quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estudo mostra redução de espermatozoides


Uma queda "significativa" da concentração de espermatozoides no sêmen e da qualidade deste, entre 1989 e 2005, na França, foi confirmada por um novo e vasto estudo realizado com mais de 26.600 homens.
"Até onde sabemos, trata-se do primeiro estudo que demonstra uma redução grave e geral da concentração do sêmen e de sua morfologia na escala de um país e durante um período importante", indicam os autores, que publicam seus resultados nesta quarta-feira (5) na revista europeia Human Reproduction.
"Isto é uma advertência séria", acrescentam, ressaltando que "a relação com o meio ambiente (com os perturbadores endócrinos, por exemplo) deve ser determinante".
Esta pesquisa confirma outras anteriores, mais limitadas, que já mostravam uma diminuição similar na concentração e qualidade do sêmen.
"Este é o maior estudo realizado na França e provavelmente no mundo, se levarmos em conta que trabalhamos com uma amostra representativa da população geral", disse à AFP a doutora Joelle Le Moal, epidemiologista do Instituto de Vigilância Sanitária francês.
No período estudado de 17 anos (1989-2005), a diminuição é significativa e contínua (1,9% anual), o que leva a uma redução total de 32,2% na concentração espermática (milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen).
Em um homem de 35 anos, nestes 17 anos, a contagem de espermatozoides passou de 73,6 milhões/ml para 49,9 milhões/ml em média.
Além disso, o estudo mostrou uma redução significativa de 33,4% na proporção de espermatozóides como forma normal no mesmo período.
Para formar o grupo de mais de 26.000 homens, os pesquisadores utilizaram a base de dados de usuários do programa de ajuda à procriação (APM) da associação especializada Fivnat, que coletou até 2005 os dados de 126 centros de APM.
As amostras de sêmen provêm dos casais com mulheres completamente estéreis (obstrução ou ausência das tropas de Falópio), o que significa que estes homens não foram selecionados com base em seu nível de fertilidade, o que os aproxima da população geral.
As concentrações de esperma fértil permanecem no padrão médio da OMS (mais de 15 milhões/ml), afirma a doutora Le Moal.
Mas, segundo alguns estudos, as concentrações abaixo de 55 milhões/ml influenciam negativamente no tempo necessário para procriar, embora isso, que reflete a fertilidade de um casal, também dependa de outros fatores, socioeconômicos e de comportamento (por exemplo, o momento das relações sexuais em relação ao período fértil), explicou.
Por último, esta diminuição da qualidade do esperma na realidade pode ser ainda mais importante pelo fato de a população estudada ter, a priori, menor tendência a fumar ou à obesidade, dois fatores conhecidos por afetar a qualidade do sêmen, segundo os pesquisadores.
WSCOM Oline

Dilma reitera compromisso de reduzir tarifas de energia


A presidente Dilma Rousseff enfatizou nesta quarta-feira que reduzir a conta de luz no País é uma decisão da qual ela não recuará. Segundo ela, a diminuição do custo de produção no Brasil passa também pela redução das tarifas de energia elétrica. “Vamos realizar uma das ações mais importantes para reduzir o custo de produção do Brasil, a redução das tarifas de energia elétrica”, disse a presidente, sob muitos aplausos, em discurso na abertura do 7º Encontro Nacional  da Indústria (ENAI), em Brasília.
“Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar a imensa insensibilidade daqueles que não reconhecem a importância disso para garantir que o nosso País cresça de maneira sustentável”, enfatizou a presidente, que falou mais de uma vez em seu discurso sobre a “insensibilidade de outros” para colaborar com a superação desse desafio, que é baixar a conta de energia para a indústria e para a população. “Somos a favor da redução dos custos de energia, e faremos isso porque é importante para o País.”
A presidente Dilma garantiu para o público de empresários presentes no evento: “reitero meu compromisso de buscar, no início de 2013, reduzir as tarifas de energia”. Ela mencionou que a meta é de uma redução de 20,2%. “Redução do preço da energia é tão importante quanto a da taxa de juros”, disse.
Investimentos na economia real
A presidente defendeu também investimentos no que chamou de “setor real” da economia. “Vivemos um período de transição, um período no qual os investimentos do setor real da economia tenderão de ser mais atrativos que as demais oportunidades de investimento”, disse a presidente.
Ela ressaltou que “instrumentos variados de crédito surgirão como forma de permitir um nível de participação significativa do setor privado, financeiro, no financiamento da atividade no nosso País”. Admitiu, porém, que essa transição vai demorar um pouco. Mas lembrou que a mudança exigirá um pequeno período de tempo e que os efeitos dessa convergência se façam sentir na sua totalidade nos próximos meses.
A presidente disse também que “o Banco Central conseguiu realizar um movimento cauteloso na direção de uma mudança macroeconômica nessa componente que é estratégica”. Argumentou que a autoridade monetária providenciou as alterações necessárias para tornar essa transição possível. Pouco antes, Dilma falou da importância da mudança da forma de remuneração da caderneta de poupança, o que permitiu ao BC reduzir a taxa Selic, o juro básico da economia.
Dilma destacou que o mix de câmbio e juros (mais baixos) “nos permite reduzir custo do investimento no Brasil”. Ressaltou também que o real estava valorizado diante das taxas de juros e que uma das medidas para fazer face à crise é a redução do custo de capital.
A presidente lembrou que o cenário internacional exige respostas do Brasil. “Além de recessão, temos uma imensa quantidade de produtos procurando mercados, uma competitividade muito agressiva. Políticas monetárias, tsunami financeiro, todo mundo sabe, não há a menor probabilidade da gente não se posicionar diante disso”, defendeu.
Focando a Notícia

Israel ignora exigências da ONU

EPA

Assembleia Geral da ONUIsrael não considera digno de atenção o apelo da ONU que pede que o país adira sem demora ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e abra suas instalações nucleares para o controle da AIEA, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, Yigal Palmor.

A Assembleia Geral da ONU aprovou ontem, terça-feira, uma resolução sobre o risco de proliferação nuclear no Oriente Médio, que também observa que Israel é o único país do Oriente Médio que não é membro do TNP.
A resolução também indica a relevância da conferência internacional sobre a questão de tornar o Oriente Médio zona livre de armas nucleares, conferência que deveria ser realizada este mês e que foi cancelada. VOZ DA RÚSSIA

Oscar Niemeyer morre aos 104 anos no Rio de Janeiro


Mortes arquitetura Oscar Niemeyer Brasil

Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu pouco antes das 22h desta quarta (5), aos 104 anos, no Rio. Ele estava ao lado da mulher, Vera Lúcia, 67, de sobrinhos e de netos no momento da morte. Cerca de dez pessoas o acompanhavam em seu quarto.

Niemeyer esteve lúcido até manhã de quarta, quando houve piora em seu quadro de infecção respiratória e ele precisou ser sedado e entubado.
O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer. Na manhã desta quarta, o arquiteto sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o arquiteto teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.
O corpo do arquiteto será velado no Palácio do Planalto, em Brasília. A presidente do Brasil Dilma Rousseff ofereceu o palácio, o que foi aceito pela família.
O corpo será levado na manhã desta quinta (6) para a capital federal e retorna no fim do dia ao Rio, onde acontecerá uma cerimônia restrita a família e amigos no Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da Prefeitura do Rio. Na manhã de sexta (7), o espaço deverá ser aberto ao público. O enterro ocorre na tarde de sexta, no cemitério São João Batista, também em Botafogo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Campina Grande é a cidade da Paraíba que mais gera empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho


Campina Grande é, atualmente, a cidade paraibana onde mais se geram empregos formais, com carteira assinada. A constatação está nos mais recentes dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

Segundo o Caged, Campina Grande gerou, em outubro deste ano, 2.691 admissões, contra 1.274 demissões, o que proporcionou à cidade um saldo positivo de 1.417 novos empregos com carteira assinada. Esse número representa 80,7% de todos os empregos formais gerados na Paraíba no mesmo período.

Para se ter uma idéia de comparação, a capital João Pessoa ficou em 12.º lugar no ranking paraibano das cidades geradoras de emprego, com 5.427 admissões e 5.461 demissões, o que gerou um saldo negativo de 34 empregos a menos na capital do Estado.

Call Center liderou – Segundo os dados do Caged, a maior geradora de empregos este ano em Campina Grane foi a empresa AeC Call Center, atraída para a cidade graças a uma ação da Prefeitura de Campina Grande, que doou a área para a implantação da unidade, proporcionou incentivos fiscais, além de toda a logística de recrutamento, treinamento e capacitação dos contratados.

Sozinha, a AeC Call Center contratou desde a sua implantação na cidade cerca de 5 mil profissionais, a maioria com carteira assinada em primeiro emprego. De acordo com o Prefeito Veneziano Vital do Rêgo, há boas perspectivas para a ampliação da empresa no ano que vem. “Na última conversa que mantive com os diretores da AeC obtive a garantia de que a empresa vai investir mais em Campina, ampliando sua atuação na cidade”.

Segundo Veneziano, os dados do Caged reforçam o trabalho da Administração Municipal em desenvolver uma política que atraia cada vez mais investimentos para a cidade. “Em nossa gestão tivemos a grata satisfação de atrair muitas empresas, proporcionando um aumento considerável na geração de emprego e renda”, afirmou Veneziano.

Campina sobre, Paraíba desce – Outra comparação a ser feita é com os dados da geração de emprego em todo o Estado. Enquanto Campina Grande cresce na geração de empregos, a Paraíba retrocede. No mesmo período em que Campina gerou 80,7% de todos os empregos da Paraíba, o Estado caiu 14,6% na geração de empregos formais.

No mesmo período em que Campina Grande sozinha teve saldo positivo de 1.417 novos empregos, a Paraíba gerou um saldo positivo de 1.754 postos de trabalho, representando o terceiro pior da série histórica para o período de 30 dias. Com estes dados, a Paraíba ficou atrás de estados como Alagoas (5.419), Ceará (3.934), Pernambuco (3.600) e Sergipe (3.139).
WSCOM Online

Agricultores da Paraíba protestam em frente ao Palácio da Redenção contra dívidas no BNB

Protestos de agricultores
Trabalhadores e pequenos produtores rurais da Paraíba protestaram em frente ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (4), ocupando a rua no local. Eles se juntaram a agricultores de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Os manifestantes pediram o perdão das dívidas com o Banco do Nordeste.
Alguns relataram ter feito os empréstimos há mais de dez anos e, sem condições de pagar, devem até R$ 200 mil. Segundo os manifestantes, o banco estaria tomando terras dos produtores rurais em desacordo com o Acórdão 834/2011 do Tribunal de Contas da União. O documento prevê que as dívidas de, no mínimo, R$ 10 mil devem ser perdoadas. Conforme os manifestantes, o próprio manual do banco estabelece uma série de medidas para executar dívidas acima de R$ 15 mil, como apresentação de históricos e justificativas, e que estariam sendo descumpridas.
Muitos deles contam ter sofrido ameaças e tiveram as terras leiloadas por não terem pago os empréstimos. Jonéas Antônio veio de Acarí (RN). O pai dele pediu um empréstimo de R$ 84 mil há 13 anos. Hoje, a dívida soma R$ 233 mil. Ele conta que perdeu mais da metade do gado com a seca. "Se na época [do empréstimo] uma cabeça valia R$ 2,5 mil, hoje não passa dos R$ 500".
Para simbolizar a seca, os trabalhadores empilharam esqueletos de crânios dos animais em frente ao palácio. "Acham que só tem desgraça longe, o Nordeste é o Haiti brasileiro. Queremos medidas concretas para melhorar nossas condições", disse Fernando Melo, produtor rural de Arapiraca (AL), que tem uma dívida de R$ 35 mil com o banco.
O secretário nacional de Relações Político-Sociais da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wagner Caetano, propôs aos manifestantes uma reunião nesta tarde com os ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. No entanto, ele disse que não houve consenso. "Eles têm muita divergência entre si, não conseguem chegar a um acordo. Não dá para receber todos, pedimos que formem uma comissão que os ministros estão dispostos a recebê-los"
Até as 15h, os manifestantes continuavam no local, interditando as pistas. Eles disseram que só sairão quando tiverem a garantia de alguma medida efetiva. Eles devem se reunir ainda hoje com os ministros.
Em nota à Agência Brasil, o Banco do Nordeste informou que cumpre a Lei 12.249, que permite a liquidação das dívidas com descontos de até 85% sobre o saldo devedor e a Lei 12.716, que permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2006, cujo valor original do contrato não ultrapasse R$ 100 mil, com prazo de até dez anos.
Segundo o banco, uma série de ações foram feitas para divulgar a legislação e orientar os produtores sobre a melhor forma de renegociar as dívidas.
Leia mais no Portal Correio.

Cientistas descobrem gene da 'bebedeira'

Alcoolismo entre os jovens / UnianO gene, conhecido como RASGRF-2, eleva o nível de substâncias químicas presentes no cérebro associadas à sensação de felicidade e acionadas com a ingestão de bebidas alcoólicas, informou a revista científica PNAS A equipe de pesquisadores, formada por especialistas da Universidade King's College, de Londres, descobriu que animais que não possuíam a variação do gene tinham menos "desejo" por álcool do que aqueles que apresentavam tal alteração.
O estudo também analisou exames de ressonância magnética dos cérebros de 663 adolescentes do sexo masculino.
O mapeamento revelou que em portadores da versão do gene associada à "bebedeira", todos com 14 anos de idade, havia uma atividade maior em uma parte do cérebro chamada estriado ventral, conhecida por liberar dopamina, substância associada à sensação de prazer.
Quando os pesquisadores questionaram os adolescentes sobre seus hábitos de consumo de álcool dois anos depois, descobriram que aqueles que tinham a variação do gene RASGRF-2 bebiam mais frequentemente.
Contudo, o responsável pelo estudo, Gunter Schumann, explicou que ainda não há provas contundentes de que o gene, sozinho, provocaria a compulsão alcoólica, uma vez que outros fatores ambientais e genéticos também estão envolvidos.
Ele ressaltou, por outro lado, que a descoberta é importante porque joga luz sobre os motivos pelos quais algumas pessoas tendem a ser mais vulneráveis ao álcool do que outras.
"Nosso estudo indica que talvez este gene regule a sensação de bem estar que o álcool oferece para determinados indivíduos", explicou.
"As pessoas buscam situações que provoquem tal sensação de 'recompensa' e deixem-nas felizes. Portanto, se o seu cérebro for condicionado a atingir tal estágio por meio do álcool, é provável que sempre procure essa estratégia afim de alcançar tal meta".
"Agora nós entendemos a cadeia da ação: como os genes moldam a função em nossos cérebros e como que, em contrapartida, isso afeta o comportamento humano".
"Nós descobrimos que o gene RASGRF-2 tem um papel crucial em controlar como o álcool estimula o cérebro a liberar dopamina e, em seguida, ativa a sensação de recompensa".
"Portanto, para as pessoas que têm a variação genética do gene RASGRF-2, o álcool lhes proporciona uma maior sensação de recompensa, levando-as a se tornar beberrões".
Schumann reiterou, entretanto, que mais provas são necessárias para comprovar sua teoria. Ele alertou que o estudo analisou apenas adolescentes do sexo masculino e de uma determinada idade, o que dificultaria estabelecer tendências de consumo de bebidas alcoólicas ao longo prazo.
Ele disse que, no futuro, pode ser possível realizar testes genéticos para ajudar a prever quais pessoas estão mais propensas ao consumo excessivo de álcool.
As descobertas também abririam caminho a novas drogas que bloqueiam o efeito de recompensa que algumas pessoas têm após ingerir bebida alcoólica.
Por outro lado, Dominique Florin, da entidade britânica Medical Council on Alcohol, faz um alerta.
"É provável que haja um componente genético relacionado ao consumo exagerado de álcool, mas isso não quer dizer que se você tiver o gene, você não pode beber, enquanto se você não o tiver, você pode beber o quanto quiser".
Leia mais em BBC Brasil.