quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Relator pede investigação de Gurgel e jornalista da Veja

No mesmo dia em que a Justiça determinou a libertação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), pressionado pela cúpula do PT, cedeu e propôs no texto que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) investigue o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o indiciamento do jornalista Policarpo Junior, redator-chefe da Revista VEJA. Cunha apresentou o relatório final com a proposta de indiciamento de 46 pessoas envolvidas com o bicheiro, entre elas o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, e o prefeito de Palmas, o petista Raul Filho.
No relatório, Odair Cunha alega que Gurgel suspendeu "sem justificativa" as investigações da Operação Vegas, ação da Polícia Federal iniciada em 2009 que apontou os primeiros indícios de ligação do contraventor com parlamentares, entre eles o senador cassado Demóstenes Torres (sem partido-GO). Durante os trabalhos da comissão, o procurador-geral da República informou à CPI que decidiu parar as investigações da Vegas para encontrar elementos mais fortes da atuação de Cachoeira. Segundo Gurgel, isso só ocorreu quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro.
Entretanto, o relator da CPI sustenta que as duas operações têm origens distintas, não havendo motivo para a paralisação da Vegas. "Não estou afirmando nada, estou colocando essa questão do PGR na pauta. Ele precisa se explicar", afirmou Odair Cunha ao Estado. Ele vai apresentar hoje seu parecer, que só irá à votação na semana que vem.
Desde o início da CPI, o chefe do Ministério Público Federal tornou-se alvo dos petistas e do ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL). Gurgel foi o responsável por defender a condenação das principais personalidades do PT envolvidos no escândalo do mensalão, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do partido José Genoino. Incentivado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a comissão de inquérito foi idealizada para tentar neutralizar o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. O relator nega ter sido pressionado a incluir Gurgel no seu texto final.
Odair Cunha pediu o indiciamento do jornalista Policarpo Junior por formação de quadrilha, sob a alegação das relações "constantes e permanentes" com o chefe do esquema. As conversas entre o jornalista e o contraventor levaram a várias reportagens publicadas na revista semanal. "Todas as pessoas que, de alguma forma, contribuíram em favor dos interesses da quadrilha tiveram o pedido de indiciamento. E ele (Policarpo Junior) sabia dos interesses da quadrilha", afirmou.
No texto, o relator da CPI sugere que o indiciamento de Marconi Perillo por seis crimes, entre eles corrupção passiva e formação de quadrilha. Para Cunha, o esquema criminoso comandado por Cachoeira estava incrustado no governo do tucano. Oito pessoas ligadas a Perillo, entre secretários, ex-secretários e assessores, tiveram o seu indiciamento pedido. É o caso do ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás Edivaldo Cardoso.
O relatório, que tem cinco mil páginas, livrou o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Havia a suspeita de que o governo de Brasília havia favorecido a empreiteira Delta, ligada a Cachoeira, em um milionário contrato para a coleta de lixo na capital do país. Contudo, Odair Cunha não encontrou elementos para implicar Agnelo com o esquema. Outro governador que não figurou no texto final é o do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).
Odair Cunha destacou no relatório que Cachoeira mantinha empresas-fantasmas que receberam R$ 98 milhões da Delta. A comissão, contudo, não conseguiu rastrear o destino da maior parte desse dinheiro - uma das suspeitas era para pagar propina a políticos. "A Delta serviu a interesses da organização criminosa", afirmou. Ele pediu o indiciamento por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha de Fernando Cavendish, dono da empreiteira, e a investigação de todos os diretores da construtora.
Leia mais no Diário do Grande ABC.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Antibióticos estão perdendo a eficiência


Antibióticos (Foto BBC)Uma das principais autoridades médicas britânicas fez nesta semana um alerta sobre o aumento da resistência de diversas bactérias aos antibióticos modernos.
A professora Dame Sally Davies, principal consultora para assuntos médicos do governo britânico, qualificou o problema como uma das maiores ameaças atuais para a saúde humana. "Os antibióticos estão perdendo a sua eficácia em um ritmo alarmante e irreversível - semelhante ao do aquecimento global", disse Davies.
Segundo a médica, o uso desnecessário de antibióticos em casos de infecções leves é o que estaria ajudando a ampliar a resistência de algumas variedade de bactérias, como a E. coli e a causadora da gonorreia.
"As bactérias estão se adaptando e encontrando formas de sobreviver aos efeitos dos antibióticos. Elas estão se tornando resistentes e os tratamentos não fazem mais efeito", explicou.

Novos antibióticos

O problema seria agravado pelo fato de que, hoje, haveria relativamente poucas novas variedades de antibiótico sendo desenvolvidas.
Apoiada pela Agência de Proteção à Saúde britânica (HPA, na sigla em inglês), Davies fez uma apelo para que pacientes e médicos pensem duas vezes antes de fazer uso desse tratamento.
"Todos parecemos esquecer quanto uma gripe ou resfriado podem fazer com que uma pessoa se sinta mal", disse a médica Cliodna McNulty, da HPA.
"Isso talvez faça que, ao menor sinal dessas doenças, acreditemos que precisamos de antibióticos para melhorar. Mas esse não é o caso e outros medicamentos podem ajudar a aliviar as dores de cabeça, dores musculares e coriza", disse. 

BBC Brasil

Ascensão social faz aumentar casos de racismo


Nos últimos dez anos, com melhorias consistentes nos indicadores sociais no Brasil, os cidadãos mais pobres passaram a ter acesso a outros níveis de consumo, como em lojas de shopping, aeroportos, cinemas e universidades. No caso de cidadãos negros e pardos, para muitos isso significou também maior exposição à discriminação racial nos ambientes antes frequentados majoritariamente por pessoas brancas.
Na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), já são 15 as denúncias de racismo em universidades, 12 registradas neste ano, quatro vezes mais que as três contabilizadas em 2011 – quando a Ouvidoria da Seppir passou a receber os relatos de discriminação –, afirma Carlos Alberto Silva Júnior, ouvidor da Seppir. 
Segundo ele, este aumento não está relacionado a manifestações contra a lei que garante metade das vagas nas universidades federais a negros, pardos e índios, desde que tenham cursado o ensino público, sancionada no final de agosto.
“A lei é recente, e muitas situações ocorreram antes que ela foi sancionada. O que percebemos é que há, além da maior exposição de negros em situações de consumo antes pouco comuns por causa de condições financeiras, também maior percepção por parte destes cidadãos do que é preconceito racial”, diz.
Daniel Teixeira, advogado e coordenador de projetos do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade (CEERT), afirma que, neste ano, aumentou em cerca de 30% as denúncias de crimes raciais em situações de consumo registrados na entidade - que lida com casos de natureza racial e de intolerância religiosa, por exemplo.
As denúncias relacionadas aos centros de compras lideram nos 25 casos acompanhados pelo CEERT desde janeiro e evidenciam que o preconceito ocorreu em função da cor da pele e não da classe social. “Em muitos casos, quando a pessoa é pobre, ela não consegue identificar direito se está sofrendo preconceito por ser negra ou por ser pobre e, muitas vezes, acaba relacionando tudo à pobreza”, afirma Teixeira.
“Mas, quando estas pessoas conseguem melhorar sua situação financeira, percebem que não é mais por causa da pobreza que são discriminadas”, afirma. “Tem um caso emblemático de um músico que foi o único da banda a ser barrado em shopping de elite em São Paulo onde eles se apresentariam. Ele chegou de táxi e foi impedido de entrar pelos seguranças, alegando que o motivo era por estar com um instrumento. Mas os outros músicos, todos brancos, também estavam com seus instrumentos e nenhum foi barrado”, relata.
Tanto para o advogado do CEERT como para o ouvidor da Seppir, a queda na desigualdade social registrada nos últimos dez anos no Brasil (que fez o índice Gini, usado pela ONU para medir a desigualdade, cair de 0,594 para 0,527 entre 2001 e 2011) beneficia a população de negros e pardos no país, historicamente relegadas às posições mais baixas da sociedade, e revela mais nitidamente as situações de preconceito.
Para Silva Júnior, há uma discriminação histórica - como na lei de Imigração de 1890, que proibia a entrada de africanos, e na lei que criminaliza e legaliza a prisão por vadiagem logo após o fim da escravidão, quando a maior parte dos negros não tinha emprego formal algum -, mas há também o preconceito difuso.
A secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Reis Nogueira, acostumada a uma rotina de aeroportos por conta do trabalho, e dona de cartões de fidelidade que dão os maiores benefícios na compra de passagens,  conta que já caiu na armadilha do preconceito difuso em situações de consumo.
“Sempre viajo a trabalho, não me visto como uma madame, e percebi que em muitos locais quando entro na fila destinada aos portadores do meu cartão de fidelidade têm pessoas que me perguntam se estou na fila correta. No começo, ao perceber que esta atitude era em função da cor pele, respondia sempre que, se não tivesse o cartão, não estaria naquele lugar. Mas agora, quando me perguntam isto eu questiono a pessoa se está fazendo esta pergunta para todo mundo que está na fila, independente da cor da pele”, afirma.
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Facebook deixa usuários mais gordos, diz estudo


Um estudo resolveu mostrar toda a verdade por trás das fotos de gente rica, magra e boazinha postadas no Facebook.
De acordo com um estudo da Universidade de Colúmbia e de Pittsburgh, a imagem positiva que surge a partir da página faz com que o autocontrole das pessoas diminua.
Uma das consequências mais fáceis de perceber é a agressividade.
"Quando você se sente bem consigo mesmo, você se sente no direito de fazer as coisas. E você quer proteger aquela imagem melhorada, o que faz com que as pessoas reajam tão fortemente àquelas que não concordam com suas opiniões", disse Keith Wilcox, um dos autores do estudo, ao "Wall Street Journal".
O estudo foi dividido em cinco partes e contou com 541 participantes e, também, chegou a desagradável conclusão que os usuários do "face" ficam mais gordas e pobres.
Aqueles que passam mais tempo on-line e tinham muitos amigos na rede social tinham mais tendências de comer besteira e ter mais gordura no corpo, assim como mais dívidas no cartão de crédito.
Outra parte do estudo mostrou que aqueles que passavam cinco minutos no Facebook, ficavam mais inclinados a comer biscoito do que uma barra de cereal.
Além disso, os internautas mostravam mais preguiça na hora de resolver problemas matemáticos e desistiam mais facilmente.
O porta-voz do Facebook não quis comentar o assunto ao "WSJ".
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No Egito, há quem exorte a armar urgentemente os palestinos


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Um assessor do presidente egípcio Mohammad Mursi exortou a proclamar imediatamente um Estado palestino independente, informou a emissora israelense Call Israel.

Mohammad Fuad Jadallah, assessor jurídico do presidente do Egito, declarou, falando a um canal de TV árabe, disse ser necessário fundar um Estado palestino e iniciar o fornecimento de armas aos palestinos para que eles possam opôr resistência a Israel.

Bombardeio da Faixa de Gaza acaba com esperanças de armistício


Israel Faixa de Gaza conflito bombardeio armistício

Israel e agrupamentos palestinos não podem por enquanto assinar um armistício. As conversações no Cairo decorrem no pano de fundo de bombardeios de Gaza e de ataques de mísseis do território israelita.

Segunda-feira, segundo comunicaram representantes de serviços médicos da Faixa de Gaza, a operação aérea de Israel já levou à morte de 12 pessoas. Os raids da aviação israelita continuam pelo sexto dia consecutivo em resposta aos lançamentos de mísseis de combatentes do Hamas contra Israel. Desde o início da operação israelense, o número de palestinos mortos superou 80 pessoas. Entre as vítimas mortais há muitas mulheres e crianças. Foram mortos também três israelenses.
As conversações entre um emissário de Israel e agrupamentos palestinos, que decorrem com mediação do Egito, visam acabar com o derramamento de sangue. O Qatar e a Turquia aderiram também ativamente às negociações, coordenando contudo as suas ações com o presidente do Egito, Mohamed Mursi.
O Hamas, em conjunto com outros agrupamentos, exige o fim do bloqueio da Faixa de Gaza, acabar com a incursão do exército israelita e criar zonas de segurança dentro do enclave, assim como pôr fim à prática de eliminação seletiva de seus líderes. Israel, por seu lado, insiste num armistício por um prazo de 15 e mais anos, suspensão imediata do fornecimento de armas à Faixa de Gaza e fim de ataques contra tropas fronteiriças israelitas.
Os peritos russos não são unânimes quanto à realidade das esperanças de alcançar um acordo de armistício. Azhdar Kurtov, perito do Instituto de Avaliações Estratégicas da Rússia, considera:
“Sem dúvida, o armistício é possível. Esta é sempre uma condição preliminar, para que as partes se sentem à mesa de conversações. Não há tal problema nas relações entre Israel e a Palestina que não possa ser resolvido politicamente. Portanto, não excluo a possibilidade de armistício”.
Serguei Demidenko, perito do Instituto de Avaliações e Análise Estratégicas, respondeu assim à pergunta se as partes conseguirem acabar com o conflito militar:
“Não, não conseguirão. Há muitos agrupamentos palestinos, não controlados pelo Hamas, cada um dos quais persegue seus próprios objetivos. O extremismo palestino não se estende apenas ao Hamas. É possível, naturalmente, lançar toda a culpa sobre o Hamas, mas é longe de ser assim. A Faixa de Gaza é cindida, sendo impossível concluir com todos um armistício. Nesta situação é impossível falar de um armistício eficaz”.
As autoridades israelenses já apresentaram um ultimato de 36 horas ao Hamas. Israel irá alargar a operação militar se os lançamentos de mísseis não forem suspensos a partir da Faixa de Gaza, anunciou o ministro das Finanças de Israel, Yuval Steinitz. Ao mesmo tempo, os peritos destacam a declaração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em apoio às ações militares de Israel, que as qualificou de autodefesa necessária:
“Não há nenhum país no mundo que toleraria mísseis jogados contra seus cidadãos do lado de fora de suas fronteiras. Efetuamos um trabalho ativo na região".
Terça-feira, chegará à Faixa de Gaza em visita de solidariedade o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, à frente de uma delegação ministerial. A decisão de enviar a missão foi aprovada em uma reunião extraordinária dos ministros das Relações Exteriores dos países da Liga Árabe no Cairo. Como se espera, nos próximos tempos, a região será visitada também pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Gaza no limiar de uma trégua ou de uma grande guerra


faixa de gazaA faixa de Gaza parece estar no limiar da trégua ou de grande guerra. As próximas horas decidirão para que lado irá o pêndulo. Comunicados contraditórios e que, às vezes, se excluem mutuamente, chegam de Gaza, Cairo e Jerusalém.

Alcançar a trégua e o fim da violência em Gaza é possível já hoje até a noite, ou até a manhã de segunda–feira, 19 de novembro – declarou a agências noticiosas um representante palestino não identificado. Segundo ele “conversações sérias”, com a mediação do Egito, continuam sem intervalo. Oficialmente Israel, a direção palestina, os líderes do movimento Hamas em Gaza por enquanto não confirmaram nem desmentiram esta declaração. Literalmente uma hora depois da declaração palestina o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que Israel está pronto para ampliação de suas operações contra Gaza. Segundo ele, os soldados de Israel a qualquer momento estão prontos para iniciar a operação terrestre.
O pronunciamento do representante palestino corresponde plenamente às palavras do presidente egípcio, Mohamed Mursi. Ele se encontrou ontem no Cairo com o primeiro-ministro da Turquia Tayyip Erdogan. Em conferência de imprensa conjunta Mursi disse que apesar de não ter 100% de garantias, surgiu esperança de cessar-fogo.
"Nós estamos em contato com as partes palestina e israelense. E envidamos esforços intensivos para a normalização. Existem sinais que indicam que, em breve, poderá ser alcançado o acordo de cessar-fogo."
O Egito já desempenhou o papel de mediador em conversações israelo-palestinas e com a sua participação foi concluído armistício. Segundo dados das agências, representantes dos serviços secretos israelense e egípcio encontraram-se no sábado à noite no Sinai.
Enquanto isso –segundo informam as agências de notícias – o Hamas está disposto a concordam com a trégua somente com a concessão de garantias internacionais. Somente promessas de Israel já são insuficientes para o movimento, cujo líder encabeça o governo em Gaza.
Provavelmente para alcançar acordos sobre estas garantias, chegou hoje ao Oriente Médio com urgência o ministro do exterior da França Laurent Fabius. Durante a visita de um dia ele manterá conversações com seu colega israelense Avigdor Lieberman. Fabius também deverá encontrar-se com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Depois destes encontros ele visitará Ramallah, onde se encontra a administração nacional palestina.
Israel deve mudar sua política em relação aos territórios palestinos e ouvir mais a opinião dos vizinhos. Ele não leva em consideração as mudanças capitais, que ocorreram no Oriente Médio depois das “revoluções árabes” do ano passado, - considera o conhecido analista do Conselho Europeu para relações internacionais, Daniel Levy:
"O desafio para Israel agora não é militar. A questão é: estará Israel em condições de mudar a posição que tem até agora em relação a seus vizinhos? Eu não tenho em vista esta semana, mês ou até mesmo ano. Eu tenho em vista a perspectiva a longo prazo. Se ele não está em condições de mudar sua atitude, isto significa que Israel, talvez fatalmente, mina a perspectiva de sua existência a longo prazo na região. Ele não pode se portar de modo antigo, ocupar terras palestinas, violar os direitos dos palestinos. Não se pode viver permanentemente com a espada nas mãos."
Hoje à noite, ou amanhã de manhã, 19 de outubro, chega a Gaza uma delegação da Liga Árabe. Ela manteve no sábado uma reunião extraordinária no Cairo.