segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Paraíba tem melhor geração de empregos formais dos últimos 12 anos

O ano na Paraíba começou aquecido na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revela que o Estado gerou, em janeiro, um saldo de 1.065 postos, melhor resultado da série Caged dos últimos 12 anos. O saldo foi o resultado da diferença de criação de 14.696 postos contra 13.631 desligamentos, colocando a Paraíba ainda como o terceiro melhor resultado da região Nordeste.
Os setores que mais contribuíram para o saldo recorde foram o de serviços, com 914 vagas criadas, e a construção Civil, 832 postos. A pesquisa do Caged mostra ainda que no acumulado dos últimos doze meses, o montante de empregos gerados atingiu 17.852 postos de trabalho, correspondendo a um aumento de 4,70%. “O crescimento de empregos formais, por meio de maior volume de vendas do comércio varejista, de investimentos em obras estruturantes da construção civil e no faturamento maior do setor de serviços, que vem repercutindo na elevação do PIB do Estado a cada ano, são reflexos também das ações de trabalho desenvolvido pelas políticas públicas do Governo do Estado, que têm foco e atenção na criação de empregos e na geração de renda”, destacou o secretário executivo da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Marcos Procópio.
Normalmente, o mês de janeiro, com economia menos aquecida, é um mês de mais desligamentos que admissão, pois comércio e a indústria costumam fazer os ajustes nas contratações de final de ano. Porém, esses setores reduziram fortemente os desligamentos e setores de serviços ligadas às empresas de telemarketing (call center), imobiliárias e de turismo impulsionaram a criação de vagas no mês de janeiro no Estado.
No Nordeste, por exemplo, apenas os estados da Bahia (3.994) e de Sergipe (1.142) tiveram saldos maiores que a Paraíba. Outros estados mais fortes como Pernambuco (-4.695) e Ceará (-3.711) tiveram saldos negativos. No primeiro mês deste ano, a Região Nordeste também amargou saldo negativo de 10.666 vagas.
“Umas das matrizes eleitas desde o início da gestão foram as instalações de empresas de call center. Na área de construção civil, as obras do Estado estão em curso, além de fornecemos incentivo para criação de postos de trabalho, gerando maior massa salarial e expansão do consumo. Atualmente, temos empregabilidade salarial formal em alta e vamos continuar trabalhando para que haja esta trajetória de crescimento”, apontou o secretário Marcos Procópio.
João Pessoa e Campina – O Caged mostrou ainda que João Pessoa e Campina Grande lideraram a criação de vagas no mês passado. Do total de 1.065 postos, a capital paraibana criou 678 vagas, enquanto Campina Grande 293 novas contratações. Outras cidades acima de 30 mil empregos no Estado como Cabedelo (46), Guarabira (45), Mamanguape (38), Sousa (21), Solânea (16), Sapé (9) e Pombal (5) também geraram vagas positivas em janeiro deste ano.
Créditos: Paraíba Total

Descoberta causa primeira do aparecimento da vida no Universo

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Cientistas russos e italianos apresentaram os resultados de pesquisas conjuntas sobre o mecanismo de nascimento da vida no Universo realizada quarta-feira (19), na embaixada da Itália em Moscou.

 Evgueni Krasavin, diretor do Laboratório de Biologia Radioativa do Instituto Unido de Estudos Nucleares em Dubna, e o professor Ernesto Di Mauro, da Universidade de Roma Sapienza, contaram como, graças a complexas experiências, eles conseguiram criar os processos químicos que levaram a compostos pré-biológicos como ácidos gordos e ácidos nucleicos de ARN. Considera-se que eles são precisamente o “material de construção” fundamental para o aparecimento de organismos vivos.
Os estudos foram realizados em exemplares de meteoritos. Pois os materiais de origem espacial são precisamente os componentes mais ativos para a realização da síntese química necessária. No laboratório, os cientistas tiveram de modelar as condições espaciais para compreender como dispara o mecanismo de aparecimento de compostos pré-biológicos. Para isso, amostras de meteoritos foram sujeitas à ação de partículas carregadas nos aceleradores do Instituto Unido de Estudos Nucleares (IUEN).
Além disso, os cientistas assinalaram que, atualmente, no Espaço foram detetadas cerca de 80 moléculas orgânicas. As mais frequentes entre elas são as moléculas de ácido cianídrico (HCN). Quando esse ácido entra em contato com a água, forma-se formamida. Esta é encontrada no pó espacial, nas caudas dos cometas. E precisamente dela podem surgir ácidos gordos e nucleicos, que, como é sabido, são a base da membrana das células. O professor Krasavin explicou a essência da experiência conjunta russo-italiana:
“Foi realizada a radiação de sistemas dispersos de pó meteorítico e formamida, e, depois, estudou-se o que se formou. A radiação apenas da formamida dá origem a alguns produtos, mas quando da radiação de protões com substância de meteoritos, obtemos aqui absolutamente tudo: ARN, diversos açúcares. Aqui existem todos os elementos para construir macro-moléculas informativas e, nas etapas iniciais, para garantir o metabolismo.”
Isso significa que a vida podia formar-se nos mais diferentes cantos do Universo, tal simultaneamente, como em tempos diferentes. Não se pode excluir que continuem a ocorrer hoje semelhantes processos de nascimento da vida. O professor Ernesto Di Mauro, ao falar à Voz da Rússia, dos estudos realizados, assinalou:
"Todos os componentes essenciais no metabolismo são formados espontaneamente. E assim não há necessidade nem de intervenção divina, nem, especialmente, uma química complicada. A vida é muito fácil de organizar. E isso já é uma forte mensagem."
Resumindo, não só os cientistas da Itália e da Rússia, mas também todos nós nos aproximamos da descoberta do grande segredo da criação da vida.
Créditos: Voz da Russia

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância

Um estudo apontou que os bebês nascidos com peso abaixo do normal têm maior chance de desenvolver hiperatividade e depressão na infância. Para chegar à conclusão, a pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto comparou a saúde mental de 665 crianças, com idade entre 10 e 11 anos.
Segundo a pesquisadora responsável, Claudia Mazzer Rodrigues, o estudo dividiu as crianças em cinco grupos de peso: muito baixo (abaixo de 1,5 quilos), baixo (1,5 kg a 2,5 kg), insuficiente (2,5 kg a 3 kg), normal (3 kg a 4,25 kg) e muito alto (acima de 4,25 kg). Esses valores são usados como referência pela Organização Mundial da Saúde. No estudo, constatou-se que as crianças com peso muito baixo representam a maioria das que têm quadros de problemas mentais. Entre as 665 crianças avaliadas, 6,9% apresentavam indicadores de depressão. Os cientistas usaram questionários respondidos pelos pais e pelas próprias crianças.

No Brasil, de 0,4% a 3% das crianças sofrem de depressão. Entre os adolescentes, esse número varia de 3,3% a 12,4%. Quem tem a doença na infância e na adolescência apresenta mais chances de desenvolver depressão em idade adulta. Especialistas definem como causas da depressão em crianças, como perda de vínculos afetivos, divórcio dos pais, falta de apoio familiar e violência física ou psicológica. Os pais devem ficar atentos aos primeiros sinais de alerta, que são queda do rendimento escolar, mudanças repentinas do estado de ânimo, isolamento e tristeza. 
Créditos:Agencia Brasil

domingo, 23 de fevereiro de 2014

CPI do Metrô pode sair em São Paulo

Plenário

Considerada impossível até recentemente, devido à ampla maioria da base de Geraldo Alckmin no Legislativo, comissão pedida pela oposição já tem 29 adesões. Faltam três.

As eleições para deputados estaduais em São Paulo este ano podem pressionar parlamentares da base de sustentação do governador Geraldo Alckmin a rever sua fidelidade intocável ao Palácio dos Bandeirantes. E afrouxar a resistência contrária à Comissão Parlamentar de Inquérito que a bancada do PT tenta viabilizar na Assembleia Legislativa, para apurar a formação de cartel e denúncias de corrupção e pagamentos de propina nos contratos e licitações do Metrô e da CPTM.
Considerado de trânsito quase impossível até recentemente, o requerimento já conta com 29 das 32 assinaturas necessárias. PMDB e PSD, com cinco deputados cada um, são partidos dos quais a oposição espera conseguir os três votos que faltam.
Os deputados Jooji Hato (PMDB) e Osvaldo Vergínio (PSD), por exemplo, já sinalizam que se depender deles a comissão será instalada. “Eu assinaria essa CPI”, diz Hato. “Fiz e aceitei várias CPIs na Câmara Municipal de São Paulo, onde fui vereador por 28 anos. Todas as investigações são importantes”, justifica. “Tudo o que é irregular tem de ter CPI, concordo plenamente”, admite Vergínio.
Os dois parlamentares têm respostas semelhantes também sobre o porquê de ainda não terem aderido à instalação. “Sou de um partido, o PMDB. O mandato pertence ao partido. Tenho um líder, o deputado Itamar Borges. Já conversamos sobre isso. Não se decidiu. Se o partido decidir, eu votaria, sim, pela investigação”, explica Hato. “Tenho de esperar minha bancada. O que ela decidir, eu vou junto”, diz Vergínio.  “A assinatura na CPI depende da minha líder, a Rita Passos.”
Para Hato, a demora na instalação da comissão pode fazê-la perder seu objetivo. “Se fosse antes, podia ter um papel mais importante. Não digo que é desnecessária, mas as investigações dos órgãos competentes, Ministério Público e Justiça, estão bem avançadas. Já estão indiciando vereador, secretários.”
A reportagem procurou os líderes do PMDB, Itamar Borges, e do PSD, Rita Passos, mas não obteve retorno.
Para Jooji Hato, nem a resistência, nem a adesão a uma investigação prejudicariam a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo pelo PMDB, caso a candidatura seja oficializada. “Nós do PMDB não temos nada a ver com essa falcatrua, então não vai prejudicar”, acredita.
O líder do PT na Assembleia, o petista Luiz Cláudio Marcolino, acredita que a pressão política será decisiva para as assinaturas chegarem a 32. “Cada dia que passa, com indiciamento de pessoas ligadas diretamente à cúpula do PSDB e agentes públicos sendo questionados pelo Ministério Público, vai ficando muito difícil os deputados da base do governador não assinarem a CPI”, diz.

Dissidência

O PMDB já tem um voto na lista de assinaturas, o da deputada Vanessa Damo. Mas a dissidência da peemedebista tem uma justificativa: no segundo semestre de 2013, após obter a aprovação de sua proposta de CPI para apurar irregularidades nos serviços de fornecimento de energia prestados pela AES Eletropaulo, ela não conseguiu efetivar a comissão após 13 tentativas. Sua assinatura na CPI do metrô foi uma resposta. “Fiz o que achei certo. Existe a prerrogativa de apurar os fatos e a CPI é importante”, justificou.
Dos 94 parlamentares da Assembleia paulista, apenas 25 são, em tese, de oposição: 22 do PT, dois do PCdoB e um do PSOL Eventualmente o apoio sobe a 26, já que Major Olímpio (PDT), costuma divergir de projetos do Palácio dos Bandeirantes. Olímpio, seu colega de bancada Rafael Silva, Milton Leite Filho (DEM), além de Vanessa, são os quatro votos que têm somado aos 25 da oposição no pedido de CPI do Metrô.
Créditos: Rede Brasil Atual

Datafolha aponta vitória de Dilma no 1º turno com 47% dos votos

 Pesquisa Datafolha divulgada ontem (22) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que a presidenta Dilma Rousseff venceria as eleições presidenciais caso o pleito fosse realizado hoje. Ela venceria no primeiro turno com 47% das intenções de voto contra 17% de Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, e 12% de Eduardo Campos, do PSB. Quando a ex-ministra Marina Silva (PSB) entra no lugar de Campos, angaria 23%. Nesse caso, Dilma venceria com 43% contra 15% de Aécio.
A pesquisa mostra que Dilma mantém sua popularidade e a aprovação do seu governo continua em 41%, índice já apontado pela última pesquisa, realizada em novembro. A gestão é considerada ruim ou péssima por 21%. Para 37% a gestão é regular. Foram entrevistas 2.614 pessoas em 161 cidades entre quarta e quinta-feiras (19 e 20).
Créditos: Rede Brasil Atual

Apesar da seca, perímetro irrigado no Sertão produz 400 mil cocos por mês e emprega 11 mil

Mesmo na estiagem, produção é normal
No alto sertão da Paraíba, no município de Sousa, a água de coco é destaque nacional como uma das melhores do Brasil. Parte do cultivo é feito em Várzea de Sousa. O perímetro tem área irrigável de 4.391 hectares, com produção média de 400 mil cocos por mês. A atividade gera cerca de onze mil empregos diretos e indiretos, com distribuição local e para Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Mesmo no período de estiagem, a produção de coco em Várzea de Sousa ocorre normalmente em virtude do uso do sistema de irrigação localizada, que diminui o consumo de água. O solo fértil e o sol mais forte do sertão também contribuem para a qualidade do fruto e deixam a água mais doce.

O agricultor José Carlos Casimiro, que sempre trabalhou com plantio para manter a renda familiar e produz em Várzea há mais de 14 anos, diz que a irrigação localizada diminuiu o desperdício de água e melhorou a produção. “Estou plantando e colhendo normalmente nos meus cinco hectares. Com a irrigação localizada, eu só consumo a água necessária, sem desperdício. Com isso, de 35 a 40 dias eu posso dar um corte no coco”, conta Casimiro. 

O perímetro, situado entre os municípios de Sousa e Aparecida, é fruto da parceria do Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Irrigação (Senir), com o Estado da Paraíba.

Para o secretário nacional de Irrigação, Miguel Ivan, o apoio aos pequenos agricultores e modernização das técnicas de irrigação trazem resultados satisfatórios. “Sabemos que esse período de estiagem é difícil produzir no sertão, mas com as novas tecnologias de irrigação é possível o cultivo. É importante manter a renda e a produção dessas famílias”, conclui o secretário.
Créditos: Portal Correio

ONU aprova resolução para ajuda humanitária à Síria

ONU aprova por unanimidade resolução para ajuda humanitária à Síria
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou hoje, por unanimidade, resolução não vinculativa solicitando o levantamento do cerco de várias cidades sírias e facilidades de circulação para grupos de ajuda humanitária no país. 

Depois de ter ameaçado com um veto, a Rússia acabou subscrevendo texto apresentado pela Austrália, por Luxemburgo e pela Jordânia, e apoiado pelo Reino Unido, pelos Estados Unidos e pela França. No entanto, alguns diplomatas duvidam da eficácia da Resolução 2.139, sem que haja sanções automáticas para forçar o regime sírio a deixar passar os veículos de ajuda humanitária. 
Desde o início da crise na Síria, em março de 2011, a Rússia bloqueou por três vezes a aprovação de uma resolução destinada a pressionar o regime de Bashar al Assad e contou com o apoio da China, que se associou à posição russa.
 O Conselho de Segurança das Nações Unidas já tinha adotado, em outubro do ano passado, declaração na qual reclamava melhor acesso à ajuda humanitária na Síria, mas esta acabou por não ter qualquer efeito.
Créditos: Agência Brasil