quinta-feira, 22 de maio de 2014

73% dos paulistanos desaprovam protestos


Diante do caos gerado pela greve de motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo, pesquisa Datafolha aponta que, para 73% dos paulistanos, protestos geram mais prejuízos que benefícios - seja para eles mesmos (69%), ou para o conjunto da sociedade (73%).
Também foi registrado queda no apoio às manifestações, hoje de 52%. Em 2013, após os protestos de junho e de setembro, o apoio dos paulistanos aos protestos era de 89% e de 74%, respectivamente.
Na época, os atos foram iniciados pelo Movimento Passe Livre. Agora, por empregados de empresas de ônibus, que bloquearam vias da cidade e reduziram as opções de acesso da população ao trabalho. Quanto à Copa do Mundo, Datafolha apontou que 45% são a favor do evento e 43%, contra (leia mais).
Créditos: Portal Brasil 247

Paralisação de ônibus em SP: Prefeitura não vai aceitar chantagem

Apesar de negociação, duas garagens amanhecem fechadas em SPO prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o secretário de municipal de Transportes, Jilmar Tatto, reafirmaram em coletiva no início da noite de ontem (21) as ações já anunciadas contra atos de vandalismo e as paralisações de ônibus em São Paulo. Mas Tatto prometeu que as ações serão "firmes". “Reafirmamos que a prefeitura não vai ficar refém, aceitar chantagem, e seremos firmes em relação a atos de vandalismo. Tivemos atos hoje de sabotagem.” Perguntado sobre que atitudes “firmes” a prefeitura adotará caso esses atos continuem, não foi explícito. “Se houver atos de vandalismo e sabotagem, se grupos obstruírem o direito de o ônibus andar, serão tomadas medidas assim que acontecer.” Esses atos serão em parceria com as polícias civil e militar.
Haddad ficou alguns minutos na entrevista. Tatto anunciou que a administração municipal vai notificar os dois lados envolvidos no “caos”. “Como a prefeitura está pagando em dia suas obrigações, estamos notificando extrajudicialmente as empresas que prestam serviços e o sindicato dos condutores, para que cumpram suas obrigações, sob pena de serem multados”, afirmou. Ele repetiu que a prefeitura não pode interferir na relação entre trabalhadores e patrões das concessionárias. “A questão da negociação é uma relação privada, entre sindicato patronal e de empregados. É uma concessão, não compete à prefeitura. Estamos fazendo a nossa parte.”
Tatto disse que a Secretaria pediu oficialmente ao Ministério Público a tomada de providências sobre os eventos na capital paulista. “Nós provocamos o MP, que também está agindo. A conversa com o MP foi muito boa e com o comando da PM e da Civil, no sentido de coibir esses atos de vandalismo, também.”
O secretário voltou a dizer que a prefeitura desenvolverá a partir de amanhã ações junto à Secretaria de Segurança Pública. “Ela se comprometeu a designar um delegado da seccional do centro para abrir inquérito sobre o que está acontecendo, porque não é uma ação do sindicato, mas de um grupo de pessoas e precisamos detectar quem são essas pessoas.”
Como já dissera durante o dia, o secretário afirmou que haverá um membro da SPTrans na central do Copom para dar conta das ocorrências junto ao comando da polícia. “Quando tiver uma obstrução de via, agiremos com guinchos, com segurança para o agente que vai tirar esses carros da rua.”
Tatto disse acreditar no fim da paralisação amanhã. Caso continue, a prefeitura suspenderá o rodízio e vai implementar a operação Paese. “Se continuar a paralisação vamos suspender o rodízio, mas estamos esperando o bom senso, que a vida volte ao normal.”
Créditos: Rede Brasil Atual

Médicos implantam vagina construída em laboratório

Um grupo de médicos americanos conseguiu implantar vaginas criadas em laboratório em quatro mulheres.
Os médicos do Centro Médico do Hospital Wake Forest, no Estado americano da Carolina do Norte, usaram uma tecnologia pioneira retirando amostras de tecido das mulheres e construindo em laboratório a parte implantada a partir de um molde biodegradável.
Depois do implante, as pacientes relataram níveis normais de "desejo, excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação", além de não terem relatado dor durante a relação.
Os especialistas afirmam que o estudo, publicado na revista especializada Lancet, é a última amostra dos avanços em medicina regenerativa.
O tecido artificial foi implantando em pacientes que sofriam de má formação dos órgãos genitais. A formação incompleta se dá, geralmente, ainda durante a gestação, o que pode acarretar outros problemas na vida adulta dessas mulheres, como anormalidades em órgãos reprodutivos. Duas das pacientes, por exemplo, tinham as vaginas conectadas ao útero.
Agora, depois do implante, elas relatam vida sexual normal. Ainda não ocorreram casos de gravidez, mas em teoria isto é possível.

Tratamentos atuais e inovação

Os tratamentos usados atualmente para este tipo de problemas podem envolver cirurgias complicadas para a criação de uma cavidade que é revestida com partes do intestino ou enxertos de pele.
O novo tratamento foi iniciado pelos médicos do Hospital Wake Forest quando as pacientes ainda estavam na adolescência.
O primeiro implante ocorreu há oito anos. A região pélvica das jovens foi escaneada e as imagens foram usadas para criar um molde em 3D para cada paciente.
Uma pequena amostra de tecido retirada da vulva de cada uma, que não tinha se desenvolvido normalmente, foi então cultivada para a criação de novas células em laboratório.
Células musculares foram implantadas do lado de fora do molde e células da parte interna da vagina na parte de dentro. Os moldes com as células foram mantidos em um reator biológico para alcançar o tamanho desejado e, depois, implantados cirurgicamente em cada uma das pacientes.
Uma das pacientes, que deu entrevista sem revelar o nome, afirmou que se sente "muito feliz, pois agora tenho uma vida normal, completamente normal".
"Realmente, pela primeira vez criamos um órgão inteiro que nunca esteve lá, foi um desafio", disse à BBC Anthony Atala, diretor do Instituto de Medicina Regenerativa do Wake Forest.
O médico afirmou que ter uma vagina normal era "algo muito importante" para as vidas das pacientes e testemunhar a diferença que o tratamento fez "foi muito gratificante".
Enquanto os médicos americanos relatavam o sucesso do implante de vaginas criadas em laboratórios, pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, usaram uma técnica parecida para reconstruir o nariz em vários pacientes que sofriam de câncer de pele.
O implante poderá substituir as cartilagens retiradas das costelas ou das orelhas para reconstruir o dano causado ao tecido depois da retirada de um câncer.
Créditos: BBC Brasil

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Gabrielli diz que Dilma não é responsável por compra de refinaria

Ex-presidente da Petrobras foi ouvido pela CPI exclusiva do Senado. Ele afirmou que operação foi autorizada por todos os conselheiros
O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli afirmou nesta terça-feira (20) à CPI do Senado que investiga denúncias contra a estatal que a presidente Dilma Rousseff não é "responsável" pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A transação, concretizada em 2006, é alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) devido a suspeitas de irregularidades. Em abril, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", Gabrielli cobrou que a chefe do Executivo não podia "fugir da responsabilidade dela". À época da aquisição da planta de refino norte-americana, a petista comandava a Casa Civil e o conselho de administração da Petrobras.
Nesta terça, indagado sobre a responsabilidade da presidente na operação, o ex-dirigente da petroleira mudou o tom. Em um depoimento boicotado pela oposição, Gabrielli disse que Dilma é uma "profissional extremamente competente" e de "opiniões firmes", mas ressaltou que as decisões do Conselho Administrativo são colegiadas e que não competiam apenas a ela.
"Não considero a presidente responsável. A responsabilidade da compra de Pasadena é da diretoria e do Conselho. Não é um processo de decisão individualizado, é um processo coletivo", declarou Gabrielli aos senadores.
Em nota oficial divulgada em março, a presidente informou que havia se baseado em um parecer "falho" quando votou favoravelmente à compra de 50% da refinaria dos Estados Unidos.
Contrato
Na audiência desta terça, Sérgio Gabrielli afirmou aos congressistas que o conselho de administração da Petrobras aprovou a compra de metade da planta de refino norte-americana com base apenas em um resumo das negociações. Segundo ele, os conselheiros não tiveram acesso à integra do contrato.
"O Conselho, historicamente, desde década de 90, toma decisões com base em sumário executivo e não com base em documentos totais porque são processos muito grandes que não teriam condições de o conselho analisar", disse.
Ele destacou, contudo, que antes de chegar ao colegiado mais alto da petroleira, os processos são avaliados por diversas áreas da empresa e que a operação não foi feita "a toque de caixa". "Não é um papel debaixo do braço que você vota."
Uma das cláusulas omitidas foi a Put Option, a qual determinava que, em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações. A segunda era a Marlim, que garantia à sócia da Petrobras, Astra Oil, um lucro de 6,9% ao ano.
Gabrielli confirmou que as duas cláusulas não constavam do sumário apresentado ao conselho, mas disse que ambas são "normais". O ex-presidente admitiu ainda que ele tinha conhecimento da cláusula Put Option apesar de não ser explicitada no documento.
"A cláusula Put Option eu sabia. A cláusula Marlim eu tive conhecimento quando começamos a entrar no processo de expansão da refinaria”, disse. Ele ponderou, contudo, que as duas condições não estavam em “questão” no momento da compra. “Naquela época, a questão não era a cláusula Marlim. A questão era: vale a pena ampliar o refino no exterior?", concluiu.G1
Créditos: WSCOM

Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível


O câncer de próstata pode ser uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção comum, porém muitas vezes silenciosa, transmitida durante a relação sexual, de acordo com um grupo de pesquisadores americanos.

Apesar de vários tipos de câncer serem causados por infecções, o grupo britânico Cancer Research UK, que realiza pesquisas sobre a doença, diz que é muito cedo para adicionar o câncer de próstata a esta lista. Cientistas da Universidade da Califórnia testaram células da próstata humana em laboratório e descobriram que uma infecção sexual chamada tricomoníase ajudava no crescimento do câncer.
Agora, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa ligação, disseram os cientistas na publicação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).
Créditos: BBC Brasil

Prefeitura de SP diz que paralisação no transporte é caso de polícia e aciona MP

onibus_Mauricio Camargo_Eleven_Folhapress.jpg A prefeitura de São Paulo irá acionar as polícias Civil e Federal para investigar as motivações da ação de trabalhadores de empresas de ônibus que prestam serviço na cidade ao promover uma paralisação do serviço durante todo o dia de ontem (20). Para a administração de Fernando Haddad (PT), o ato foi “anormal”. A prefeitura quer saber se parte do sindicato ou empresas de ônibus estão envolvidas na organização do protesto.
A gestão paulistana irá preparar um dossiê apontando que chaves de ônibus foram jogadas no lixo depois de os veículos terem sido estacionados em vias públicas, por exemplo, e o Ministério Público deve mover uma ação civil pública, afirmou o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, durante entrevista coletiva convocada no final desta tarde. “Vamos tomar todos os cuidados para que não aconteça de novo.”
Haddad afirmou que ontem havia sido informado que os sindicato dos trabalhadores e patronal haviam chegado a um acordo em relação ao reajuste de salários, fato que chegou a ser comemorado. Mas, hoje, motoristas e cobradores da empresa Santa Brígida, que atuam principalmente nas zonas oeste e norte da capital, iniciaram a paralisação por volta das 9h50 da manhã.
Diversos ônibus foram estacionados em corredores, afetando também as linhas que não são atendidas pela empresa. Os terminais Pirituba, Cachoeirinha, Santana e Casa Verde, na zona norte; Pinheiros, na zona oeste, e Princesa Isabel, Amaral Gurgel, Bandeira e Mercado no centro; Lapa, Barra Funda, Butantã, na zona oeste; e Sacomã, na zona sul, ficaram paralisados.
Corredores como o da rua da Consolação, das avenidas Nove de Julho e General Olímpio Silveira, e o largo do Paissandu, no centro, ficaram tomados por coletivos estacionados. Segundo a prefeitura, a Polícia Militar será acionada para ajudar na retirada dos veículos da rua.
Pelo menos 230 mil usuários foram atingidos. Para Haddad, a ação foi “inapropriada e inadmissível”. Segundo o prefeito, o ato foi realizado de “surpresa”, sem que sequer uma reivindicação fosse apresentada.
A administração municipal e o próprio sindicato dizem não saber que grupo iniciou a ação. “Foi uma penalização para a população injustificável e inadmissível. Como você tem uma atitude dessa sem sequer anunciar quem você é e qual a sua motivação, contrariando a própria direção do sindicato, o que é mais incomum ainda? Às vezes o trabalhador se insurge contra o patrão, às vezes contra o poder público, mas contra a direção do sindicato, sem se apresentar, dessa maneira, é uma coisa muito inusual”, afirmou Haddad. “Daí a necessidade de levar as informações para as autoridades para que possam investigar e possam ajudar para que isso não se repita.”
Créditos: Rede Brasil Atual

Dilma sanciona lei que torna crime hediondo exploração sexual

A presidenta Dilma Rousseff sanciona hoje (21) à tarde a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável. A nova lei é sancionada durante a Semana Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Aprovado em votação simbólica na última terça-feira (13) na Câmara dos Deputados, o projeto estipula como exploração sexual de criança e adolescentes a utilização deles em atividades sexuais remuneradas, a pornografia infantil e a exibição em espetáculos sexuais públicos ou privados. A proposta diz que o crime ocorre mesmo que não haja ato sexual propriamente dito, mas qualquer outra forma de relação sexual ou atividade erótica que implique proximidade física e sexual entre a vítima e o explorador. A pena prevista passa a ser de quatro a dez anos de reclusão, aplicável também a quem facilitar essa prática, impedir ou dificultar o seu abandono pela vítima. Incorrerá na mesma pena quem for pego praticando sexo ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 e maior de 14 anos no contexto da prostituição.
Os condenados por esse tipo de crime não poderão pagar fiança e não terão direito a anistia, graça ou indulto natalino. A pena imposta terá de ser cumprida inicialmente em regime fechado. Para a progressão de regime, será exigido o requisito objetivo de cumprimento de, no mínimo, dois quintos da pena aplicada, se o apenado for primário, e de três quintos, se reincidente.
A Lei do Crime Hediondo (8.072/90) já prevê essa classificação para outros dez crimes graves, como estupro de crianças e adolescentes menores de 14 anos e pessoas vulneráveis (que não têm condições de discernimento para a prática do ato devido a enfermidade ou deficiência mental), latrocínio e sequestro seguido de morte.
Antes de sancionar a nova lei, a presidenta Dilma Rousseff receberá os criadores do aplicativoProteja Brasil, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) segunda-feira (19).
Desenvolvido para smartphones, o aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente, facilita a denúncia para esse tipo de crime. A partir do local onde o usuário está, o Proteja Brasil indica telefones e endereços e o melhor caminho para chegar a delegacias especializadas de infância e juventude, conselhos tutelares, varas da infância e organizações que ajudam a combater a violência contra a infância e adolescência nas principais cidades brasileiras.
Créditos: Agencia Brasil