 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, divulgado hoje (29) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O relatório monitora os avanços de metas pactuadas entre 164 países a serem cumpridas até 2015. 
“A baixa qualidade da educação significa que milhões de crianças não estão aprendendo sequer o básico. De 650 milhões de crianças em idade de frequentar a educação primária, pelo menos 250 milhões não estão aprendendo o básico de leitura e matemática”, mostra o relatório.
O custo anual de 250 milhões de crianças sem aprender o básico equivale a US$ 129 bilhões, de acordo com a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero. “O relatório  aponta que há uma crise de aprendizagem muito grande, em que se perde US$ 129 bilhões por ano, que poderiam estar mais bem investidos na educação”, diz.
Em relação aos adolescentes, o texto indica que muitos não adquiriram as habilidades básicas no primeiro nível de ensino secundário. O número de adolescentes fora da escola apresentou redução de 31% desde 1999. No entanto, a redução está estagnada desde 2007. “Em países de baixa renda, apenas 37% dos adolescentes completam o primeiro nível do ensino secundário e esse número chega a 14% nos países mais pobres”, informa o texto.
A capacitação dos professores e o investimento em educação estão entre os caminhos apontados para superar esses problemas. Os professores ganham atenção no relatório,que trata a capacitação como uma das formas de aperfeiçoar a qualidade da educação. De acordo com a publicação, os governos precisam intensificar os esforços para contratar 1,6 milhão de professores adicionais para conseguir universalizar a educação primária até 2015.
“É importante que possamos atrair bons candidatos para dar aula, pessoas que gostem do que fazem, e oferecer formação continuada. Há necessidade de valorizar melhor os professores e eles devem estar munidos de ferramentas como um curriculo adequado”, avalia Maria Rebeca Otero.
Segundo o relatório, seriam necessários esforços significativos de governo e outros agentes, assim como novas formas de financiamento para implementar mudanças necessárias na educação. “No estágio atual, os governos simplesmente não podem se permitir uma redução no investimento da educação. Tampouco os doadores deveriam deixar de cumprir suas promessas de financiamento. Isso pede que exploremos novas formas de financiar necessidades urgentes”, acrescenta.
O relatório monitora os avanços das seis metas do Educação para Todos, estabelecidas por 164 países na Conferência de Dacar (Senegal), em 2000. O prazo para o cumprimento das metas é 2015, no entanto, o relatório conclui que nenhum objetivo será conquistado globalmente nesse prazo.
Créditos: Agencia Brasil

Quatro ônibus são incendiados em São Paulo


Mais cedo, por volta das 14h, um ônibus foi totalmente destruído pelo fogo na Estrada do M'Boi Mirim, na região do Capão Redondo, zona sul. Um grupo de 15 pessoas foi flagrado apedrejando e tentando incendiar o coletivo quando os policiais chegaram.

Quatro ônibus foram incendiados entre a tarde e a noite de ontem (28) na capital paulista, de acordo com a Polícia Militar. Os criminosos atacaram um coletivo na Rua Desembargador Arlindo Pereira, na região do Itaim Paulista, zona leste, com coquetéis molotov. O motorista e o cobrador conseguiram conter as chamas e o veículo ficou parcialmente destruído. Ninguém se feriu.

Próximo dali, a 1,5 quilômetro de distância, num cruzamento da mesma via, outro coletivo ficou parcialmente destruído. Um terceiro coletivo também foi apedrejado na região do Capão Redondo por cerca de 15 pessoas, que obrigaram o motorista a descer do veículo quando passava pela Rua Citeron.

Duas pessoas foram detidas e seis menores de idade foram apreendidos em flagrante e conduzidos ao 47º Distrito Policial, no Capão Redondo. Eles serão indiciados por associação criminosa, dano qualificado, resistência e, no caso dos detidos por atear fogo ao ônibus, por incêndio. Segundo a Polícia Civil, os detidos alegaram que protestavam pela morte de um amigo.
Foto;noticias.band.uol.com.br
Créditos: Agencia Brasil

Porto de Mariel em Cuba gera mais de 150 mil empregos no Brasil

Conforme informações publicadas na segunda-feira (27) pelo Blog do Planalto, as obras de modernização do Porto de Mariel e sua estrutura logística exigiram investimentos de US$ 957 milhões, sendo US$ 682 milhões financiados pelo Brasil e o restante aportados por Cuba. Isso proporcionou a centenas de empresas brasileiras a oportunidade de participar do empreendimento, mediante a exportação dos serviços que prestam e dos bens fabricados no Brasil. Porto de Mariel gera mais de 150 mil empregos no Brasil e US$ 800 milhões gastos integralmente na exportação de bens e serviços.

Para aprovação do crédito, o BNDES acordou com o governo cubano que, dos US$ 957 milhões necessários, pelo menos US$ 802 milhões fossem gastos no Brasil na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros.
O subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio José Ferreira Simões, o compromisso é o ponto mais importante da viagem presidencial a Cuba, e o empreendimento, que conta com papel importante do Brasil, levará a uma transformação do país caribenho.
“Um dos pontos mais importantes da visita da presidenta Dilma a Cuba será a inauguração do Porto de Mariel. Quando concluído, ele será o principal porto do Caribe. Junto a Mariel, será instalada uma zona econômica especial. Nessa zona econômica especial, nos moldes do que já existe na China, haverá um elemento muito importante, industrial, e esse componente industrial terá um elemento transformador muito importante em relação a Cuba”, afirmou.
Mauro Hueb, diretor-superintendente em Cuba da Odebrecht, empresa brasileira responsável pelas obras em sociedade com a Quality, companhia vinculada ao governo cubano, disse que “É importante ressaltar que US$ 800 milhões foram gastos integralmente no Brasil para financiar exportação de bens e serviços brasileiros para construção do porto e, como consequência disso, gerando algo em torno de 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, quando se analisa que a partir de cada US$ 100 milhões de bens e serviços exportados do Brasil, por empresas brasileiras, geram-se algo em torno de 19,2 mil empregos diretos, indiretos e induzidos”.
A zona que foi criada na região do Porto de Mariel é uma área equivalente a 450 km² que vai contar com toda a infraestrutura adequada para receber empresas de alta tecnologia e de tecnologia limpa. De acordo com Hueb, o governo brasileiro fez um trabalho de promoção da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel mundo afora e já começa a perceber a chegada de grupos empresariais para buscar negócios e investimentos no porto.
Cesário Melantonio Neto, embaixador brasileiro em Cuba, destacou os ganhos para o comércio internacional do Brasil com a maior inserção do país na América Central e no Caribe.
“O Porto de Mariel é importante para aumentar a inserção caribenha do Brasil. Evidentemente o Brasil tem uma inserção maior no nosso entorno regional, que é a América do Sul. O Brasil tem historicamente uma inserção menor na América Central e também no Caribe. Provavelmente, com a vinda de empresas brasileiras para se instalarem no Porto de Mariel, que é um porto que oferece uma série de vantagens fiscais, mais ou menos como o modelo das zonas de processamento de exportação (ZPE) no Brasil, com sistema de drawback, sem limite de remessas para múltiplos de dividendos, haverá uma maior presença comercial do Brasil, não só em Cuba, mas em toda a região. Essa que é a importância para o Brasil do Porto de Mariel”, disse.
Hipólito Rocha Gaspar, diretor-geral em Cuba da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) também destacou o impacto para as exportações brasileiras.
“Desde o momento que se decidiu fazer, há cinco anos atrás, isso tem implementado grandemente a presença brasileira no país, nas exportações. Com a obra de Mariel, mais, praticamente, 500 empresas se beneficiaram com essa obra, onde essa obra vai representar um momento diferente comercial de Cuba para o mundo. Eu acho que nós usaremos também Mariel para o crescimento das nossas exportações”, afirmou.
Segundo analistas econômicos, o fato de uma empresa brasileira participar ativamente da obra coloca o empresariado nacional em posição também privilegiada para investir nesse novo espaço comercial. Para estimular a atração de investimentos ao Porto de Mariel, a zona econômica especial oferecerá incentivos e regimes de tratamento especial aos concessionários e usuários. Estes incentivos abrangerão questões aduaneiras, tributárias, monetárias, bancárias e trabalhistas.
Da redação do Vermelho,
Com informações do Blog do Planalto
Créditos; Focando a Notícia

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Carvão produzido por trabalho escravo abastece churrascarias de São Paulo

A força-tarefa formada por órgãos de fiscalização trabalhista que resgatou 32 pessoas em condição análoga à escravidão na semana passada - após inspecionar 14 carvoarias, durante dois dias, na divisa de São Paulo com Minas Gerais - constatou que a produção dessa região responde pela maior parte do abastecimento de supermercados e churrascarias de São Paulo.  O balanço da ação foi divulgado hoje (28) pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
“Quase todo o carvão que vem para os supermercados e churrascarias de São Paulo é oriundo dessa região, onde predomina o trabalho semelhante à escravidão. Essa operação representou um golpe nessa chaga do estado”, disse o superintendente regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros. O trabalho de campo da operação ocorreu nos dias 21 e 22, nas cidades paulistas de Piracaia, Joanópolis e Pedra Bela, que ficam às margens da Rodovia Fernão Dias.
A situação de trabalho em condição análoga à escravidão foi observada em cinco dos estabelecimentos inspecionados. Também foi verificada a existência de trabalho infantil em três delas. Cinco adolescentes foram afastados da atividade degradante. Em um dos casos, o jovem tinha menos de 14 anos.
O superintendente regional do Trabalho em São Paulo aponta que as grandes redes de supermercado que comprarem carvão produzido por trabalho análogo a escravidão também podem ser responsabilizadas. “Vamos conversar com essas redes. Se comprarem, o ministério pode pedir a interdição desses mercados”, apontou. Ele informou ainda que o entendimento também deve ser feito com a cadeia produtiva da região de Bragança Paulista, onde fica a maioria das carvoarias.
Além do Ministério do Trabalho e Emprego, participaram da força-tarefa integrantes da Polícia Rodoviária Federal, do Ministério Público do Trabalho e do Judiciário. As carvoarias que atuavam em condição de trabalho degradante foram interditadas. Entre as irregularidades, foram encontrados trabalhadores em alojamentos precários, fiação expostas, maquinário irregular, exposição a material químico, além de riscos de acidentes, tendo em vista que não havia equipamento de proteção.
Em um dos casos, os salários eram pagos somente a cada três meses. Com isso, eles eram obrigados a fazer dívidas no mercado na cidade. Embora o dono do armazém não tivesse vínculo com o fazendeiro, foram constatadas dependência financeira e necessidade de o trabalhador ficar na região por causa da dívida. “O trabalho escravo contemporâneo é caracterizado por jornadas exaustivas, condições ofensivas à dignidade e restrição da liberdade por dívidas contraídas. Tem características mais sutis do que uma visão cinematográfica”, apontou o procurador do Trabalho Tiago Muniz Cavalcante.
Patrícia Therezinha de Toledo, que atuou como juíza itinerante na operação, destaca que será garantido aos trabalhadores lesados todos os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Há uma legislação própria que faz a rescisão direta do contrato, que significa que, para os não registrados, tem que se fazer anotação e pagamento das verbas rescisórias, como aviso-prévio, décimo terceiro, férias”, explicou a juíza do Trabalho. Os custos com deslocamento para os que moram em outros estados também são responsabilidade do empregador.
No último dia 24, sete carvoarias da região assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) se comprometendo a adotar medidas para evitar o trabalho análogo à escravidão. As empresas vão garantir meio ambiente de trabalho seguro e sadio aos empregados; assinar a carteira de trabalho, e não contratar mão de obra infantil.
Créditos: Agencia Brasil

País tem tentativa de fraude a cada 14,5 segundos

Segundo a Serasa, no ano foram registradas 2.204.158 tentativas.

 Em 2013, o número de tentativas de fraude contra consumidores bateu recorde, segundo pesquisa da Serasa Experian, divulgada nesta terça-feira (28). O setor em que foi observado o maior número de tentativas de fraude foi o de telefonia: 951.360 (ou 43,16% do total)
No ano inteiro, foram registradas 2.204.158 tentativas de fraude - por meio da qual dados pessoais são usados por criminosos para fazer negócios ou mesmo obter crédito com a intenção de não pagar. Segundo a Serasa, isso representa uma tentativa de fraude a cada 14,5 segundos no país. Em relação a 2012, foi registrada alta de 3,04%; frente a 2011, houve avanço de 12,39% e, diante de 2010, de 17,56%. O setor em que foi observado o maior número de tentativas de fraude foi o de telefonia: 951.360 (ou 43,16% do total). Frente a 2012, o resultado ficou 26,08% maior.
Na sequência, está o setor de serviços, que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral, com 55.535 registros ou 29,85% do total. Na comparação com o ano anterior, foi registrada queda de 11,85%.
Em terceiro lugar está o setor bancário, onde foram verificadas 399.393 tentativas ou 18,12% do total. A alta frente a 2012 foi menor que a dos outros setores, de 1,89%.
Um percentual menor das tentativas foi registrado no varejo. Foram 160.698 ou 7,29% do total. . O ranking de tentativas de fraude de 2013 é composto ainda por demais segmentos (1,58%).
Créditos;WSCOM

Lei que pune empresas envolvidas com corrupção entra em vigor dia 29

Cento e oitenta dias após ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a lei federal que estabelece punições à empresas e pessoas jurídicas cujos empregados ou representantes corrompam agentes públicos ou fraudem licitações vai entrar em vigor nesta quarta-feira (29). A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em resposta aos protestos populares que, em junho de 2013, tomaram as ruas de todo o país exigindo, entre outras coisas, o fim da corrupção.
Publicada no Diário Oficial da União de 2 de agosto de 2013, a chamada Lei Anticorrupção Empresarial (Lei nº 12.846 ) estabelece que empresas, fundações e associações passarão a responder civil e administrativamente sempre que a ação de um empregado ou representante causar prejuízos ao patrimônio público ou infringir princípios da administração pública ou compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. É a chamada responsabilização objetiva, prevista nas esferas civil e administrativa.
A lei prevê a aplicação de multas às empresas que forem condenadas. Os valores podem variar de 0,1% a 20% do faturamento bruto da companhia. Não sendo possível fixar a sanção com base nesse critério, o valor poderá ir de R$ 6 mil a R$ 60 milhões - pena que não exclui a obrigação da empresa reparar integralmente o prejuízo causado aos cofres públicos. A decisão condenatória deverá ser publicada em veículos de comunicação de grande circulação, dando publicidade ao fato às custas da própria condenada. O nome da empresa ainda será inscrito no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (Cnep), criado por meio da lei.
A condenação administrativa por ato ilícitos não afasta a hipótese da empresa ou entidade ser responsabilizada na esfera judicial e nem a punição individual a seus dirigentes ou administradores. Além da multa, a empresa ou entidade ainda pode ter seus bens sequestrados e suas atividades suspensas ou interditadas. Dependendo da gravidade do caso, a Justiça poderá inclusive determinar a dissolução compulsória da companhia ou entidade.
Segundo o secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção, da Controladoria-Geral da União (CGU), Sergio Seabra, a lei é importante por permitir a responsabilização de quem corrompe. No Brasil, historicamente, a punição recai quase que exclusivamente sobre servidores públicos que se deixam corromper e aceitam vantagens indevidas para beneficiar pessoas físicas ou jurídicas.
"As empresas que ainda não tratam do assunto com a devida atenção vão perceber que é muito melhor investir em ética e integridade do que apostar na impunidade, em um modelo de negócio arcaico", disse Seabra à Agência Brasil.
Ainda de acordo com o secretário, a nova lei tem um efeito pedagógico ao prever, também, a possibilidade de as companhias que tiverem implementado mecanismos corporativos de prevenção e combate à corrupção terem suas penas atenuadas caso venham a responder pela iniciativa de um funcionário. "Não vai bastar alegar que dispunha de ferramentas de controle, de denúncia. Para que a companhia tenha sua pena atenuada, caso surja algum problema desse tipo, ela vai ter que comprovar que os mecanismos adotados são eficientes e que já estavam em prática".
A expectativa é que o decreto regulamentando aspectos como o rito processual, os critérios para aplicação das multas, as competências de cada órgão fiscalizador, os fatos agravantes ou atenuantes da prática ilícita e quais mecanismos corporativos de controle de irregularidades seja publicado até a entrada da lei em vigor, ou seja, até quarta-feira. Após isso, as controladorias de estados e municípios deverão editar suas normas locais.

"Temos conversado bastante com os representantes de estados e municípios e há um grande interesse de que os regulamentos de todas as esferas sejam o mais harmônicos possíveis para evitar disparidades, confusão e insegurança jurídica", disse o secretário.
Para Marina Martins Ferro, coordenadora de projetos do Instituto Ethos, organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que reúne mais de 250 companhias em torno do Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, a nova legislação pode se tornar um divisor de águas. "A punição de pessoas jurídicas pode trazer uma mudança cultural. É para isso que a lei tem não só o caráter punitivo, mas também os de inibir e de educar. Para evitar as multas de valor elevado, as empresas vão ser menos complacentes. Tanto que, nos últimos meses, temos percebido um maior interesse das empresas pelos mecanismos para prevenir tais práticas".       
Pela nova lei, são atos lesivos à administração pública prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público ou a alguém a ele relacionada; financiar, custear, patrocinar ou subvencionar a prática de atos ilícitos; ocultar ou dissimular reais interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados e fraudar ou impedir licitações públicas e contratos. Também estão passíveis de responsabilização as empresas ou entidades que oferecerem vantagens ao responsável por licitação pública; que forem criadas de modo fraudulento ou irregular apenas para participar de licitação pública ou celebrar contrato administrativo; que manipularem ou fraudarem o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a administração pública e dificultar a investigação ou fiscalização por órgãos, entidades ou agentes públicos e aquelas que intervirem na atuação das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro nacional.
Foto: EBC
Créditos: Agencia Brasil

Fim das desigualdades educacionais depende da redistribuição de recursos

Alagoas Direito de todos e dever do Estado e da família, conforme a Constituição de 1988, a educação – leia-se educação de qualidade – ainda está longe de ser assegurada a todos os brasileiros. Se a situação do ensino público não é das melhores em todo o país, tende a ser bem pior nas localidades mais pobres, que padecem da insuficiência de recursos para construir e equipar escolas e pagar salários dignos aos professores.
Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), publicado em 2012, mostra que em 2009 as regiões com maior percentual de alunos em risco de abandonar a escola – aqueles com repetências seguidas e elevadas distorções entre a série que deveriam estar cursando na idade adequada – eram a Norte (18,33%) e a Nordeste (17,68%), as duas mais pobres do país. Nas escolas localizadas nas zonas rurais dessas regiões o percentual de crianças atrasadas chega a ser duas vezes maior que no Sul e no Sudeste. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, os estados Rio Grande do Norte, Sergipe, Amapá e Maranhão ficaram com os menores Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para os anos iniciais do ensino fundamental em 2011, alcançando 4.1. O indicador está abaixo da média nacional, que é de 5.0. Na outra ponta estão Minas Gerais (5.9), Santa Catarina (5.8), Distrito Federal (5.7), São Paulo e Paraná (ambos com 5.6).
No ensino médio, os determinantes geográfico e econômico se repetem: Pará é o último da lista, com apenas 2.8, seguido por Alagoas, 2.9, e Maranhão, Amapá e Rio Grande no Norte, com 3.1. Nos primeiros lugares estão só estados do Sul e Sudeste: Santa Catarina (4.3), São Paulo (4.1) e Paraná (4.0). A média nacional para essa etapa da educação é 3.7.
“Na região Norte temos o desafio das grandes distâncias. As crianças estão espalhadas por imensos territórios. Temos escolas rurais com poucos alunos em salas multisseriadas e é muito grande a dificuldade para conseguir contratar professor. Imagine o tamanho do desafio de ser professor em uma condição assim”, aponta a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho.
De acordo com o documento do Unicef, nas zonas rurais, mais pobres e com dificuldades de acesso, os indicadores educacionais são inversamente proporcionais ao tamanho dos problemas. Das 3,7 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos que estão fora da escola, a maioria está nas zonas rurais. E as pessoas que vivem no campo têm em média 3,9 anos de estudo a menos que as que vivem na cidade.
"Por uma questão de oportunidade, o local onde a criança nasce é um fator importante para o seu sucesso escolar. É comparar o incomparável. A desigualdade é muito grande”, lamenta Cleuza. “Estar a 200 metros de uma escola não é a mesma coisa que estar a 20 quilômetros. Por isso transporte escolar é fundamental.” Ainda assim, a ampla maioria dos alunos matriculados nas zonas rurais (65%) não conta com transporte escolar público, segundo informa o Unicef.
As distorções verificadas no país se repetem dentro dos municípios, mesmo dos mais ricos, por abrigarem uma população de alta vulnerabilidade e baixa escolaridade. "E quem são elas? As pobres, negras, indígenas com deficiência ou que moram nos lugares mais afastados", explica Cleuza.
“O Brasil já conseguiu universalizar o acesso a educação fundamental, mas no ensino infantil, médio e superior o acesso ainda é bastante limitado”, lamenta a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros.  "Ao todo, 98% das crianças de 7 a 14 estão matriculadas no ensino fundamental. Os 2% restantes equivalem a pelo menos 500 mil crianças, mais do que a população de Luxemburgo. O principal desafio é universalizar a educação de qualidade."Os dados comprovam: enquanto 30,67% dos estudantes brancos (1,6 milhão) termina o ensino fundamental com idade maior que a ideal, o percentual chega a 50,43% (3,5 milhões) entre as crianças negras. Além disso, apenas 6% dos alunos matriculados no ensino médio são indígenas, segundo o Unicef. 

A desigualdade é mais acentuada a partir da comparação por renda: 62,02% das crianças de famílias com renda per capita de até um quarto do salário mínimo terminam a escola com a idade defasada para a série, contra 11,52% nas famílias com renda superior a dois salários mínimos por pessoa. 

A maioria dos 3,7 milhões de estudantes que estão fora da escola são adolescentes de 15 a 17 anos (1,5 milhão), que deveriam estar no ensino médio, e crianças de 4 a 5 anos (1,4 milhão), idade em que deveriam estar na educação infantil. Ambas etapas passarão a ser obrigatórias a partir de 2016.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, não coloca em dúvida o aspecto socioeconômico como determinante das diferenças. Mas lembra que a disponibilidade de recursos nas mãos do gestor nem sempre faz a diferença na hora de oferecer educação de qualidade à população. Segundo ele, se fosse assim, Sudeste e Sul deveriam oferecer educação com qualidade muito maior do que oferecem. "Exemplo é a educação pública de São Paulo, apesar do esforço dos professores. Eles não ganham bons salários, têm o duvidoso benefício de uma jornada de até 65 horas semanais, tem muita contratação temporária, com modelo considerado subemprego." Leia matéria completa no portal Rede Brasil Atual.
Créditos: Rede Brasil Atual

PT do Rio termina aliança com o PMDB

PT do Rio termina aliança com o governo CabralO Partido dos Trabalhadores do Rio (PT-RJ) decidiu deixar a aliança de sete anos com o governo Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Em nota divulgada agora à noite, a executiva estadual do partido deliberou pela saída do governo Cabral, definindo um processo de desligamento e um prazo para a sua execução.
Pela manhã, o governador Sérgio Cabral esteve reunido com o presidente da executiva estadual do PT, Washington Quaquá, prefeito de Maricá,  quando ficou acertado o fim da aliança. O governador comunicou que fará a exoneração dos secretários filiados ao partido em 31 de janeiro e a executiva estadual do PT determinou que "todos os filiados e filiadas que ocupem cargos de confiança no governo do Estado peçam exoneração imediatamente".
O diretório estadual do PT já tinha definido em reunião no último dia 18 que todos os militantes petistas deveriam entregar os cargos que ocupam no governo do estado  a partir do dia 28 de fevereiro, quando se encerrava definitivamente a participação do partido.
No encontro ficou estabelecido também  convocar para o dia 22 de fevereiro o Encontro Estadual do PT para homologar as candidaturas de Lindbergh Farias ao governo estadual, bem como das chapas de deputados estaduais e federais, as alianças e tática eleitorais e as diretrizes de programa de governo.
Com o fim da aliança, o secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, e o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Huamanos, Zaqueu Teixeira, vão deixar os cargos.
Créditos: Agencia Brasil

Dieta rica em gordura durante a gravidez pode afectar cérebro de bebé

Dieta rica em gordura durante a gravidez pode afectar cérebro de bebéA ingestão frequente de gordura durante a gravidez pode alterar o cérebro do bebé em desenvolvimento, revelou um estudo feito por cientistas americanos.

A pesquisa também sugere que essa dieta poderia aumentar as probabilidades de obesidade do filho na vida adulta.
Os testes foram realizados em ratos e mostraram uma alteração na estrutura do cérebro desses animais quando houve ingestão em excesso de gordura durante a gravidez.
Segundo os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, onde o estudo foi conduzido, essa pode ser uma das explicações para o facto de filhos de pais obesos terem maior propensão a tornarem-se adultos com excesso de peso.
Especialistas lembram, no entanto, que as mesmas mudanças no cérebro humano ainda não foram cientificamente comprovadas.
Hábitos alimentares partilhados por toda a família são um factor importante em relação à obesidade, acrescentam.
Entretanto, há evidências de que uma dieta rica em gorduras durante a gravidez pode, de facto, moldar a silhueta da criança no futuro, assim como alterações no ADN.

A experiência feita em ratos mostrou que mães que tiveram uma dieta rica em gordura durante a gravidez deram à luz crias com alterações no hipotálamo - parte importante no cérebro para a regulação do metabolismo.
Essas crias tinham maior probabilidade de se tornarem obesos e desenvolver diabetes Tipo 2 em relação a outros cujas mães receberam uma dieta normal.
«Para a cria, isso pode ser um sinal de que ele pode crescer muito, pois o ambiente está rico em comida», explicou à BBC Tamas Horvath, investigador e professor de Yale.
«Definitivamente, acreditamos que tais processos são fundamentais para entender o que acontece com seres humanos e porque certas crianças têm grandes hipóteses de se tornarem obesas. Precisamos de pesquisar mais a fundo, pois esses estudos podem ter um forte impacto tanto em animais quanto em serem humanos», acrescentou Horvath.
Segundo ele, uma alimentação saudável durante a gravidez pode ajudar a quebrar o ciclo de que pais obesos vão, incondicionalmente, gerar filhos obesos.
Créditos; Diário Digital

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dilma diz que Brasil é parceiro de Cuba e classifica de injusto bloqueio

Presidente Dilma durante chegada a HavanaDurante a cerimônia de inauguração do Porto de Mariel, em Cuba, a presidente Dilma Rousseff classificou como injusto o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha desde a década de 60. 
Dilma ressaltou que, apesar do embargo, o país tem o terceiro maior volume comercial do Caribe. "Mesmo sendo submetido ao injusto bloqueio econômico, Cuba gera um dos três maiores volumes de comércio do Caribe", afirmou. Dilma destacou também o desejo do Brasil em transformar-se em um parceiro de “primeira ordem” para o país do Caribe. Segundo Dilma, a iniciativa é o primeiro porto terminal de contêineres do Caribe, e conta com financiamento de US$ 802 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento serviu para contratação de bens e serviços de 400 empresas brasileiras.
“O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que estimular essa parceira é aumentar o fluxo bilateral de comércio. São grandes as possibilidades de desenvolvimento industrial conjunto, no setor de saúde, e medicamentos, vacinas nos quais a tecnologia de ponta é dominada por Cuba. (…) Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do programa Mais Médicos”, afirmou Dilma.
Créditos: Jornal do Brasil

Campanha na internet para ajudar dono de fusca incendiado por manifestantes

: O rastro de destruição deixado pelos atos de vandalismo disfarçados de protestos contra a Copa do Mundo na capital paulista deixou uma vítima que tem pouca ou nenhuma alternativa para recuperar o que perdeu. Trata-se do serralheiro Itamar Santos, que teve o seu carro (um Fusca) incendiado por baderneiros mascarados quando ele voltava da igreja na noite do sábado 25. Cresce agora na internet o movimento #VaiTerFusca – uma forma de arrecadar recursos para comprar um novo carro para o seu Itamar. Um dos mentores da campanha, o blogueiro Eduardo Guimarães lembra, em sua página no Facebook, pela qual centenas de pessoas já confirmaram que querem dar sua contribuição: "Um fusca 1975 vale o que, uns 5 ou 7 mil? Arrecadamos isso em um dia, com boa divulgação".
"Cerca de 200 pessoas já se dispuseram - em meu mural - a doar para comprar outro fusca pro serralheiro que teve o seu incendiado pelos black blocs. Se cada uma dessas pessoas doar 30 reais está resolvido o problema", anuncia Guimarães, que rechaça com veemência a versão de que o culpado pelo incêndio foi o próprio dono do veículo, que teria avançado sobre uma barricada "por sua conta e risco". A ideia agora, segundo o blogueiro, é divulgar o número da conta de Itamar Santos e depositar nela as contribuições ou ainda criar uma conta especificamente para isso e entregar a ele o dinheiro em mãos. A ideia ganhou adesão imediata. "Olha que legal. Vamos comprar um novo fusca para o sr. Itamar.. Pode contar comigo!", escreveu Cidálio Vieira Santos, no Facebook.
Em entrevista ao jornal O Globo, Itamar Santos conta o que passou na noite do sábado, quando voltava da igreja e deu carona para um senhor e duas senhoras, seus amigos. No carro, havia ainda uma menina de 5 anos, que segundo ele, "ficou desesperada, chorou muito e ficou chocada", assim como sua mãe. "Eles não queriam nem saber quem estava dentro do carro", declarou.
Itamar relembra o que aconteceu no momento do incêndio: "à frente, eu vi pessoas com os rostos cobertos e vestidos de preto, colocando fogo em colchão. Os carros passaram pelo canto da pista. Quando foi a minha vez, não me deixaram passar. Eu não sei ao certo se jogaram o colchão no carro, com raiva, ou se o empurraram com o pé, mas ele foi parar na lateral do carro". O dono do Fusca afirma ter ficado "com medo dos responsáveis pelo fogo partirem para cima do carro". "E acelerei", diz. O Fusca era o único carro de seu Itamar. "Ele servia para ir para a igreja, passear e carregar meu ferro velho", conta. Além de perder o automóvel, o serralheiro foi chamado para tirar o que havia sobrado do local, sob risco de ter de pagar multa. E para isso, ainda pagou um guincho.
A pergunta que não quer calar e que desmoraliza todo e qualquer "protesto" realizado contra a Copa que terminou em atos de vandalismo foi feita pelo próprio dono do carro queimado: "O que eu tenho a ver com a Copa do Mundo? Nem a estádio eu vou".
Créditos: Brasil 247