segunda-feira, 5 de abril de 2021

Petrobras eleva o preço do gás natural em 39%

A Petrobras vai elevar em 39%, em média, o preço do gás natural vendido a distribuidoras. O anúncio foi feito pela estatal na segunda-feira (5), e valerá a partir de 1º de maio. A companhia afirmou em nota que precisa fazer os reajustes em função de sua política de preços.

O aumento deve-se, principalmente, à recente valorização das cotações do petróleo no mercado internacional, à taxa de câmbio (valorização do dólar) e ao índice inflacionário IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado, que mede a variação dos preços. Ou seja, se há inflação ou deflação).

O gás natural é um importante insumo para indústrias, termoelétricas e serve de matéria-prima, por exemplo, para produção de fertilizantes. O repasse ao consumidor, porém, depende da legislação de cada estado, escreve o Poder 360.

De qualquer forma, o gás canalizado deve ter um impacto forte sobre a taxa de inflação de maio. Até agora, a Petrobras já reajustou em 2021 a gasolina em 46,2% neste ano. O diesel, em 41,6%; e o gás em botijão, em 17%. Créditos: Sputnyk

Brasil registra mil violações de direitos humanos por dia

No total, foram cerca de 350 mil denúncias relacionadas aos direitos humanos. É válido ressaltar que uma denúncia pode conter várias violações, como maus tratos, tráfico de pessoas ou exploração sexual.

O Disque 100 e o Ligue 180 registraram cerca de 1 mil denúncias de violações de direitos humanos por dia, em 2020. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

As mulheres foram as principais vítimas. A violência contra mulher e a violência doméstica somaram mais de 105 mil denúncias em 2020. Em seguida, aparece a violência contra a criança e o adolescente, com 95 mil registros, e a violência contra a população idosa, com quase 88 mil casos. Saiba mais aqui Créditos: Observatório do Terceiro Setor

Brasil tem 29 fábricas de veículos paradas

BBC-Crise no fornecimento de componentes, queda de demanda no mercado interno e o agravamento da pandemia, levou à paralisação total ou parcial de 13 das 23 montadoras de automóveis do país, e já somam 29 fábricas paradas, de um total de 58. Os dados são da Anfavea.

Entre janeiro e fevereiro, durante a crise de falta de oxigênio em Manaus, ao menos quatro fabricantes de motocicletas da Zona Franca paralisaram temporariamente a produção, segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Outras indústrias da região tiveram que reduzir turnos devido ao toque de recolher imposto para conter a proliferação do vírus no Estado.

Com a parada de produção, especialistas no setor automotivo estimam que até 300 mil veículos podem deixar de ser produzidos esse ano. E entre 60% e 70% dos cerca de 105 mil empregados diretos do setor estão em casa nesse momento. 

A paralisação temporária de parte da indústria piora a perspectiva para o desempenho da economia brasileira em 2021. As projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) já vêm sendo reduzidas desde janeiro, devido ao agravamento da pandemia e lento avanço da vacinação.

No início do ano, a projeção mediana do mercado para o avanço do PIB em 2021 era de 3,4%, após queda de 4,1% registrada em 2020. No boletim Focus do Banco Central mais recente (de 29/3), a previsão de crescimento para esse ano já estava em 3,18%. Mas os mais pessimistas já apostam em números abaixo dos 3%.

A Volkswagen foi a primeira montadora a anunciar a suspensão da produção no país, no dia 19 de março. "Com o agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI nos estados brasileiros, a empresa adota esta medida a fim de preservar a saúde de seus empregados e familiares", informou a companhia, na ocasião.

Nos dias seguintes, os anúncios de parada se sucederam. Algumas das empresas apontaram a falta de componentes como motivo para redução da produção, caso da Volvo e da GM."

A Volvo vai reduzir a produção de caminhões em sua fábrica de Curitiba", disse a montadora sueca. "O motivo é o alto nível de instabilidade na cadeia - global e local - de abastecimento de peças, principalmente semicondutores, combinado com o agravamento da pandemia".No último levantamento da Anfavea (de 30/3), estavam paradas: Mercedes, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volkswagen Caminhões e Ônibus, BMW, Agrale, Honda, Jaguar e Nissan. GM e Volvo não pararam totalmente, mas reduziram substancialmente a produção.

As paralisações começaram em 24 de março e as empresas planejam voltar entre 5 de abril e o final de maio. Mas os analistas avaliam que as paradas podem ser estendidas, dependendo do andamento das medidas de isolamento social nos estados e municípios, já que em muito deles as concessionárias estão fechadas, impedindo as vendas. Foto: Divulgação. Créditos: BBC Brasil

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Governo reduz quase pela metade previsão de vacina para abril

O ministério da Saúde, através do Ministro Marcelo Queiroga, informou ontem (31), que só tem previsão de receber e distribuir, em abril, pouco mais da metade das doses de vacinas contra Covid-19 anunciadas anteriormente pelo governo federal.

Queiroga prevê agora 25,5 milhões de doses, mas o cronograma divulgado em 19 de março pelo Ministério da Saúde tinha a previsão de recebimento de 47,3 milhões de doses.

Da lista acima, Covaxin e Sputnik não obtiveram ainda autorização para uso emergencial. Outro ponto de dúvida é a entrega de 2 milhões de doses importadas já prontas da vacina de Oxford, que não têm previsão de ser concretizada.

"Em relação a vacinas, em abril, previsão de 25,5 milhões de doses. Há atrasos na entrega das duas principais indústrias nacionais, Butantan e Fiocruz, há questão da vacina indiana, que a Anvisa ontem suspendeu a planta", disse o ministro.

O problema na "planta" citado pelo ministro está relacionado com as inspeções feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na empresa na Índia. A agência negou a certificação de boas práticas de fabricação à Bharat Biotech, empresa de biotecnologia indiana que desenvolveu a Covaxin. Foram ao menos 14 pontos de problemas apresentados na vistoria feita na fábrica. Créditos: G1

terça-feira, 30 de março de 2021

Queda de ministros indica 'limite da governabilidade'

Sputnik-Demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, revela um processo de deterioração das relações do governo com as Forças Armadas. Quem afirma é o cientista político Danilo Bragança em entrevista à Sputnik Brasil.
Em nota oficial, Azevedo e Silva anunciou que sai com "certeza da missão cumprida", afirmando que preservou "as Forças Armadas como instituições do Estado".

O cientista política e professor de Relações Internacionais da UFF, Danilo Bragança, disse à Sputnik Brasil que todas essas movimentações do governo indicam mudanças muito fortes no jogo de forças da política brasileira.

De acordo com ele, a mudança de ministros que agitou a vida política do país no começo desta semana sugere que estejamos entrando no limite da governabilidade de Bolsonaro e das relações do bolsonarismo com outras instituições e poderes.

De acordo com Danilo Bragança, a chegada do centrão, a partir dos acordos que levaram Arthur Lira e Rodrigo Pacheco à presidência da Câmara e do Senado, respectivamente, acabou virando um obstáculo para o governo Bolsonaro.

"Se imaginava no começo um governo formado por uma base evangélica muito forte, uma base de policiais militares e as Forças Armadas [...] Essa base aos poucos ficou sendo formada somente pelas Forças Armadas, tendo à frente de ministérios-chave como Defesa, da Saúde, da Infraestrutura, entre outros, militares da ativa ou da reserva", declarou.

O especialista argumentou que a saída de Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde já havia indicado um certo desgaste, porque "embora Pazuello tenha sido um ministro catastrófico para o nosso país, no geral ele tinha algum respaldo das Forças Armadas".

"A saída do Pazuello representou um processo de deterioração também das relações entre as Forças Armadas e Bolsonaro, entre esse partido militar propriamente dito que está no governo e as Forças Armadas enquanto instituição. Esta relação foi ruindo", afirmou.

O especialista avaliou que as mudanças ministeriais da segunda-feira (29) revelam um processo de deterioração das relações do governo com as Forças Armadas, ao mesmo tempo que há um processo de "acomodação" das relações entre o governo, o Executivo e o Legislativo, sobretudo com o Senado, que atacou duramente o Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores. O ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, estava à frente do Ministério da Defesa desde o início do governo de Jair Bolsonaro. Foto: EBC. Créditos: Sputnik

segunda-feira, 29 de março de 2021

Estudo conclui que covid-19 saltou de morcegos para humanos através de outro animal

Um estudo conjunto da OMS e China diz que transmissão da COVID-19 de morcegos para humanos através de outro animal é o cenário mais provável e que a hipótese de vazamento de laboratório é "extremamente improvável".

A possibilidade de um vazamento do vírus de um laboratório é "extremamente improvável", de acordo com um estudo conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da China sobre as origens do novo coronavírus, informa a Associated Press.

No estudo, os pesquisadores analisaram quatro cenários por ordem de probabilidade. Os cientistas consideram muito provável que o vírus tenha sido transmitido por um segundo animal, enquanto a disseminação direta de morcegos para humanos é considerada apenas provável.

O documento não é conclusivo sobre se o surto começou no mercado de frutos do mar de Wuhan, onde se registraram os primeiros casos em dezembro de 2019. O relatório diz que "a distância evolutiva entre esses vírus de morcegos e o SARS-CoV-2 é estimada como extremamente afastada, o que sugere um elo perdido". Entretanto, a disseminação através de produtos alimentícios animais congelados também foi considerada improvável.

O surto do novo coronavírus foi declarado como pandemia em 11 de março de 2020. O relatório baseia-se em grande parte na visita de uma equipe de especialistas internacionais da OMS a Wuhan, a cidade chinesa onde a COVID-19 foi detectada pela primeira vez, de meados de janeiro a meados de fevereiro de 2021. Foto: Vladimir Fedorenco. Créditos: Sputnik

8 a cada 10 pacientes intubados com COVID morreram nas UTIs

A partir de dados do Ministério da Saúde, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelaram que, apenas entre novembro de 2020 e março deste ano, oito a cada dez pacientes intubados com COVID morreram nas UTIs dos hospitais brasileiros.

O país tem uma das maiores taxas de mortalidade do mundo de pacientes internados: 83,5%. Recentemente uma pesquisa já havia analisado dados do ano inteiro de 2020 e o resultado não foi menos estarrecedor: 2 a cada 3 pacientes intubados com COVID faleceram em 2020 nas UTIs do país.

Ainda, um levantamento feito pelo O GLOBO mostrou que quatro a cada dez mortes por COVID-19 no Brasil acontecem sem que sequer o paciente chegue à UTI. Isso porque ou as UTIs estão superlotadas ou há falta de profissionais da saúde nos hospitais. Estes trabalhadores se veem sobrecarregados em meio à pandemia, sem que o governo federal, o Congresso ou os governos estaduais tomem providências para garantir mais contratação de trabalhadores da saúde e aumento dos leitos de UTI, medidas essenciais frente ao colapso dos sistemas de saúde. Foto: Arquivo SECOM. Créditos: Esquerda Diario