quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

70% dos adultos tem intolerância a lactose




Um simples copo de leite ou um pedaço de queijo pode fazer mal para quem tem intolerância à lactose. A pessoa sente náusea, gases, inchaço, diarreia e assadura na região anal.
Segundo dados brasileiros, 70% dos adultos têm algum desses sintomas após consumir leite de vaca ou derivados. Em países como Japão e alguns do continente africano, praticamente todos os habitantes com mais de 80 anos têm algum grau de intolerância.
A doença ocorre porque o indivíduo nasce sem uma enzima que quebra a lactose, o açúcar do leite, ou porque deixa de produzi-la ao longo da vida, seja pelo envelhecimento ou por lesões no intestino.
A gravidade dos sinais, que podem aparecer logo após a ingestão de leite ou depois de horas, depende da quantidade de alimento e de quanta lactose cada pessoa é capaz de suportar.
Segundo o gastroenterologista Flavio Steinwurz e a nutricionista Camila Diniz, qualquer alimento que contém lactose pode fazer mal, como leite de vaca ou cabra, queijo branco, manteiga, margarina, requeijão, iogurte, pudim, bolo, creme de leite, leite condensado, biscoito ao leite, pão de leite, pizza de muçarela e a maioria dos adoçantes em pó.
Em geral, iogurtes podem ser mais bem tolerados que o leite, porque parte do açúcar é fermentada. Porém, a maioria dos iogurtes, especialmente os de consistência firme ou cremosa, contêm leite em pó e/ou soro de leite, para melhorar a textura. Além disso, alguns iogurtes apresentam o mesmo percentual de lactose que o leite de vaca: cerca de 5%.
Diagnóstico
É feito por dois testes. No primeiro, que é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, são colhidas amostras de sangue que indicam os níveis de glicose. Se não houver alteração, a pessoa é intolerante à lactose.
Há também um exame respiratório que custa cerca de R$ 120 e monitora a quantidade de hidrogênio nos gases exalados após a ingestão da lactose.
É importante não confundir a intolerância à lactose com outras doenças ou disfunções que podem causar quadro similar.
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Anistia Internacional cobra solução imediata para famílias retiradas do Pinheirinho



 A organização não governamental Anistia Internacional pediu hoje (22), em carta pública, uma solução imediata e permanente para as famílias que foram retiradas, há um ano, do bairro conhecido como Pinheirinho, em São José dos Campos (SP).
“A Anistia Internacional exige solução imediata e permanente para famílias que foram despejadas da favela de Pinheirinho. Depois de um ano do violento despejo das mais de seis mil famílias da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, praticamente nada foi feito para resolver a situação dos moradores que foram retirados à força de suas casas”, diz a nota.
De acordo com a organização, as famílias não foram reassentadas e tiveram que encontrar sozinhas alternativas de moradia. “Hoje, as famílias vivem em diversas partes do município de São José dos Campos, em condições muito precárias, e algumas em área considerada de risco. É o caso de quase 40 famílias que vivem no bairro de Rio Comprido”.
A Anistia Internacional ressaltou que o auxílio-aluguel (R$ 500), pago pelo estado em parceria com a prefeitura, é um apoio à população, mas deveria ser uma solução temporária. “No entanto, essa foi a única medida de apoio às famílias no período e, mesmo assim, há relatos de que o valor é insuficiente e o pagamento atrasa.”
Em nota, o governo do estado de São Paulo disse que as famílias que moravam no Pinheirinho recebem, desde janeiro de 2012, o aluguel social, “cuja finalidade é auxiliar o processo de mudança e realocação das pessoas que ocupavam irregularmente o terreno”.
De acordo com a nota, o benefício está assegurado até que sejam concluídas as habitações que vão acomodar as famílias. Cada uma recebe o auxílio-aluguel, sendo R$ 400 pagos com recursos do estado e R$ 100 da prefeitura. O governo estadual informou que já repassou R$ 7,3 milhões à prefeitura de São José dos Campos, por meio do Fundo Social de Solidariedade.
“A população de São José dos Campos será contemplada com 5.041 novas moradias, sendo 1.317 construídas pela CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano] e 3.724 subsidiadas pela Agência Casa Paulista, em parceria com o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal”.
A CDHU construirá as moradias em duas áreas: Jardim Altos de Santana e Bairro Putim. As obras começaram em agosto de 2012 e a entrega está prevista para dezembro de 2013.
O governo ressaltou, na nota, que a Polícia Militar cumpriu ordem judicial de reintegração de posse e todos os esforços foram para evitar confrontos com as pessoas que ocupavam o terreno. “Apesar do tamanho da operação, não há registro de mortos ou feridos graves. Os moradores concordaram em sair pacificamente do local e os raros casos de confronto foram provocados por grupos radicais, após a retomada do terreno”.
Em nota, a prefeitura de São José dos Campos disse que o município sofre com uma demanda reprimida de moradias para fam
ílias com renda de até três salários mínimos, que se acumulou ao longo dos últimos anos, “agravando o ambiente que alimentou a própria invasão do terreno do Pinheirinho. Ao todo são cerca de 19 mil famílias que aguardam na fila por uma moradia, cadastradas na prefeitura”.
Segundo o texto, a nova gestão, que assumiu em 1° de janeiro de 2013, está empenhada em reverter o quadro, e assumiu a meta de construir oito mil unidades habitacionais até 2016. “Na semana passada, pela primeira vez a prefeitura de São José dos Campos assinou um contrato do Programa Federal Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de zero a três salários mí
nimos. O projeto que prevê a construção de 528 moradias é um marco para a cidade”.
A prefeitura informou ainda que assinou com o governo do estado um convênio para a construção de 876 moradias, o que totaliza a previsão de 1.404 casas populares.
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Pernambuco destinará 100% dos lucros do pré-sal do estado para a educação



O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, assinou hoje (22) projeto de lei que destina 100% dos lucros do pré-sal do estado para a educaçãoO projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco. A assinatura ocorreu na abertura da 8ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).
“É um projeto de lei importante para o futuro de Pernambuco, para que possa embalar a luta dos estudantes em cada um dos estados brasileiros. É importante que os royalties sejam empregados naquilo que possa garantir futuro, que possa garantir qualidade, cidadania, capacidade de refletir”, disse Campos na praia de Casa Caiada, onde foi montado um palco para as apresentações da bienal.
Os lucros dos royalties serão empregados em educação, ciência e tecnologia. O governador espera que o projeto incentive a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei nacional que destina os royalties do pré-sal para a educação, para que a medida beneficie estudantes de todo o país. “A medida que um toma uma atitude, fica mais fácil outro tomar e a gente vai construindo aquilo que era sonho em algo concreto. Os estudantes vão seguir pra os estados dizendo que aqui já é lei a bandeira que defendem”.
A assinatura foi aclamada pelos estudantes da UNE e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), que em 2011 entregaram uma carta ao governador com o pedido.
A 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE é considerada o maior evento estudantil da América Latina e deve reunir em Olinda cerca de 10 mil estudantes de todos os estados brasileiros. A Bienal ocorre de 22 a 26 de janeiro e une política estudantil e cultura em mostras de teatro, música e cinema, seminários de esportes, além de apresentações de trabalhos acadêmicos e de extensão. O tema desta edição é A Volta da Asa Branca, uma Homenagem ao Sanfoneiro Luiz Gonzaga, cujo centenário foi comemorado em 2012. 
 Agência Brasil.

Produtos de limpeza pode causar asma

Estudo liga produtos de limpeza a asma em adultos

Pessoas que trabalham com produtos de limpeza têm mais risco de ter asma, segundo especialistas britânicos, que publicaram uma pesquisa sobre o tema na revista médica "Thorax".
O estudo, do qual participaram mais de 7.000 pessoas, sugere que a exposição a alvejantes e outros produtos químicos está ligada a um em cada seis casos de britânicos que desenvolveram asma depois dos 50 anos. Ele identifica 18 ocupações de alto risco - quatro das quais seriam ligadas ao setor de limpeza.
No topo da lista estão agricultores, mecânicos de aeronaves e tipógrafos, mas ela também inclui faxineiros, faxineiros de escritório, empregadas domésticas, cuidadores, cabeleireiros e funcionários de lavanderia.
Segundo especialistas, a culpa pela maior incidência de asma parece ser do ambiente de trabalho desses profissionais e não das atividades que eles desenvolvem em seu dia a dia.
Partículas inaladas
Muitos produtos têm sido associados à asma, entre eles farinha, grãos e diferentes tipos de detergente. Quando partículas muito finas de substâncias presentes nesses produtos são inaladas, acabam causando irritações.
A cientista Rebecca Ghosh, que coordenou o estudo, diz que produtos de limpeza também já estão começando a ser reconhecidos como uma potencial causa de asma. Por isso, há instruções sobre procedimentos padrões para o uso seguro desses produtos.
Gosh diz que as empresas devem controlar a exposição de seus funcionários a substâncias perigosas e relatar todos os casos de asma ocupacional. "Os empregadores, empregados e profissionais de saúde ainda têm pouca informação sobre a asma ocupacional. Conscientizar as pessoas de que essa é uma doença quase totalmente evitável seria um passo importante na redução da sua incidência", diz Ghosh.
"Aconselhamos que quem trabalha nas indústrias destacadas nesse estudo e tem sofrido problemas respiratórios discuta isso com seu médico de família", afirma Malayka Rahman, da organização britânica Asthma UK.
"E também pedimos que os profissionais de saúde se certifiquem de que estão considerando a questão ocupacional ao avaliar as possíveis causas de asma em um paciente adulto e lhes instruir sobre como tratar o problema."
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Rússia: Caça em massa aos lobos

Animais, caça, Ecologia, Sibéria

Na Rússia está se desenrolando a caça aos lobos. Por causa de ataques destas feras, mais frequentes nos últimos dias, tem sido declarado regime de situação de emergência em várias regiões do país, em particular, na Sibéria Oriental e sua vizinha Yakútia. O inverno inusitadamente frio e a fome têm sido as causas que empurraram os perigosos predadores para povoações humanas.

As autoridades se viram na obrigação de mobilizar caçadores.
Equipes especiais de caçadores já estão operando. Durante apenas três meses a população de lobos na Yakútia, localizada no nordeste da Sibéria, deveria ser reduzida sete vezes: de 3.500 a 500 espécies. As autoridades locais muniram as equipes de combustível e cartuchos, prometendo recompensa por cada pele de lobo morto. Os três melhores caçadores serão distinguidos com um generoso prêmio equivalente a 25 mil euros.
Tendo em conta enormes danos de granjas pecuárias que são centenas de vezes maiores, as referidas despesas, segundo as autoridades da república, são razoáveis. O principal perigo consiste em que as manadas de lobos se aproximam muito perto dos assentamentos humanos. O zoólogo Dmitri Poiarkov relata à Voz da Rússia de como atuam as feras:
"As manadas, quanto à composição, são diferentes, contando, em média, com dez a doze lobos. Regra geral, o núcleo da manada é constituído por uma família, ou seja, o casal procriador com uma ou duas gerações de cachorros. Na Yakútia havia registro de manadas muito grandes, se me lembro bem, de até 20 animais".
Além da Yakútia e o adjacente Zabaikalski Krai (Transbaikalia), a caça aos lobos tem sido declarada também na província de Sverdlovsk (nos Urais), no território de Khabarovsk (Extremo Oriente) e em Tuva (sul da Sibéria). Nesta última, se praticam trocas de predadores mortos por gado doméstico. No combate aos lobos estão envolvidos não só caçadores, mas também policiais, pois os habitantes rurais, quando as feras atacam o gado, chamam a polícia. Uma das patrulhas policiais teve que os defender abrindo fogo com fuzis de assalto Kalashnikov.
Na Rússia, no entanto, nem todos são partidários deste tipo de luta contra lobos. Os protetores de animais sugerem restabelecer a população de lebres que, segundo eles, são caçados indiscriminadamente e sem controle algum. Contudo, o perito da Fundação da Natureza Selvagem, Vladimir Krever, acha que o problema de lebres não existe:
"Lebres, naturalmente, não é o único alimento dos lobos. Em cada região, a estrutura alimentar do lobo, por assim dizer, será distinta. Em princípio, o número de lobos se calcula ali de 3.500 a 5 mil espécies, mantendo-se bastante estável ao longo de muitos anos".
Não obstante, tanto os ecologistas como os caçadores coincidem em que a solução do problema tem de ser abordada de forma abrangente e sob todos os ângulos. E por enquanto, na confrontação entre o animal predador e o ser humano está vencendo o primeiro. No inverno passado, só na Yakútia os lobos mataram 16 mil veados e 300 cavalos, enquanto o número de lobos eliminados só se cifrou em uns 600.
VOZ DA RÚSSIA

Síria convoca mulheres para seu exército

Síria, exército, mulheres

O governo sírio começou a convocar mulheres para o exército.

De acordo com o canal televisivo árabe Al-Arabia, elas irão servir nos postos de bloqueio, efetuando a inspeção das mulheres vestidas com véus islâmicos.
“Até o próprio ar dessas mulheres infunde medo. Elas se comportam como abutres, humilhando qualquer pessoa que passe por um posto de bloqeio como se fosse um judeu num campo de concentração”, se queixam os residentes de Homs ao correspondente.
A convocação das mulheres para as forças de segurança despertou as recordações dos acontecimentos que ocorreram há 30 anos. Naquela época, um tio atual do presidente, Assad, também convocava as mulheres para os chamados “Batalhões de Defesa” usados nos assassinatos, torturas e intimidação da população dos bairros que apoiavam a rebelião islâmica.
VOZ DA RÚSSIA

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Venezuela: Pobreza cai de 11,36% para 6,97% durante governo Chávez

Pobreza extrema na Venezuela cai de 11,36% para 6,97% durante Chávez
Último censo de 2011 revelou ainda que os lares ‘não pobres’ foram de 67% para 75,43% no mesmo período

O percentual de pessoas em casas consideradas inadequadas foi de 9,38% a 8,69% em dez anos (Foto: Federico Parra/ Arquivo Folhapress)
São Paulo – A pobreza extrema na Venezuela caiu de 11,36% em 2001 para 6,97% no ano passado, de acordo com o Censo 2011, realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) do país. Além disso, os lares considerados “pobres” caíram de 21,64% para 17,60%, e aumentaram os de “não pobres”, de 67% para 75,43% em 2011.
Os dados foram divulgados nessa segunda (21) pelo presidente do INE, Elías Eljuri, que sublinhou que o método usado na pesquisa é o recomendado pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão que mede a pobreza estrutural usando o resultado dos censos de cada país.
Segundo a metodologia, os cinco critérios a serem levados em conta são: lares com crianças em idade escolar não matriculadas; superlotação; moradia inadequada; lares sem serviços básicos e lares com chefes de família sem educação primária. Um lar é considerado em “pobreza extrema” se tem duas ou mais necessidades insatisfeitas; “pobre”, quando apresenta uma necessidade; e “não pobre” quando todas as cinco são preenchidas.
“Por todas as vias examinadas, houve uma redução da pobreza bem importante. Já há estimativas que a pobreza conjuntural fechará em torno de 6,5% em 2012″, afirmou Eljuri. O pesquisador forneceu detalhes sobre os indicadores e disse que a aglomeração crítica de pessoas em casas se reduziu de 15,12% a 10,10%; a moradia inadequada de 9, 38% a 8,69% e lares sem serviços básicos de 14,69% a 8,68%.
“Isto é produto da melhoria das condições de vida que a população venezuelana vem tendo com o plano da ‘Missão Habitação’, as 346 mil casas que foram construídas no último ano e meio. As que serão construídas neste ano contribuirão de maneira decisiva para a redução de indicadores como a concentração crítica de pessoas num mesmo espaço”, ressaltou.
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