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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Extrema pobreza cai 63% em 10 anos

O Brasil conseguiu reduzir a extrema pobreza em pelo menos 63% entre 2004 e 2014, segundo análise feita pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014. A avaliação está na Nota Técnica Pnad 2014, divulgada, ontem (30), na sede da entidade, em Brasília.

De acordo com o Ipea, mesmo em 2014, quando começaram a ser sentidos no País os primeiros efeitos da crise econômica mundial, o Brasil permaneceu em “franco processo de mudança social”.
Isso porque a base estruturante desses avanços, que vêm sendo feitos desde 2003, permaneceu, no ano passado, com o crescimento real da renda do trabalhador e a diminuição de desigualdades, o aumento da escolaridade e das condições gerais de vida dos brasileiros, além da redução das desigualdades entre negros e brancos, mulheres e homens, trabalhadores rurais e urbanos.

“Passamos por um ciclo ininterrupto de transformações sociais em dez anos (2004-2014). Todos os dados relacionados às questões sociais têm apresentado melhora e nos permitiram a constituição de um colchão de amortecimento às crises”, pontuou André Calixtre, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, durante o lançamento da Nota Técnica Pnad 2014 – Breves Análises.

Para o pesquisador, a renda crescente, a diminuição da desigualdade de renda, além da melhoria dos programas de transferência de renda e o aumento da cobertura previdenciária explicam os números de 2004 a 2014. “Houve uma retomada do ciclo de redução da extrema pobreza.”
Créditos: Portal Brasil

Novo salário mínimo vai injetar R$ 57 bi na economia

O aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 880 deve injetar R$ 57 bilhões em renda na economia no ano que vem. São 48,3 milhões de brasileiros com rendimento referenciado ao salário mínimo, segundo estudo do Dieese divulgado nesta terça-feira (29).

Desse total de 48,3 milhões de brasileiros, 22,5 milhões são aposentados e pensionistas; 13,5 milhões são empregados com carteira assinada; 8,2 milhões são trabalhadores por conta própria e 3,99 milhões são empregados domésticos.

O salário de R$ 880 acumula ganho real (descontada a inflação) de 77,35% desde 2002, quando o piso foi estabelecido em R$ 200. Nesse mesmo período, a inflação medida pelo INPC é de 148,09%. O cálculo considera INPC estimado em 0,80% em dezembro de 2015.

Com o novo valor do mínimo, o incremento na arrecadação tributária sobre o consumo é estimado pelo Dieese em R$ 30,7 bilhões por ano.

IMPACTOS

O reajuste do valor do salário mínimo para R$ 880 causa impacto total no Orçamento federal de 2016 de aproximadamente R$ 4,77 bilhões, segundo informou o governo em nota.

"Desse total, parcela de R$ 3,03 bilhões é relativa ao regime geral da Previdência Social, fatia de R$ 612,19 milhões refere-se aos benefícios da renda mensal vitalícia da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) e R$ 1,12 bilhão, aos benefícios de abono e seguro-desemprego", segundo dados do Ministério do Planejamento.

"A cada R$ 1 de acréscimo no salário mínimo há o impacto de R$ 293 milhões ao ano somente sobre a folha de benefícios da Previdência Social", diz José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese.
O estudo do Dieese leva em conta que o peso relativo da massa de benefícios equivalentes a um salário é de 49% e corresponde a 69,2% do total de beneficiários.

"O impacto do custo na Previdência é muito inferior ao gasto que o governo tem ao ano para pagar os juros da dívida pública, ao redor de R$ 400 bilhões", afirma o coordenador.
Se comparado ao valor da cesta básica calculada pelo Dieese, estimada em R$ 412,15 em janeiro de 2016, o novo salário mínimo equivale a 2,14 cestas. Em novembro de 2015, o valor da cesta foi de R$ 404.

"É a maior quantidade de cestas básicas já registrada desde 1979, início da série histórica que compara o valor do salário mínimo anual com o valor anual da cesta", afirma Oliveira.
Créditos:Folha de S Paulo

Capitais projetam o réveillon da década

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As principais capitais turísticas do Brasil se preparam para ter um dos melhores réveillons dos últimos anos. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), a rede hoteleira carioca tem aumento de 12% na ocupação em relação ao ano passado e já está com praticamente 100% de ocupação nos principais pontos da virada. Na queima de fogos na Barra da Tijuca, que terá duração de 15 minutos, serão usadas 6 toneladas de material pirotécnico.
Já em Salvador, o aumento na ocupação de quartos é de 5% comparado com 2014, com ocupação média superior a 98% em vários pontos. Vitória (ES) também comemora ocupação de 100% da rede e em Florianópolis o índice ultrapassa 80%.
polêmicas do momento já não dizem mais respeito à política, mas sim a decisões bizarras, como a da prefeitura de Floripa, que determinou a exclusividade da venda de bebidas da Brasil Kirin, como cerveja Schin, em suas praias. Depois da repercussão negativa nas redes sociais, a prefeitura voltou atrás e vai renegociar o contrato com a empresa (leia mais). 
Créditos: Brasil 247

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Salário mínimo sobe para R$ 880 a partir de janeiro

A partir do dia 1º de janeiro de 2016, o salário mínimo será de R$ 880. O valor foi definido em decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff,  publicado no Diário Oficial da União de Hoje (30).
O aumento do salário mínimo será de 11,6%, já que, atualmente, o valor é de R$ 788. "Com o decreto assinado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, o governo federal dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional", diz nota divulgada pelo Palácio do Planalto.
A proposta de Orçamento aprovada pelo Congresso Nacional previa um salário mínimo de R$ 871. Ainda hoje o governo irá dar mais detalhes sobre o novo valor do salário para o ano que vem.
Créditos: Rede Brasil Atual

Invenção tira água do ar e transforma em potável

O contâiner pode ser instalado em qualquer lugar, como aqui em um campo de refugiados no Líbano. (Divulgação)
O contêiner jorra a água como se fosse um chafariz. Ele não está ligado a nenhuma fonte ou poço artesiano, mas a um gerador de energia elétrica. Na verdade, esta máquina suíça produz o precioso líquido a partir do nada, aparentemente. A matéria prima é invisível, gratuita e existe em abundância: trata-se do ar que se respira nos quatro cantos do planeta.  
A transformação física ocorre sem a ajuda de nenhuma química.  A magia atende pelo nome de condensação térmica do vapor d’água em suspensão, um princípio elementar. Depois se recolhem e purificam as gotas, aos milhares de metros cúbicos. O ciclo se encerra na distribuição da água tratada para quem precisa e, sendo o caso, na aplicação em diferentes campos, da indústria à agricultura, passando pelo setor da construção civil e da hotelaria. Virtualmente, ela foi apresentada num dos dias mais quentes e úmidos do mês de agosto, no Pavilhão da Suíça, na Expo de Milão, quando as filas dos bebedouros eram quilométricas. Uma condição atmosférica ideal para a fabricação da água pelo contêiner “mágico”.
Pena que ele não pôde ser transportado até ali, por razões burocráticas e logísticas. Ao final da apresentação audiovisual, fica a certeza de que a empresa Seas não descobriu a pólvora mas acelerou o processo do rastilho, não inventou a água quente mas criou uma nascente inesgotável, abriu uma mina de ouro azul, não nos ventres das montanhas alpinas mas nas entranhas tecnológicas de um contêiner localizado em qualquer parte do planeta, calotas polares a parte.
O equipamento reproduz uma etapa do ciclo da água através da refrigeração e do aquecimento. Ele aspira e lança o ar do meio ambiente numa superfície fria interna, depois de passar em filtros sofisticados como os de uma sala operatória. A diferença de temperatura, sempre abaixo a do ambiente externo, varia até chegar ao ponto de precipitação. E quando ali dentro chove, cho-ve.
É como se a máquina reproduzisse uma nuvem e a “espremesse” para tirar quase toda a água concentrada em forma de vapor. Assim, como se torce um pano encharcado dentro de um balde.
Depois ela passa por diferentes e patenteados filtros tecnológicos. Finalmente, estará pronta para ser servida ou usada, dentro de um reservatório especial- que inclui um “banho” de radiação ultravioleta de um micro biorreator, ainda equipado com sensores que controlam e mantém estáveis os parâmetros químicos de qualidade da água. Os dados são enviados em tempo real, à distância, via satélite para a empresa, na Suíça.
“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, já anunciava o cientista francês Antoine Lavoiser (1743-1794).  As diferenças de temperatura provocam fenômenos interessantes e quase descontados, de tão normais. Comuns a todos são o sereno de noite, quando o teto dos carros se cobre de uma sutil película de água, as gotículas de orvalho sobre as plantas ao amanhecer. Para não citar a chuva propriamente dita, quando o céu se tinge de nuvens escuras, densas de água e descarrega um temporal sobre a terra ou o mar.
A geringonça suíça absorve o ar e recria as condições atmosféricas ideais para a extração da água. Ao final do processo, dependendo do uso, ela pode ser potável, destilada, ou mineral.
O clima ideal para o seu funcionamento ocorre quando a temperatura beira os 30 graus Celsius e a umidade relativa do ar é de 70%. Nesse ambiente, em 1 metro cúbico de ar flutuam 21,9 gramas de vapor d’ água e, deste total, 60%  vão virar água de beber dentro do contêiner, capaz de produzir 2.500 litros, por dia. Mas, dependendo do modelo, esta quantidade pode chegar aos 10 mil litros, ou mais.  A partir de condições extremas de temperatura e umidade, as soluções existem mas devem ser personalizadas.
“A máquina foi projetada para este padrão climático porque ele cobre a faixa onde estão os países com maiores problemas de falta de chuvas e necessidade de água, como as nações do norte da África, na América Central e parte da América do Sul”, revela para swissinfo.ch o engenheiro e diretor geral da Seas, Rinaldo Bravo. Não por acaso, dois contêineres já funcionam no México, e outros dois estão sendo negociados no Peru, onde o problema é a qualidade e a quantidade da água- muita ou pouca, depende da época do ano - numa fábrica de alimentos, na beira do rio Amazonas. “Mas mesmo a 25 graus e com a umidade de 50%, vamos até o sul da Itália com ótimos resultados”, diz Rinaldo Bravo que, recentemente esteve visitando o nordeste do Brasil, na região de Campina Grande, uma ampla zona árida do país e potencial novo cliente.
O conceito em si é simples, mas a realização “artificial” é bastante complexa, principalmente se os fatores ecológicos e econômicos transpiram por todos os lados. Os pesquisadores começaram o projeto em 2010. O desafio era ir de encontro ao mercado - cada vez mais sedento de soluções para a questão hídrica mundial - com custos reduzidos e o máximo de eficiência. Ele foi realizado pelo departamento de física da universidade de Pavia, na Itália.  “Numa fase bem inicial, queríamos compreender as potencialidades de uma máquina frigorífica para fazer água a partir do ar” diz para a swissinfo a professora Anna Magri.
“Os pesquisadores realizaram estudos preliminares de termodinâmica, física e condições climáticas. Mas o mais complicado foram as simulações e os cálculos para otimizar o produto ao máximo. O ideal é termos uma temperatura não muito alta, mas com elevada umidade. Acima dos 50 graus centígrados não convém e abaixo dos 5 ficamos muito perto do ponto de congelamento para extrair a água”, explica ela.  
Meia década e cinco milhões de francos depois o protótipo se transformou num produto. Quatro investidores, sendo dois italianos, um americano e um suíço decidiram abrir uma start-up no cantão do Ticino, para levar ao mercado uma fábrica de água, de grande potencial e neutra, até por definição geográfica.
O design, nas dimensões e na forma de um contêiner, foi pensado para deslocar o equipamento com facilidade, por qualquer meio de transporte e chegar rápido onde for necessário. E não faltam locais no planeta com escassez de água ou com água de má qualidade. Cerca de 85 % da população mundial sofre com esse problema.
“Vivemos três emergências no mundo: a de água, a de energia e a do meio ambiente. Temos que ter energia para conseguir água e precisamos de água para gerar energia. E ambas necessidades agridem o meio ambiente. O nosso objetivo é de obter a maior quantidade possível de água, da melhor qualidade, e usando menos energia possível. O efeito colateral do nosso processo é que produzimos também ar quente e frio e a sua aplicação gera redução do consumo energético”, afirma um dos donos da empresa, o suíço Marco Honegger, já de olho na futura integração completa do equipamento com as fontes renováveis de energia.
Créditos: Swissinfo

Aécio Neves acusado de receber propina

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 300 mil de um diretor da UTC Engenharia, uma das empresas investigadas na Operação Lava Jato, segundo o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará. A informação foi publicada em reportagem de Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira 30.
Rocha é apontado como entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, e teve sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele contou aos investigadores ter levado a quantia no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC no Rio de Janeiro chamado Miranda, que lhe disse que o montante teria como destino o senador tucano.
O diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana, confirmou que o diretor comercial da empreiteira no Rio chamava-se Antonio Carlos D'Agosto Miranda e que "guardava e entregava valores em dinheiro a pedido" dele ou de Ricardo Pessoa, dono da empresa.
Segundo Rocha, Miranda "estava bastante ansioso" pelos R$ 300 mil, o que lhe causou estranheza e o levou a perguntar o motivo. O diretor da UTC contou então que "não aguentava mais a pessoa" lhe "cobrando tanto" o dinheiro. Rocha teria perguntado quem era e Miranda respondeu Aécio Neves, de acordo com o delator.Por meio de sua assessoria de imprensa, o tucano chamou de "absurda" a citação de Rocha. Anteriormente, Aécio já havia sido citado pelo próprio Youssef como responsável por um mensalão em Furnas. (247).
Créditos: WSCOM

Unesp de Botucatu integra rede paulista de estudos do vírus Zika

O Instituto de Biotecnologia (IBTEC) da Unesp, localizado em Botucatu, por meio do Laboratório Vectomics, coordenado por Jayme Souza Neto, pesquisador do Instituto e professor associado da Universidade de Keele (Inglaterra), foi recentemente integrado à rede paulista de estudos do vírus Zika (ZIKV), formada por vários grupos de excelência com coordenação geral do professor Paolo Zanotto, do ICB/USP.
“A iniciativa é uma força-tarefa sem precedentes, fortemente apoiada pela Fapesp. No IBTEC, meu grupo será responsável por ensaios de infecção de mosquitos com o vírus para estudar as interações moleculares Aedes-ZIKV”, informa Souza Neto.
O IBTEC é uma unidade auxiliar interdisciplinar que dispõe de equipamentos de alto desempenho, como sequenciadores genéticos, microscópios de precisão, instalações avançadas para manipulação de patógenos e infecção de mosquitos vetores e serviço de refrigeração em baixíssimas temperaturas, além de pesquisadores doutores que atuam no local. Esse recurso está disponível a toda a Unesp e a outras instituições, e desde que foi criado há dois anos, tem servido de base para o desenvolvimento de diferentes estudos de mestrado e doutorado. “Temos todo o potencial para ser um centro de referência em inovação, cooperação em pesquisa e transferência tecnológica”, comenta o pesquisador da Unesp.
Sobre o vírus Zika (ZIKV)
O zika vírus foi identificado no Brasil pela primeira vez no final de abril por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pertencente à mesma família dos vírus da dengue da febre amarela, o zika é endêmico de alguns países da África e do sudeste da Ásia. Veja perguntas e respostas sobre a doença:
Como ocorre a transmissão?
Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika também é transmitido pelo mosquitoAedes aegypti. A prevenção, portanto, segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida.
Quais são os sintomas?
Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. Segundo a infectologista Rosana Richtmann, a boa notícia é que o zika vírus é muito menos agressivo que o vírus da dengue: não há registro de mortes relacionadas à doença. A evolução é benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.
Como é o tratamento?
Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.
Qual é a diferença entre dengue, chikungunya e zika?
Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a dengue a mais perigosa. 
A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.
O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.
Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença.
O Aedes aegypti pode transmitir mais de uma doença ao mesmo tempo?
Segundo estudos conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é possível que um mosquito transmita dengue e chikungunya ao mesmo tempo a um paciente. Ainda não há estudos, porém, que avaliem a possibilidade de o zika vírus ser transmitido simultaneamente aos outros dois vírus.
Quando foi descoberto?
O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, de Uganda. A partir da década de 1950, foram registradas evidências do zika vírus em humanos em países da África e Ásia. Atualmente, há também registro de circulação esporádica do vírus na Oceania e casos importados foram descritos em países como Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália.
Créditos: Notícias Botucatu

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Quase mil pessoas foram resgatadas de trabalho escravo em 2015

As operações de combate ao trabalho escravo no Brasil resgataram 936 pessoas de condições análogas à escravidão no período de janeiro a 17 de dezembro de 2015. O principal perfil das vítimas é o de jovens do sexo masculino, com baixa escolaridade e que tenham migrado internamente no país. As informações foram divulgadas ontem (28) pela assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho.

Os fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) e das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs) realizaram, no período, 125 operações. Foram fiscalizados 229 estabelecimentos das áreas rural e urbana, alcançando 6826 trabalhadores. Além do resgate de trabalho escravo, a ação resultou na formalização de 748 contratos de trabalho, com pagamento de R$ 2,624 milhões em indenização para os trabalhadores.

Foram ainda emitidas 634 Guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (GSDTR), benefício que consiste no pagamento de três parcelas, no valor de um salário mínimo cada, para que as pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão possam recomeçar suas vidas profissionais. Houve também a emissão de 160 Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) para as vítimas.
A Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) realizou uma análise sobre o perfil das vítimas resgatadas, com dados parciais coletados até o início de dezembro, a partir da emissão do Seguro-desemprego.
O estudo mostra que 74% das vítimas não vivem no município em que nasceram e que 40% trabalham fora do Estado de origem. A maioria das vítimas é da Bahia, com 140 resgates, o que corresponde a 20,41% do total. Do Maranhão, foram localizadas 131 vítimas, ou 19,10%, e de Minas Gerais, 77 resgates, respondendo por 11,22% do total.
A análise aponta também que, entre os trabalhadores resgatados que estão recebendo Seguro Desemprego, 621 são homens e a maioria tem entre 15 e 39 anos (489 vítimas). A maior parte das vítimas que ganham até 1,5 salário mínimo (304), e a maior parte dos trabalhadores resgatados, 376 do total, são analfabetos ou concluíram no máximo até o 5.º ano do ensino fundamental.
De acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, André Esposito Roston, entre os trabalhadores alcançados em 2015 pelo Grupo Móvel e pelos auditores, o equivalente a 14% foram considerados em condições análogas às de escravo. Doze trabalhadores encontrados tinham idade inferior aos 16 anos, enquanto 24 estavam com idade entre 16 e 18 anos.
— Este dado é preocupante, pois evidencia que trabalhadores com idade inferior aos 18 anos, eram mantidos em atividades onde, em regra, eles não poderiam trabalhar, seja pela intensidade, natureza ou mesmo por integrar a lista das piores formas de trabalho infantil. André Roston alerta também para os riscos a que estão expostos os trabalhadores migrantes e a relação com tráfico de seres humanos.
— Do total de trabalhadores alcançados, 58 eram estrangeiros, o que reforça a já constatada transversalidade entre trabalho escravo e o aliciamento de pessoas, que alcança não só a questão da migração internacional, mas também entre regiões do Brasil.
Outro dado que chama a atenção dos fiscais é a quantidade de trabalhadores resgatados em áreas urbanas. Nas cinco ações fiscais que encontraram a maior quantidade de trabalhadores em condições análogas às de escravo três foram de caráter urbano.(Estadão).
Créditos: R7

Café pode proteger seu corpo contra o câncer de pele

Quatro xícaras por dia, no entanto, seria o mais protetor contra o melanoma maligno. Esta é a forma mais letal de câncer, que geralmente começa de forma tímida, como um ponto negro e começa a se desenvolver depois de exposição à luz solar. Cientistas do departamento de pesquisa de saúde do governo dos EUA, rastrearam 450.000 homens e mulheres por uma década.
Os voluntários tiveram uma média de idade de 63, no início do estudo, quando todos estavam livres de melanoma maligno. No final, quase 3.000 tinham sido diagnosticados com o câncer de pele.

Aqueles que bebiam café - 90 % cento do grupo - eram menos propensos a ter a doença. Quanto mais eles beberam, menor chances tiveram, informou o Jornal do Instituto Nacional do Câncer.
Aqueles que bebiam quatro xícaras por dia tinham 20% menos probabilidade de sofrer da doença do que aqueles que nunca beberam café. As análises preliminares mostraram que a cafeína pode provocar a morte das células danificadas pelos raios UV, deixando as saudáveis ilesas.

A pesquisa ainda levou em consideração fatores que podem influenciar o resultado, incluindo o tabagismo, consumo de álcool e se o participante residia em locais de cidades com grande incidência de luz solar. Os pesquisadores afirmaram que a descoberta da investigação é preliminar, mas ressaltaram que as informações sobre a atuação da cafeína são “totalmente garantidas”.

Os cientistas disseram que o impacto do melanoma maligno é tão grande que até mesmo uma pequena redução no risco poderia ser significativo. No entanto, os viciados em café não estão completamente livres de ter a doença.
Outros órgãos de saúde advertem que tomar quatro xícaras de café por dia pode aumentar a pressão arterial e que os amantes de café, chá e outras bebidas ricas em cafeína, devem considerar diminuir a quantidade ingerida para ter uma vida mais saudável.

Só no Reino Unido, mais de 13.000 são diagnosticadas com mela
noma todos os anos. Destes, um total de 2.000 morrem. Isso é 5X maior do que ocorria em 1970, quando os casos de câncer de pele eram menos expressivos.
Créditos: Jornal Ciência

Presidente do PT critica política econômica de Dilma

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 28, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, voltou a criticar a política econômica comandada pela presidente Dilma Rousseff. Segundo Rui, o governo da presidente Dilma Rousseff precisa se concentrar na construção de uma pauta econômica que devolva à população a confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo".
"Chega de altas de juros e de cortes em investimentos. Nas propostas da Fundação Perseu Abramo e entidades parceiras, nos projetos da nossa Bancada, da Frente Brasil Popular, da CUT, do MST, entre outras, há subsídios à vontade para serem analisados e adotados", afirmou.
O dirigente petista destacou também o enfraquecimento do projeto de ruptura da democracia liderada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Agora que o risco do impeachment arrefeceu, mas sem que as ameaças de direita tenham cessado, é hora de apresentar propostas capazes de retomar o crescimento econômico, de garantir o emprego, preservar a renda e os salários, controlar a inflação, investir, assegurar os direitos duramente conquistados pelo povo", afirmou.
Falcão, que já havia se posicionado contrário à política adotada pelo ex-ministro Joaquim Levy, demonstrou confiança no ministro Nelson Barbosa. "Sabemos da competência, habilidade e capacidade de diálogo dos novos ministros Nelson Barbosa e Valdir Simão. Confiamos em que eles deem conta da tarefa, mudando com responsabilidade e ousadia a política econômica", afirmou. (247).
Créditos: WSCOM

Mineradora vai pagar R$ 20 mil a desabrigados por rompimento de barragem

Acordo firmado na quarta-feira (23) pela Mineradora Samarco, durante audiência de conciliação promovida na Promotoria de Minas Gerais, estabeleceu o pagamento imediato de indenização a cada uma das famílias atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, no dia 5 de novembro, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. O desastre ambiental, considerado o maior e sem precedentes no Brasil, deixou 17 pessoas mortas e duas desaparecidas.

O acordo foi homologado pelo juiz Frederico Esteves Duarte Gonçalves, substituto na 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Mariana. Representantes das vítimas e das empresas Vale e BHP Billiton Brasil, também participaram da audiência.

Durante a reunião ficou definido o valor indenizatório de R$ 20 mil para cada família desabrigada, sendo que R$ 10 mil são antecipação de uma futura indenização. Os outros R$ 10 mil não poderão ser descontados futuramente. Além disso, mesmo se conseguirem emprego, as famílias ainda receberão o auxílio de um salário mínimo, mais 20% por dependente e mais uma cesta básica mensal até o fim da reconstrução das comunidades. O valor da indenização final não foi definido.

As famílias que perderam parentes vão receber R$ 100 mil. Os produtores rurais, que também serão indenizados, não tiveram o valor definido. A Samarco cumpriu a determinação de pôr todas as famílias em casas alugadas até o Natal. Para o pagamento da antecipação de indenizações, o Ministério Público concordou em desbloquear valor suficiente, dos R$ 300 milhões que estão bloqueados pela Justiça. A mineradora terá até o dia 31 de janeiro de 2016 para prestar conta à Justiça do valor gasto.

O reassentamento definitivo dos atingidos pelo desastre, com a reconstrução das comunidades, é o principal ponto da próxima reunião de conciliação, que foi marcada para 20 de janeiro de 2016. No momento, as famílias estão em casas alugadas pela empresa. Fonte: Agência BrasilFoto: EBC.
Créditos: Portal Brasil

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Leilões de energia movimentaram R$ 13,3 bi em 2015

Apesar do impacto da crise econômica, o setor elétrico tem motivos para comemorar em 2015. Os cinco leilões de energia realizados no ano contrataram 3.956 MW (ou quase 4 GW) de capacidade instalada nova, movimentando um total de R$ 13,3 bilhões. Entre as fontes negociadas nos certames, o segmento renovável obteve destaque, com a contratação de energia solar de 30 de empreendimentos, 22 de eólica e 13 de biomassa.

A potência instalada contratada, considerando somente os empreendimentos de fontes renováveis, soma 2.000 MW de energia. Incluindo a hidrelétrica e as pequenas centrais hidrelétricas, foram quase 2.500 MW de capacidade instalada nova contratada pelos leilões realizados em 2015. 
Em energia, os cinco leilões realizados neste ano contrataram 1.789 MW médios nas diversas fontes. As energias renováveis tiveram destaque: em energia contratada, considerando essas três fontes, foram contratados 665,4 MW médios.

O investimento previsto para a energia solar fotovoltaica, para fornecer a energia contratada nos leilões de 2015 é o maior entre as fontes, de R$ 4,3 bilhões.  Em 17 usinas hidrelétricas (pequenas e grandes) foram contratadas 900 MW médios (182 TWh), ou seja, praticamente a metade da energia contratada e 61% da capacidade a ser instalada.
Fonte: Ministério de Minas e Energia
Créditos: Portal Brasil

Cirurgia de Alzheimer feita na Paraíba freia evolução do mal e recupera memória

Pela primeira vez, na Paraíba, foi realizada a ‘estimulação cerebral profunda’ em paciente com mal de Alzheimer. A cirurgia é capaz de frear a evolução da doença e recuperar as funções da memória quando o problema está em estágio inicial. A intervenção aconteceu no dia 11 de dezembro, no Hospital Napoleão Laureano, em um paciente de 77 anos. Estima-se, no Brasil, 1 milhão e 200 mil pessoas com Alzheimer.

De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Marmo, que realizou a cirurgia, a melhora da função da memória é comprovada e tem se mostrado em ressonâncias realizadas nos pacientes um ano depois da operação. “Há um aumento do volume do hipocampo, que é a parte do cérebro que controla a memória”, observou. Os médicos também se baseiam num exame chamado PET-Scan, que mede o metabolismo cerebral. Ele se modifica após a cirurgia no paciente com Alzheimer, e áreas da memória que estavam com pouco metabolismo se tornam mais ‘quentes’, segundo o especialista.

Antes do paciente se submeter à cirurgia, a família até pensou em ir para o Canadá, mas o médico explicou que ela poderia ser feita aqui e, após todos os exames necessários, realizou o procedimento. O idoso estava perdendo a memória e a medicação que tomava há um ano e meio fazia pouco efeito.

A família preferiu não identificar o paciente, mas a esposa dele afirmou que, ao saber da possibilidade da cirurgia, todos ficaram entusiasmados. “Tínhamos a opção de investir na cirurgia, cujos benefícios ainda não podemos ver, ou ficávamos na administração normal da medicação sem saber o destino. Optamos por lutar pela cirurgia. Fomos à Justiça e conseguimos que fosse realizada”, comemorou.

Resultados. O paciente paraibano foi operado na manhã da sexta-feira e recebeu alta no domingo, sem intercorrência neurológica. A melhora é progressiva, mas só após 30 dias é possível perceber alguma evolução. “Acho que o grande desafio foi o fato de ter sido uma primeira cirurgia desse porte no Brasil”, destacou o neurocirurgião Rodrigo Marmo. Foto: EBC.
Créditos:Correio da Paraíba

Impeachment agrava divisão interna no PSB

Único grande partido de oposição à presidente Dilma Rousseff que ainda não se definiu em relação ao impeachment, o PSB, que conta com uma bancada de 36 deputados federais, viu sua divisão interna se agravar com o início do acolhimento do processo de afastamento da petista no Congresso.
Enquanto a bancada na Câmara apoia majoritariamente a petição de impedimento assinada pelos juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, a maioria dos governadores, senadores e dirigentes da legenda que atuam em movimentos sociais se posiciona contra a medida.
O PSB esteve na área de influência do PT até 2013, quando rompeu com a presidente Dilma Rousseff e lançou o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como candidato à Presidência. Após a morte dele no ano passado em um acidente aéreo durante a campanha presidencial e, na sequência, a derrota da ex-ministra Marina Silva, sua sucessora, no 1º turno da disputa, a legenda deu apoio ao senador tucano Aécio Neves (MG) no 2º turno.
Mesmo sem uma liderança nacional, líderes do PSB afirmam que a legenda não quer mais ser linha auxiliar porque hoje o partido busca protagonismo como terceira via à polarização entre PT e PSDB. Por isso, a legenda resiste em embarcar no discurso pró-impeachment capitaneado pelo PSDB de Aécio. A mesma razão faz com que parte do partido se negue também a apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em seu projeto presidencial. O tucano paulista recebeu a sinalização de que poderia contar com a sigla caso não consiga se lançar candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB.
Palavra final. Diante do impasse sobre o afastamento de Dilma, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, costurou um acordo pelo qual a palavra final sobre o impeachment será da direção nacional executiva do partido, que está dividida ao meio. "O debate está em suspenso. Fechamos o ano sem uma definição clara. Há uma certa simpatia na Câmara, mas no Senado (o impeachment) encontra resistência", avaliou Siqueira.
Os quatro deputados indicados pelo PSB para a Comissão Especial que avaliará o impedimento após o recesso parlamentar, em fevereiro, se comprometeram a acatar a decisão do comando partidário. São eles Fernando Bezerra Filho (PE), Tadeu Alencar (PE), Danilo Fortes (CE) e Bebeto (BA). Ponta do lápis. Segundo cálculo da cúpula pessebista, 28 dos 36 deputados apoiam o pedido de afastamento da presidente que tramita na Câmara.
Os que se posicionam contra — caso da deputada Luiza Erundina, por exemplo — integram a ala mais "à esquerda" do PSB. Em caráter reservado, parlamentares pró-impeachment alegam que estão sendo pressionados por suas bases e temem não eleger seus aliados em 2016 ou renovar o próprio mandato em 2018.
O mesmo levantamento informal prevê que pelo menos 5 dos 7 sete senadores do PSB rechaçam a tese do impedimento de Dilma Rousseff. A bancada chegou a discutir pelo WhatsApp a ideia de lançar um documento com o argumento de que a impopularidade não justifica o impedimento.
Consenso. Já entre os três governadores do PSB - Rodrigo Rollemberg (DF), Ricardo Coutinho (PB) e Paulo Câmara (PE) -, há consenso contra o impeachment. "Da maneira como o processo está sendo levado pelo Eduardo Cunha (presidente da Câmara dos Deputados), ele está fadado a não ter legitimidade", disse ao Estado Paulo Câmara (mais informações na entrevista abaixo).
Crítico enfático do movimento pelo impeachment, Coutinho reconhece que o PSB vive hoje um dilema. "O PSB, como os demais partidos do Brasil, passa por uma crise de rumo", afirmou o governador da Paraíba. Câmara e Coutinho também criticam a estratégia da oposição na Câmara, sobretudo do PSDB, ao longo de 2015. "A oposição não construiu um norte. A população não reconhece a devida legitimidade na oposição", declarou Coutinho em entrevista.
Créditos: R7

CPIs custaram R$ 1,13 milhão durante o ano

Mesmo em um ano de ajuste fiscal e contenção de despesas, as Comissões Parlamentares de Inquérito, da Câmara e do Senado, consumiram mais de R$ 1,13 milhão somente com gastos operacionais. Os valores foram obtidos pela reportagem da CBN por meio da Lei de Acesso à Informação. O dinheiro foi desembolsado para pagar gastos com passagem, hospedagem e diárias de servidores e convidados. A campeã no consumo de dinheiro público este ano foi a CPI da Petrobras. 
O colegiado, que funcionou de março a outubro, consumiu R$ 348 mil dos cofres públicos, quase R$ 1,5 mil por dia. Isso sem contar o contrato com a empresa de investigação Kroll, de cerca de R$ 1 milhão. Somente a viagem a Londres custou R$122 mil, entre passagens, diárias e outros gastos operacionais. O alto custo nem sempre é sinônimo de produtividade. A CPI terminou sem indiciar políticos, frustrando as expectativas iniciais. No mapeamento dos gastos, obtido com exclusividade pela CBN, não estão incluídas despesas com telefone, correio e energia, por exemplo. Também ficaram de fora os custos para trazer a Brasília envolvidos no esquema Lava-jato, como o doleiro Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa. O especialista em contas públicas Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, diz que diante dos fracos resultados e do retorno quase nulo para a sociedade, as CPIs custam muito caro.
– Acaba sendo absurdamente caro em função da inutilidade. Se isso (CPIs) contribuísse para as investigações, posteriormente até para decisões da Justiça, ou investigações mais aprofundadas por parte do Ministério Público, isso seria útil. Quero dizer, o valor em si, não seria algo extremamente elevado, em proporção ao prejuízo, por exemplo, no caso da Petrobras, que se fala em R$ 42 bilhões. O grande custo dessas CPIs é não produzir nada de aproveitável em outras circunstâncias – diz Gil Castelo Branco
O segundo maior gasto foi da CPI da Violência Contra Jovens Negros e Pobres. A comissão realizou uma série de audiências fora de Brasília, em cidades como Salvador, Recife, Porto Velho, Vitória, entre outras. Somente com passagens aéreas, o colegiado desembolsou R$ 209 mil. Considerando o tempo de duração, essa CPI gastou ainda mais que a da Petrobras. Foram quatro meses de investigações, com o gasto diário de R$ 2,8 mil. O relatório final aprovado propôs a criação de um fundo para promover igualdade racial e a apresentação de 16 projetos de lei e oito Propostas de Emenda à Constituição que abordam mecanismos de combate à violência. Para Antônio Augusto de Queiroz, diretor do departamento Sindical de Assessoria Parlamentar, as CPIs precisam mudar de foco e evitar gastos com espetáculos públicos e audiências de presos.
– Houve uma mudança importante de paradigma nos últimos 10 anos, com uma série de legislações, como a Lei Geral de Acesso à Informação, Lei de Combate ao Crime Organizado, que levou à delação premiada, Lei de Responsabilização da Pessoa Jurídica, que transferiram para órgãos como a Polícia Federal, Ministério Público, TCU, CGU, COAF e etc as atribuições que antes eram quase que exclusivas de CPIS. Então, o (novo) papel da CPI é rigorosamente de corrigir a legislação de tal modo que os marcos regulatórios sejam atualizados, modernizados e se evite isso (corrupção e desvios) no futuro – avalia Antônio Augusto.
Além do pouco resultado prático das investigações, Câmara e Senado costumam criar CPIs sobre o mesmo tema, como é o caso das comissões para investigar a máfia das órteses e próteses. Os números repassados pela Câmara e pelo Senado ainda podem aumentar. Isso porque os dados são referentes aos gastos até meados de novembro e algumas CPIs se estenderam até dezembro ou permanecem em funcionamento ainda em 2016.
Créditos: MaisPB

domingo, 27 de dezembro de 2015

INSS abre concurso com salário de até R$ 7,5 mil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abriu concurso público para 950 vagas em cargos de níveis médio e superior. Os salários são de R$ 4.886,87 e R$ 7.496,09, respectivamente. O Cebraspe, antigo Cespe/UnB, é a organizadora responsável pela seleção. Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para negros. 

Os cargos de nível superior são para analista do seguro social com formação em serviço social (150). As vagas de nível médio são para técnico do seguro social (800). 
As oportunidades são para os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins, e no Distrito Federal.
Os candidatos aprovados e homologados dentro do número de vagas ofertadas serão convocados, de acordo com sua classificação, em data oportuna, após o resultado final no concurso, para escolha da Agência da Previdência Social onde será lotado, dentro da Gerência-Executiva escolhida no momento da inscrição, observando os critérios e procedimentos a serem definidos em ato específico.
As inscrições devem ser feitas de 4 de janeiro a 22 de fevereiro de 2016 pelo site www.cespe.unb.br/concursos/inss_2015. A taxa é de R$ 65 para nível médio e R$ 80 para nível superior. Na data provável de 28 de abril de 2016 será publicado no Diário Oficial da União e no site da organizadora edital que informará a disponibilização da consulta aos locais e aos horários de realização das provas.
As provas objetivas serão aplicadas na data provável de 15 de maio de 2016, no turno da manhã para nível superior e no turno da tarde para nível médio, e terão 3h30 de duração. Os exames serão aplicados nos 26 estados e no Distrito Federal. Para os cargos de nível superior serão cobradas as disciplinas de língua portuguesa, raciocínio lógico, noções de informática, direito constitucional, direito administrativo, legislação previdenciária, legislação da assistência social do trabalhador e da pessoa com deficiência e serviço social.
Para as vagas de técnico do seguro social, as disciplinas cobradas são: ética no serviço público, regime jurídico único, noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, língua portuguesa, raciocínio lógico, noções de informática e seguridade social. O concurso terá validade de 1 ano e poderá ser prorrogado, uma vez, pelo mesmo período.(G1).
Créditos: MaisPB

Japão irá investir ¥5 bilhões em construção de ferrovias urbanas no Brasil

TÓQUIO (IPC Digital) – Um fundo público-privado japonês, criado para financiar a construção de infraestrutura no exterior, irá participar de vários projetos de ferrovias urbanas no Brasil, segundo informação do jornal Nihon Keizai.

A Mistsui, que já participa de projetos de infraestrutura no Brasil por meio de uma parceira com a Odebrecht, irá dividir sua participação com a JR Nishi (West Japan Railway ) e com a JOIN (Japan Overseas Infrastructure Investment Corp.).

Segundo o jornal, o fundo japonês irá participar da construção de uma ferrovia no estado do Rio de Janeiro, que está em execução, e uma linha do metrô de São Paulo, prevista para entrar em operação em 2021.

A JOIN, que é gerida pelo Ministério dos Transportes do Japão, enviará ao Brasil engenheiros e profissionais especializados em ferrovias. Estima-se que o fundo irá investir mais de ¥5 bilhões no Brasil.
Fonte: Nihon Keizai Shimbum.
Créditos : ipcdigital

Mais de 160 mil pessoas afetadas por inundações na América do Sul

Concordia, ArgentinaInundações registadas em quatro países na América do Sul, obrigaram à retirada de mais de 160 mil pessoas, a maioria no Paraguai, informou a imprensa no sábado. O temporal que assolou o Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai levou as autoridades a retirar milhares de habitantes e causou a morte de pelo menos seis pessoas, segundo a agência Xinhua.

As fortes chuvas, provocadas pelo fenómeno climático El Niño, afetaram sobretudo o Paraguai, onde cerca de 130 mil pessoas foram alojadas em abrigos, e o Presidente, Horacio Cartes, declarou o estado de emergência.

No sábado, a Presidente brasileira, Dilma Rousseff, anunciou a verba de 6,6 milhões de reais (cerca de 1,5 milhões de euros) em ajuda para as comunidades afetadas pelas inundações no sul do Brasil.
Dilma Rousseff sobrevoou o estado do Rio Grande do Sul, que faz fronteira com a Argentina e o Uruguai, e onde cerca de 8 mil pessoas foram deslocadas devido à subida do nível das águas.

Na Argentina, cerca de 20 mil pessoas foram retiradas das suas casas e pelo menos uma morreu num incidente relacionado com uma inundação, segundo a imprensa. Cinco pessoas morrerem em inundações em diferentes localizações, incluindo quatro pessoas no Paraguai, e um menino na Argentina, que foi eletrocutado.

Na véspera de Natal, o caudal de um dos maiores rios da América do Sul, o Paraguai, que atravessa a Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, tinha subido 7,71 metros, reportou a agência de notícias da Argentina, Telam, citada pela Xinhua.(Lusa)
Créditos: Expresso

Lula cobra medidas que apontem para crescimento

O ex-presidente Lula está incomodado com a recepção negativa tanto do mercado quanto da base histórica do PT aos primeiros movimentos do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Por isso, ele cobra do governo que anuncie logo nos primeiros dias de 2016 medidas concretas que sinalizem mudanças na política econômica rumo à retomada do crescimento. Para ele, a criação de expectativas positivas no início do segundo ano do governo Dilma Rousseff é fundamental para garantir apoio popular à presidente na batalha contra o impeachment.
A preocupação foi manifestada por Lula no início da semana a auxiliares e integrantes do governo. Segundo relatos, o ex-presidente teria dito que o início da gestão de Barbosa conseguiu desagradar tanto à direita quanto à esquerda. O mercado financeiro reagiu mal ao anúncio do novo ministro. Apesar de Barbosa ter assumido com um discurso de manutenção do ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas, a resposta foi uma alta no preço do dólar e queda das ações na bolsa. Por outro lado, a defesa do ajuste fiscal e o anúncio da intenção de fazer uma reforma na Previdência enfureceram os movimentos sociais.
Lula quer criar uma nova narrativa para 2016. Segundo ele, a mudança de nomes por si só não surte efeito. Lula teria dito que é preciso explicar para a população o que vai mudar com a entrada de Barbosa no lugar de Levy. Por isso, o ex-presidente tem procurado ministros para tentar convencer Dilma a anunciar medidas concretas nos próximos dias e dar um novo discurso a Barbosa. Até o momento, o governo prepara algumas novidades, ainda consideradas insuficientes, como a reforma da Previdência em acordo com empresários e empregados e a adoção de medidas para destravar concessões públicas.(247).
Créditos: WSCOM

sábado, 26 de dezembro de 2015

Papa e pede fim da violência na África e no Oriente

O papa Francisco lembrou ontem (25) os "atrozes atos terroristas" cometidos recentemente em Paris, Beirute, Bamaco (Mali), Túnis (Tunísia) e no Egito e voltou a pedir o esforço da comunidade internacional para acabar com a violência na África e no Oriente Médio.
Em sua mensagem de Natal à cidade e ao mundo, dirigida da varanda central da Basílica de São Pedro, em Roma, o chefe da Igreja Católica falou das guerras e dos males que afetam o mundo, manifestando apoio ao empenho da Organização das Nações Unidas (ONU) para terminar com os conflitos na Síria e na Líbia.
Francisco denunciou a destruição do "patrimônio cultural de povos inteiros" e prestou homenagem às pessoas e aos Estados que socorrem e acolhem os migrantes. O papa recordou, referindo-se ao conflito entre Israel e a Palestina, que, "precisamente onde o filho de Deus veio ao mundo, mantêm-se as tensões e as violências, e a paz continua como um dom que se deve pedir e construir".
O papa expressou o desejo de que "o acordo alcançado no seio das Nações Unidas consiga, quanto antes, silenciar as armas na Síria e remediar a gravíssima situação humanitária de uma população extenuada".
Ressaltou ainda a urgência de que o "acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para que sejam superadas as graves divisões e violências que afligem o país".
O líder da Igreja Católica apelou novamente à comunidade internacional para que "dirija a sua atenção de maneira unânime" para o fim "das atrocidades" no Iraque, no Iêmen e na África Subsariana, pedindo a paz na República Democrática do Congo, no Burundi e no Sudão do Sul.
Implorou "consolo e força" para todos os que são "perseguidos por causa da sua fé em distintas partes do mundo", e que são os "atuais mártires".
Francisco instou que "a verdadeira paz chegue também à Ucrânia, que ofereça alívio a quem padece das consequências do conflito e inspire a vontade de levar até ao fim os acordos assumidos, para restabelecer a concórdia em todo o país".
O papa pediu igualmente a paz para o povo colombiano e afirmou que, "onde nasce Deus, nasce a esperança e, onde nasce a esperança, as pessoas encontram a dignidade". Contudo, "ainda há muitos homens e mulheres privados da sua dignidade humana", ressaltou, recordando os meninos soldados, as mulheres violentadas, as vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico, os refugiados e os desempregados.(Da Agencia Brasil).
Créditos: WSCOM

Governo repassa R$ 100 milhões para hospitais universitários

De 2010 a 2014 o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 2,3 bilhões aos hospitais universitários de todo o país
O Ministério da Saúde publicou nesta semana portaria que autoriza o repasse de 100 milhões para hospitais universitários do País. O objetivo é seguir fortalecendo a rede, para que continuem a oferecer ensino, pesquisa e atendimento de qualidade. A portaria 2.146, que autoriza o repasse dos recursos beneficia 48 hospitais em 16 estados e no Distrito Federal. A ação integra o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação.

Os recursos, descentralizados por meio do Fundo Nacional de Saúde, deverão ser pagos em parcela única e irão reforçar o orçamento das instituições universitárias que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração ao SUS. Os hospitais universitários poderão realizar reformas e adquirir materiais médico-hospitalares, entre outras ações, conforme a necessidade e o planejamento da instituição.

Os hospitais universitários são hoje importante centros de formação de recursos humanos e de desenvolvimento de tecnologia para a área de saúde. O REHUF ajuda a garantir melhores padrões de eficiência, além de atualização constante dos profissionais à disposição da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Dos valores definidos, cada hospital receberá de acordo com indicadores e metas de desempenho.

“Este repasse demonstra o compromisso do Ministério da Saúde em qualificar e ampliar cada vez mais a capacidade de atendimento dessas unidades tão importantes no cenário da atenção à saúde. Com o recurso, os hospitais beneficiados poderão promover melhorias de sua estrutura e também ampliar seu atendimento”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro. Acesse aqui a lista dos hospitais beneficiados.Fonte: Ministério da Saúde.
Créditos: Portal Brasil