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domingo, 7 de maio de 2017

Sindicatos convocam ocupação de Brasília de 15 a 19 de maio

Reunião das nove centrais sindicais realizada na sede da CUT nesta quinta-feira (4), definiu que será convocada uma ocupação de Brasília por sindicatos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil entre os dias 15 e 19 de maio. Também serão feitas visitas a gabinetes de parlamentares.
Caso o governo de Michel Temer não reveja os processos de desmonte dos direitos trabalhistas e da Previdência que seguem na Câmara e no Senado, será convocada uma nova Greve Geral.

“Existe a possibilidade de uma nova Greve Geral ainda maior e mais forte que a do dia 28 de abril se as ações que nós fizermos daqui até a ocupação de Brasília não gerarem frutos”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Segundo o líder da Central Única dos Trabalhadores, “o governo está pressionado, a opinião pública é contrária às reformas. Nós temos condição, com o apoio da sociedade, de reverter essas propostas”.

Vagner avaliou ainda que as condições de negociação para a retirada das propostas de reformas trabalhista e da previdência melhoraram após o dia 28, quando aconteceu “a maior Greve Geral da nossa história”. E complementou: “De 8 a 12 estaremos em Brasília visitando cada senador e cada deputado, falando da nossa contrariedade em relação as propostas do governo e, acima de tudo, que a sociedade é contrária a elas”.

Ele explicou que irá levar um recado simples aos parlamentares: “O Temer já é carta fora do baralho, se você quer continuar sendo parlamentar, vote com os trabalhadores, se quer se suicidar junto com o Temer, é um problema seu”. O secretário geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, afirmou que “a reunião apontou um calendário importante que passa sobretudo por ocupar Brasília. Estar em Brasília na semana que se vota o texto da previdência em plenário”.

Ele também destacou “a importância da unidade ampla de todos os setores socais, das centrais sindicais, dos movimentos sociais, dos setores progressistas e democráticos”. Para ele, a unidade é “fundamental para barrar o desmonte de direitos”. “Hoje o desafio é como a gente compatibiliza os diversos ritmos e experiências”, avaliou Índio. “Há setores mais avançados, com mais pressa, há setores sociais com maios dificuldade de compreender a gravidade da situação, há categorias com mais tradição de luta e categorias com mais dificuldade de organização. A questão é como ajustar os passos”.
Créditos: Agencia PT

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