domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ucrânia: Parlamento destitui presidente e marca eleições para maio

 O Parlamento ucraniano decidiu ontem (22) destituir o presidente do país Viktor Ianukóvitch e marcar eleições para o dia 25 de maio.  A justificativa para a destituição foi a de que  Ianukóvitch "abandonou suas funções constitucionais".
 Pouco antes do anúncio de sua destituição, o presidente tinha dito, em rede nacional de televisão, que não abandonaria o cargo e que o governo estava sendo vítima de um golpe de Estado.  Antes de tomar essa decisão, o Parlamento votou pela libertação da ex-primeira ministra Iulia Timoshenko, uma das principais figuras da oposição.

Na sexta-feira (21) o presidente Viktor Ianukóvitch e a oposição assinaram  um acordo para pôr fim à crise que durava três meses e se agravou nos últimos dias. O acordo previa a antecipação das eleições presidenciais, a formação de um governo de coligação e uma reforma constitucional. Pouco depois da assinatura do acordo, o Parlamento aprovou, por ampla maioria, a reposição da Constituição de 2004, que limita os poderes do presidente – uma das principais exigências da oposição.


A crise política na Ucrânia teve início depois de Ianukóvitch suspender os preparativos para um acordo de associação com a União Europeia e agravou-se no fim de janeiro, quando se registaram as primeiras mortes, depois da aprovação de leis limitando a liberdade de manifestação.
*Com informações da Telam e da Agência Lusa 
Créditos: Agencia Brasil

sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Biópsia líquida" identifica câncer no sangue

Dois estudos publicados nos Estados Unidos comprovam a eficácia de uma técnica que, num futuro próximo, poderá permitir o monitoramento do câncer por meio de exames de sangue e, talvez, num futuro um pouco mais distante, a detecção superprecoce de tumores pequenos demais para serem percebidos pelos métodos de diagnóstico convencionais.
Apelidada de ""biópsia líquida"", a estratégia é baseada na análise de pedaços de DNA que vazam dos tumores para a corrente sanguínea, chamados de DNA tumoral circulante (ou ctDNA, na sigla em inglês). Eles funcionam como impressões digitais da doença, que os cientistas podem "ler" para extrair informações genéticas essenciais para a caracterização do tumor e a seleção do melhor tratamento.
A ideia não é nova; já vem sendo testada há alguns anos por vários laboratórios ao redor do mundo. O que os novos trabalhos trazem é uma "prova de conceito" contundente do seu potencial para aplicações práticas na medicina. A principal vantagem seria a possibilidade de monitorar continuamente a doença por meio de um método relativamente simples, rápido e não invasivo - muito mais prático do que a realização de biópsias "sólidas" de tumores (que muitas vezes estão em locais de difícil acesso no corpo) e muito mais informativo do que o monitoramento de outros marcadores moleculares - como o PSA, relacionado ao câncer de próstata.
""É uma estratégia que, provavelmente, vai ter uma utilidade clínica muito grande"", prevê a pesquisadora Suely Marie, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ela e a colega Sueli Shinjo são coautoras em um dos trabalhos, que testou o uso do ctDNA na detecção e caracterização de tumores de 640 pacientes com vários tipos de câncer. A eficácia da técnica variou entre 50% e 75%, dependendo do tipo de tumor e do estágio da doença. A eficiência mais alta foi na detecção de tumores avançados do pâncreas, ovários, intestino, bexiga, esôfago, mama e pele. A mais baixa foi para tumores primários nos rins, próstata, tireoide e no cérebro - órgão no qual o trabalho das pesquisadoras brasileiras está mais focado.
Créditos: Primeira Edição

Dilma tem 67% de aprovação entre mais pobres; 71% no Nordeste

Dilma-presidente-em-Ceará-MirimO principal suporte político da presidenta Dilma ainda são os mais pobres. Na faixa de renda que ganha até 1 salário, ela tem 67% de aprovação, contra 55% na média geral. Os números são do Ibope, em pesquisa realizada há alguns dias.
Já entre os mais ricos, que ganham mais de 5 salários, Dilma tem 44% de aprovação, contra 53% de desaprovação.O perigo para a eleição de Dilma Rousseff, portanto, vem novamente do alto, das camadas mais ricas da população.
O Nordeste se mantém extremamente fiel à presidente, o que deverá causar grandes dificuldades para Eduardo Campos, que espera fazer uma boa pontuação na região por ser um governador bem avaliado em Pernambuco. 71% dos nordestinos aprovam a maneira como Dilma vem administrando o país, contra 25% que disseram que não aprovam.
É no Sudeste que estão os principais obstáculos para a vitória de Dilma Rousseff. Na região, ela tem saldo negativo de aprovação pessoal: 49% de desaprovação, contra 46% de aprovação. 
Curioso notar que a presidenta apresenta uma boa pontuação no Sul (57% de aprovação). Em geral, presidentes mal avaliados no Sudeste também enfrentavam problemas no Sul. Enviado por 
Créditos: O Cafezinho

Dilma pede que papa traga à Copa mensagem contra o racismo

Ao se encontrar, nesta sexta-feira (21), com o papa Francisco, a presidenta Dilma Rousseff pediu ajuda do pontífice para a propagação, durante a Copa do Mundo, de mensagens de paz e de luta contra o preconceito. Apesar de ter convidado o papa para assitir ao Mundial no Brasil, Dilma disse não acreditar que ele possa comparecer. Segundo a presidenta, toda vez que um brasileiro e um argentino se encontram, é discutido o tema futebol. “A única coisa que eu pedi é que neutralidade fosse mantida pelo santo padre e [que] assim, a 'Mão de Deus' não empurrasse a bola de ninguém”, disse a presidenta, em referência ao histórico gol de Maradona, jogador argentino, que usou a mão para empurrar a bola em jogo contra a Inglaterra, na Copa do Mundo no México, em 1986.

“Vim pedir uma mensagem dele sobre esse posicionamento da Copa do Mundo no Brasil, a Copa das Copas. Pedir posicionamento quanto à questão da paz e contra o preconceito, especificamente contra o racismo”, explicou Dilma. Segundo ela, o papa deve enviar uma mensagem tratando desses temas. No último dia 12, o jogador Tinga, do Cruzeiro, sofreu com demonstrações de racismo da torcida peruana durante jogo da Copa Libertadores da América.
Dilma está no Vaticano para o consistório, cerimônia em que o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, será oficializado cardeal da Igreja Católica. O evento ocorre neste sábado (22) e será seguido de uma missa no domingo (23), para a qual a presidenta “possivelmente” deve ficar. “Eu fiquei muito feliz com a indicação de dom Orani. Acho que a escolha dele é merecida. Além de ser homem de fé, é pessoa com grande capacidade, solidariedade, que se interessa pelos movimentos sociais, pelos pobres”, ressaltou.

Dilma presenteou o papa Francisco com uma camisa da Seleção Brasileira autografada especialmente pelo ex-jogador Pelé, uma bola de futebol assinada e com dedicatória de Ronaldo Fenômeno e uma coleção de livros sobre a história dos jesuítas no Brasil. “Fora uma camisa contrabandeada pelo Gilberto [Carvalho, secretário-geral da Presidência]. Essa camisa do Palmeiras não valeu, não é protocolar”, brincou Dilma. Ela recebeu do papa um terço, uma imagem do Anjo da Paz e uma medalha para ser entregue a sua filha, Paula.  “Uma medalha que ele me entregou da forma muito humana que ele tem”, contou Dilma.

Apesar de estar previsto, o encontro de Dilma com o presidente italiano,Giorgio Napolitano, pode não ocorrer devido aos compromissos do chefe de Estado. “Eu tenho todo interesse de encontrar com o presidente. Acontece que amanhã tudo indica que vai ser formado um novo governo”, relatou a presidenta, em entrevista a jornalistas após o encontro com o papa.
Créditos: Agencia Brasil

Venezuela enfrenta campanha internacional para dividir o continente

Maduro: Venezuela enfrenta campanha internacional para dividir o continenteO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem (22) que a América Latina enfrenta uma campanha da direita internacional para dividir o continente e também uma campanha dos meios de comunicação estrangeiros que “veiculam a imagem de que o país está à beira de uma guerra civil”.
Em uma conversa com correspondentes internacionais no fim da tarde, Maduro falou que enfrenta “uma tremenda campanha que busca gerar violência no país”, que vai contra a “revolução bolivariana”, e que, em última instância, quer dividir a região.
“Os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Chile, Sebastián Piñera, e do Panamá, Ricardo Martinelli, se deixaram levar pela pressão do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, disse. Os três chefes de Estado deram declarações esta semana defendendo o direito de manifestação e pediram que o governo Maduro dialogasse com a oposição.

Maduro também citou nomes de empresas de comunicação que, na visão dele, estariam à serviço de “gerar violência no país”. “É isso [provocar uma guerra] que alguns canais internacionais como a CNN, Telemundo, Univision e Fox New querem mostrar”. O presidente voltou a dizer que existe uma campanha mundial contra o país, com a qual se pretende justificar uma intervenção de alguma força externa nos assuntos internos da Venezuela. O presidente também convocou o presidente norte-americano Barack Obama para dialogar.
“Convoco você, presidente Obama, a um diálogo e designo o chanceler Elías Jaua para conversar com John Kerry [secretário de Estado norte-americano]. Aceite o desafio”, disse. Ele acusou o governo dos Estados Unidos de ter dado “luz verde” para um plano para retirá-lo do poder. “Ainda que neguem umas mil vezes, sei que isso aconteceu”.
No campo interno, Maduro também disse que não protegerá a ninguém que tenha usado armas nos recentes protestos no país. “Inclusive se são funcionários público, ou seguidores do chavismo”, disse. “Não protejo a ninguém que dispare em alguém durante manifestação”.

O presidente ressaltou que os funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) que atuaram contra manifestantes no último dia 12  desobedeceram a ordem de voltarem ao quartel e permaneceram nas ruas. “Pedi que ninguém saísse às ruas e muito menos com armas. E saíram com armas. Isso se parece muito com o formato do golpe de Estado de 2002. Eu estou investigando tudo isso e se descobrirmos elementos de que há conspiradores dentro do governo ou de que se tenha comprado algum funcionário, eu revelaria ao país”, disse.
*Com informações da Tv Multiestatal Telesur
Créditos: Agencia Brasil

SP: Justiça Federal bloqueia R$ 9,8 milhões de réus no caso Alstom

A Justiça Federal em São Paulo determinou o bloqueio de R$ 9,8 milhões de cinco acusados de participação em um esquema de corrupção com o grupo francês Alstom. Eles são apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) como responsáveis pela distribuição de propina a funcionários públicos do estado de São Paulo.  Eles estão entre os 11 réus que respondem pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Segundo o MPF, após os pagamentos, que chegaram a R$ 23 milhões, foi assinado um aditivo no valor de R$ 181 milhões, em valores atualizados, para construção e ampliação de subestações de energia para o Sistema da Eletropaulo. À época do funcionamento do esquema,  de 1998 a dezembro de 2002, a empresa energética ainda era estatal.

O maior montante bloqueado pertence a Romeu Pinto Junior, R$ 7,9 milhões. Também estão sequestrados R$ 1,3 milhão, de  Jorge Fagali Neto; R$ 470 mil, de José Geraldo Villas Boas; R$ 70 mil, de Sabino Indelicato; e R$ 53 mil de Jean-Pierre Charles Antoine Courtadon . O  juiz federal Marcelo Costenaro Cavali determinou o bloqueio de R$ 32, 4 milhões. Porém, várias contas bancárias listadas na investigação estavam zeradas ou com saldo menor do que o esperado.
Além deles, são acusados Jonio Kaham Foigel, Thierry Charles Lopez, Daniel Maurice Elie Huet, Cláudio Luiz Petrechen Mendes, Celso Sebastião Cerchiari e José Sidnei Colombo Martini.
De acordo com a denúncia do MPF, o esquema, comandado por Charles, Foigel e Daniel Huet consistia em aliciar funcionários com poder de decisão no governo estadual para garantir operações benéficas à Alstom. Conforme o Ministério Público, eles agiam com a ajuda de intermediários, como Cláudio Mendes e Sabino Indelicato, que aproveitavam a proximidade com a cúpula do governo para favorecer o grupo francês.

Segundo a denúncia, os envolvidos recebiam os valores por meio de contratos falsos de consultoria ou pagos por empresas no exterior. O dinheiro era depositado em bancos na Suíça e em Luxemburgo e trazido de volta para o Brasil com a ajuda de doleiros
.
 Em nota, a Alstom disse que as acusações referem-se a temas “do começo dos anos 2000 ou anteriores”. O grupo ressalta que, atualmente, tem implementado regras “estritas de conformidade e ética que devem ser aderidas por todos os funcionários” e que, atualmente, nenhum dos acusados trabalha na empresa.
Créditos: Agencia Brasil 

Quase 200 civis e insurgentes morrem em massacre na Nigéria

Nigéria, vítimas
O número de mortos em um ataque realizado pela seita islamita Boko Haram na quarta-feira na cidade de Bama, no nordeste da Nigéria, terminou em 98 civis e 100 insurgentes mortos, informou nesta sexta-feira a imprensa local. 
No ataque à cidade do Estado de Borno 47 pessoas foram mortas pelos rebeldes, segundo as primeiras informações. Por fim, o número de vítimas chegou a 98 pessoas, enquanto 100 rebeldes morreram na resposta militar do exército nigeriano, segundo fontes da equipe de socorro que atendeu as vítimas do ataque em Bama.

"Descobrimos alguns corpos nas florestas e dentro das casas" de Bama, que ficou sitiada das 4h15 às 12h locais (0h15 às 8h de Brasília), disse Akura Satomi, membro da equipe que participou dos trabalhos de resgate após os ataques. Os criminosos chegaram ao município armados com pistolas, granadas e bombas.Nos ataques, o grupo também matou um chefe de distrito de Goniri Ward, Alhaji Shehu Baa Terab, e destruiu mais de 500 prédios, incluindo o palácio do emir de Bama, Alhaji Kyari Ibn O-Kanemi. O massacre de quarta-feira foi o último de uma série de ações da seita em Bama e em cidades vizinhas.
O presidente do governo local, Baba Shehu Gulumba, disse que cerca de 500 pessoas morreram em ataques desde o início de 2014 em várias regiões. "Os últimos ataques foram os mais prejudiciais", afirmou.Embora o governo federal nigeriano tenha declarado estado de emergência e enviado tropas a Borno e aos estados de Adamawa e Yobe, a seita islâmica continua fazendo ataques mortais que deixaram centenas de mortos.
O Boko Haram, cujo nome significa "educação não islâmica é pecado", luta para impor a "sharia" (ou lei islâmica) na Nigéria, de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.EFE
 Foto: EPA
Créditos: Voz da Russia