sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cortes do governo ameaça inovação tecnológica e pesquisa científica

O orçamento para as áreas de ciência e tecnologia em 2018 é o mais baixo da última década. A situação piorou desde 2016, após a fusão do Ministério da Comunicação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sem aumentar os recursos. Para este ano, estão previstos R$ 3 bilhões, valor que representa um corte de R$ 1 bilhão em relação a 2017.
“Sem pesquisa, a gente não tem inovação. Sem inovação tecnológica, você não tem a possibilidade de injetar o desenvolvimento do país, o desenvolvimento econômico, novos postos de trabalho, novas empresas, você começa a ter um acometimento de toda a estrutura econômica e social”, avalia Anapatricia Morales Vilha, coordenadora da Agência de Inovação da Universidade Federal do ABC (UFABC).
Segundo ela, com os cortes que o governo federal tem executado no orçamento das universidadesfederais e nas áreas de ciência e inovação, esses estudos estão em risco. Na UFABC, por exemplo, a redução dos recursos passou de 50% nos últimos quatro anos, prejudicando a produção cientifica.
“Temos uma série de reduções que impactam na compra de equipamentos importantes, pesquisas que poderiam avançar por meio de bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, pesquisas que poderiam, inclusive, colocar a universidade em consórcio com outros países em pesquisas internacionais”, explica Anapatricia.
Créditos: RBA

Brasil fechou 408 mil vagas de trabalho em dezembro

O resultado negativo do mês de dezembro deve superar o saldo positivo de 300 mil empregos formais gerados no acumulado de janeiro a novembro, na série ajustada para incluir informações enviadas com atraso pelas empresas. Na série sem ajustes, foram criados 205 mil vagas até novembro.
A média de 10 projeções aponta para um saldo negativo anual de 203 mil vagas formais em 2017, na série sem ajustes. Considerado o dado ajustado, o saldo negativo será de 108 mil. Apesar de o mercado formal fechar seu terceiro ano no vermelho, o saldo negativo é menor do que nos últimos dois anos. Em 2015 e 2016, foram fechadas, respectivamente, 1,54 milhão e 1,32 milhão de vagas com carteira, com ajuste.
É esperado que o Ministério do Trabalho e Emprego divulgue os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro e do ano de 2017 na próxima semana, mas ainda não há data definida.
Embora o saldo de dezembro de 2017 deva ser menos negativo do que o de anos anteriores, isso não é um dado totalmente bom, alerta Helcio Takeda, da Pezco. A consultoria projeta uma perda líquida de 360 mil vagas em dezembro. Takeda lembra que, entre 2010 e 2012, quando o Brasil vivia o pleno emprego, a perda de vagas em dezembro era de 400 mil a 500 mil. "Nesse ano, o número deve ser menos negativo porque a economia está em recuperação, mas também porque as pessoas não se sentem seguras em pedir demissão e buscar oportunidades melhores", diz.  Fonte:  Valor Econômico.
Créditos: Brasil 247

MPF descarta pedir prisão de Lula no dia 24

 O procurador regional da República Mauricio Gotardo Gerum, que atuará no julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), não vê motivos para pedir a prisão do petista, informou o Ministério Público Federal (MPF) em nota nesta quinta-feira 
“O Ministério Público Federal esclarece que o procurador regional da República Mauricio Gotardo Gerum não formalizou, e não vê razões para formalizar, qualquer pedido em relação à prisão cautelar do ex-presidente, que é um dos réus que será julgado no próximo dia 24 de janeiro, pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região”, disse o MPF.
“Gerum esclarece ainda que, em caso de condenação dos réus da referida ação penal, qualquer medida relativa ao cumprimento de pena seguirá o normal andamento da execução penal, não havendo razões para precipitá-la”, acrescentou.
 Lula terá julgado um recurso apresentado pela defesa contra condenação a 9 anos e 6 meses de prisão imposta pelo juiz Sérgio Moro por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.
 O ex-presidente é acusado de ter recebido o imóvel como propina da empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras, no âmbito da operação Lava Jato. Lula nega todas as acusações e afirma ser alvo de uma perseguição política por parte do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal.
Caso a condenação de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial deste ano, seja confirmada em segunda instância, ele pode ficar impedido de entrar na corrida eleitoral. Fonte: Brasil 247.
Créditos: WSCOM

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CNH Digital deve estar disponível em todo o Brasil até fevereiro

A partir do próximo mês, todos os estados brasileiros devem estar obrigatoriamente aptos a disponibilizar a Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). A resolução, que foi publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em agosto do ano passado, afirma que o documento digital terá o mesmo valor jurídico da versão impressa, que continuará sendo emitida.
O novo formato do documento funcionará como um aplicativo de celular e estará disponível nas lojas oficiais da Apple e do Google (para aparelhos Android).

De acordo com Rodrigo Mourad, sócio da Cobli – startup especializada em controle de frotas, telemetria e roteirização – o novo modelo trará diversas vantagens. “Além da economia de papel, os condutores mais esquecidos também terão uma boa economia no bolso, já que a multa para quem dirige sem o documento é de R$ 88,38. Donos de empresas que possuem frotas também terão mais tranquilidade na operação, sem a preocupação de ter o veículo da empresa retido até a apresentação do certificado”, diz Rodrigo.

A CNH-e só poderá ser solicitada por quem já possui o documento com o QR-Code, um código que possibilita a leitura das informações por aparelhos eletrônicos que já está fixado no verso de carteiras impressas desde maio do ano passado. Os demais condutores terão acesso à CNH-e quando renovarem o documento. Após baixar o aplicativo, o motorista terá que escolher entre usar um certificado digital (pago), que permitirá fazer todo o processo pela internet, ou procurar um posto do Detran para se cadastrar.

Também será necessário fazer um cadastro no Portal de Serviços do Denatran. Depois disso, o condutor deve realizar o “login” no aparelho em que desejar utilizar a CNH digital. No primeiro acesso, será necessário criar um PIN de segurança. Somente esse código possibilitará acesso às informações. Todos os dados serão criptografados, para garantir a segurança.
Ainda não há definição com relação ao custo do documento digital, já que esta determinação fica a cargo Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Fonte: PB Agora.
Créditos: Focando a Notícia

Metroviários de São Paulo entram em greve contra privatização do metrô

As linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 5-lilás do metrô de Sào Paulo funcionam parcialmente na manhã desta quinta-feira (18), em São Paulo, por conta da greve dos metroviários contra a privatizaçãode duas linhas do sistema: 5-Lilás e 17-Ouro, cuja leilão será realizado sexta-feira (19), na Bolsa de Valores.
Até às 8h30 de hoje, trechos das linhas 1-azul (entre as estações Saúde e Luz), 2-verde (Ana Rosa até Vila Madalena), 3-vermelha (Bresser-Mooca até Marechal Deodoro) e 5-lilás (Capão Redondo a Adolfo Pinheiro) estavam funcionando parcialmente. A linha 15-prata está totalmente fechada.
Além de defender a empresa pública, o processo de licitação das linhas foi direcionado, segundo os metroviários, estabelecendo condições que só uma empresa pode cumprir, a CCR. O governo nega e diz acreditar em concorrência. Ainda de acordo com os trabalhadores, o lance inicial previsto no leilão (R$ 189,6 milhões) não chega a cobrir nem sequer os investimentos iniciais do Estado – e será financiado com dinheiro público, por meio do BNDES.
Com a greve, foi liberado o rodízio de carros de passeio e o serviço da zona azul. Em nota, a Companhia do Metropolitano (Metrô) lamentou a decisão e afirmou que acionou o seu plano de contingência. 
Créditos: RBA

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

OMS coloca o Estado de SP em área de risco de febre amarela

A OMS passou a considerar nesta terça-feira, 16, todo o Estado de São Paulo como área de risco de febre amarela e recomendou que todos os estrangeiros que façam viagens à região estejam vacinados.
"Considerando o nível elevado da atividade do vírus da febre amarela observado em todo o Estado de São Paulo, a OMS determinou que, além de áreas listadas em avaliações anteriores, o Estado de São Paulo inteiro deve ser também considerado como risco de transmissão de febre amarela", apontou a entidade, em um comunicado publicado nesta terça-feira. "Consequentemente, a vacinação contra a febre amarela é recomendada para viajantes internacionais visitando quando área no estado de São Paulo", disse o órgão.
O número de mortes por febre amarela confirmadas no Estado de São Paulo desde janeiro de 2017 subiu para 21, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde. Somados, os 11 óbitos confirmados em 12 dias de 2018 são mais que o dobro dos 10 casos relatados em todo o ano passado. Também houve aumento nos casos autóctones (transmissão interna) da doença, que passaram de 29 para 40.
Chegou a 3 o número de mortos por febre amarela no Estado do Rio Desde julho, todos os 92 municípios fluminenses estão incluídos na área de recomendação da vacina, e a campanha de vacinação permanece. A secretaria estadual de Saúde reforça a importância da imunização.
O aumento de casos em São Paulo levou a uma corrida nos postos pela vacina. A população tem chegado aos locais de madrugada e enfrentado até seis horas de fila para conseguir se vacinar.
No Brasil, o governo anunciou que começará com a campanha de vacinação em São Paulo, Minas Gerais e Bahia com doses fracionadas. Segundo o cientista Alejandro Costa, da Iniciativa para a Pesquisa de Vacinas da OMS, o governo brasileiro afirma ter evidências da validade desse imunizante por oito anos. Em São Paulo, a campanha começará em 29 de janeiro, conforme antecipou a coluna da Sonia Racy.(Fonte: Estadão)
Créditos: O Tempo

A cada dia, pelo menos 18 meninas são estupradas no Brasil

Resultado de imagem para A cada dia, pelo menos 18 meninas são estupradas no BrasilA subnotificação dos casos de estrupo de meninas que nem completaram 12 anos mascara a real dimensão da vulnerabilidade dessas crianças e adolescentes no Brasil. No entanto, dados da Vigilância Contínua de Violência Doméstica, Sexual e outras Violências Interpessoais e Auto-provocadas e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Viva/Sinan), do Ministério da Saúde, fazem uma projeção no mínimo preocupante. 
No ano de 2015 foram registrados 162.575 casos de violência contra a mulher. Desse total, 17.871 (10,99%) são estupros, dos quais 6.706 (37,52%) em meninas de 0 a 12 anos. É como se 558 dessas crianças fossem estupradas todo mês, 18 por dia.
A análise comparada dos dados Sinan com o Sistema de Nascidos Vivos (Sinasc) de mães até 13 anos, no período de 2011 a 2015, mostra notificação de 32.809 estupros que culminaram em gravidez. Ou seja, uma estimativa de 15 meninas dessa mesma faixa etária sendo violentadas todos os dias. Em 45% dos casos, as ocorrências são repetidas, e são comuns os casos praticados dentro da própria casa. 
As mesmas fontes do Ministério da Saúde mostram que, no período, das meninas de 10 a 14 anos que engravidaram e se tornaram mães, houve notificação de estupro em 3.266 casos.
Não bastasse a violência desse tipo de agressão, que causa danos físicos e psicológicos nas vítimas que em muitos casos mal chegaram à adolescência, o estupro de criança e adolescente interfere na gestação, traz complicações no parto e no nascimento. Uma interferência e tanto na saúde materno-infantil.
Desse total de gravidez precoce, 21,8% terminam em parto prematuro, em grande parte do tipo cesariana, com todos os riscos associados. Em 53,4% dos casos, o pré-natal começou tardiamente e, em 17,4%, os bebês nasceram com baixo peso. Clique aqui para acessar dados detalhados do Ministério da Saúde sobre o tema.
O racismo e a desigualdade social resultante dos 300 anos de escravidão aparecem com vigor nos dados oficiais. O percentual de meninas até 13 anos que tiveram filhos foi maior entre negras (67,5%). 
“Precisamos falar de saúde da população negra em uma perspectiva que vai além dos consultórios. Precisamos de ações sociais que dialoguem a favor da luta contra o racismo. É preciso pensar essas situações como problema de saúde pública”, diz a diretora de Políticas Sociais do Sindicato dos Psicólogos de Estado de São Paulo (Sinpsi), a psicóloga e militante do movimento negro Cinthia Cristina da Rosa Vilas Boas.
Com atuação em políticas do Sistema Único de Assistência Social (Suas), em Campinas, a psicóloga afirma que ainda prevalece a realidade descrita no Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2015, segundo a qual foram registrados o equivalente a um estupro a cada 11 minutos – 70% das vítimas são crianças e adolescentes.
"Quem mais comete o crime são homens próximos às vítimas, segundo dados do Ipea Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2011. Esses crimes continuam sendo praticados pelos homens. Porém, agora não são somente os próximos. Os casos de estupro acontecem em vários locais, dentro e fora das residências. Essas especificidades criam características que apontam para a luta em favor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, afirma Cinthia.
Segundo ela, nem todos os casos são notificados. E nem todas as delegacias da mulher funcionam. "E quando funcionam, são conduzidas por homens que reproduzem a mesma lógica machista, perversa e violenta com que acontecem os estupros", afirma. "Acredito que as políticas sociais têm um importante papel nessas estatísticas, porém, o Estado não se responsabiliza em fazê-las acontecer; muitas vezes se isenta e não permite atuação do controle social e seu efetivo funcionamento". 
“Boa parte das violências sexuais ocorrem nos ambientes familiares e são praticadas nas residências das vítimas e por pessoas que deveriam protegê-las, como pais, padrastos, padrinhos, entre outros. Em razão da violência ocorrer em ambiente doméstico e da impunidade é que as situações se tornam repetitivas e reiteradas. 
Faltam delegacias especializadas de proteção de crianças e adolescentes, inclusive São Paulo é único estado que não tem nenhuma", ressalta o advogado e coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Condepe), Ariel de Castro Alves.
Segundo ele, são necessários centros de referência especializados em apoio às vítimas, com assistência social e psicológica. "É necessário também educação sexual nas escolas visando à prevenção, além de reforçar o programa saúde da família", diz.
Há ainda a necessidade de centros médicos de referência para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, inclusive para os casos de aborto legal. Muitas vezes as meninas menores de 14 anos são casadas informalmente, ou namoram adultos e têm filhos.
"Isso demonstra a necessidade de educação, prevenção e atenção social. Não adianta tratar esses casos só no âmbito policial, criminal e judicial. Aqueles que se revoltaram com a liberdade artística nos museus, não se revoltam com esses números estarrecedores."
Créditos: Rede Brasil Atual