quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quais as chances de uma 3ª guerra mundial?

Cemitério da Primeira Guerra Mundial em Ieper, na Bélgica (AP)Parece improvável que, cem anos depois do início da Primeira Guerra Mundial, outra guerra nesta escala possa ser desencadeada. 
Mas era exatamente isto que as pessoas acreditavam antes do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua esposa dele por um extremista sérvio em junho de 1914.
 Atualmente, existem no mundo alguns focos de conflito: a Europa e a Rússia vivem um momento de tensão devido à situação na Ucrânia, e a China e o Japão também discutem a posse de algumas ilhas no Mar do Leste da China.
Em tempos como estes, há dois riscos específicos. O primeiro é que países menores possam arrastar os maiores para conflitos.
Em 1914, após o assassinato do arquiduque, Rússia, França e Grã-Bretanha se envolveram com o lado sérvio, enquanto a Alemanha apoiou a Áustria.
O segundo risco é que os governos fiquem tentados a acreditar que podem iniciar guerras limitadas e bem-sucedidas que vão acabar rapidamente. Geralmente eles estão errados.
Nos dias de hoje presumimos que nosso mundo globalizado está conectado demais para que uma guerra mais ampla aconteça. Talvez, mas em 1910, um homem chamado Norman Angell também pensava assim.
Angell escreveu o livro A Grande Ilusão para provar que a guerra seria uma loucura, devido aos laços comerciais existentes entre as grandes potências na época.
O livro foi um grande sucesso mas, apesar de Angell estar certo em sua percepção de que um conflito seria insano e de ter recebido o Prêmio Nobel da Paz 22 anos depois, a guerra aconteceu de qualquer jeito.
No entanto as coisas mudaram muito em cem anos. Não importa o que possa parecer, nosso mundo é menos perigoso, e a tendência à guerra é menor do que era.
A ameaça de um conflito nuclear generalizado também não existe mais.
No momento, existem mais de 30 guerras em andamento no mundo. Mas elas tiram menos vidas humanas do que antes.
Entre 1950, quando a Guerra da Coreia começou, e 2007, quando o número de mortes na Guerra do Iraque finalmente começou a cair, ocorriam algo perto de 148 mil mortes por ano devido a guerras.
De 2008 a 2012 este número caiu de forma dramática, para 28 mil por ano. E poderá ser ainda menor em 2014.
Ao analisar os números de uma forma um pouco diferente, vemos que nos 14 anos do século 21, até o momento, o número médio de mortes em guerras foi de 55 mil - apesar de sempre haver uma polêmica cercando estes números, principalmente no que diz respeito ao número preciso de pessoas que morreram no Iraque depois da ofensiva americana e britânica no país.
Mas este número é a metade do que foi registrado na década de 1990 e um terço do número de mortes que ocorreram durante a Guerra Fria.
Teremos uma guerra mundial em um futuro próximo?
Não podemos saber mais do que Norman Angell sabia em 1910 quando lançou seu livro. Mas, desta vez, com certeza, é mais seguro esperar que não teremos.
 Por John Simpson Editor Internacional, BBC News
Créditos; BBC Brasil

Petrobras tem lucro líquido de R$ 23,5 bilhões e cresce 11% em 2013

Petroleira reduziu ativos e tem lucro para cima em 2013A Petrobras anunciou ontem (25) que seu lucro líquido em 2013 ficou em R$ 23,57 bilhões, 11% superior ao registrado em 2012, quando o resultado foi o pior em oito anos. Segundo nota divulgada pela estatal, a alta aconteceu em função do reajuste nos preços do diesel (20%) e da gasolina (11%), do aumento da produção de derivados, da redução nos custos e dos ganhos com as vendas de ativos.  No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido foi R$ 6,2 bilhões, 85% superior ao do terceiro trimestre.

Ainda de acordo com a nota da Petrobras, a produção de petróleo e gás natural, no ano passado, totalizou 2,4 milhões de barris por dia, 2% inferior à de 2012. O motivo da redução foram os adiamentos no início da produção dos novos sistemas, declínio natural dos campos e vendas de ativos no exterior. Já a produção média de derivados refinados totalizou 2,1 milhões de barris por dia, 6% mais que em 2012. Segundo a Petrobras, isso reduziu a necessidade de importação de diesel e gasolina em 2013.

O balanço deveria ter sido divulgado no dia 14, mas foi adiado para hoje. No início do mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente do Conselho de Administração da estatal, disse que a decisão de adiar a divulgação foi técnica. Na ocasião, a decisão assustou o mercado, e as ações da Petrobras tiveram queda.
Créditos: Agência Brasil

Com cinco novas fábricas, Paraíba será 2º maior produtor de cimento do País

Cinco grandes empresas formarão o Polo Cimenteiro no Litoral Sul, elevando em 400% a produção atual.

O ano de 2014 será um marco para o desenvolvimento industrial da Paraíba, quando o Estado se consolidará como polo cimenteiro operado por seis grandes fábricas, uma delas existente há décadas em João Pessoa. Neste ano a produção já será a segunda maior do Brasil.
A Paraíba tem história na fabricação de cimento, já abrigou a primeira fábrica do país, construída em 1892. Agora, cinco grandes empresas formarão o Polo Cimenteiro no Litoral Sul, elevando em 400% a produção atual. Atualmente, a Paraíba produz 2,5 milhões toneladas de cimento por ano. E a projeção é de que atinja 10 milhões de toneladas por ano. Este potencial alimentará, entre outros, a cadeia de concreto e pré-moldados, construção civil industrial e residencial, além de todo setor imobiliário.
A região litorânea foi escolhida por ter solo rico em calcário e por sua localização estratégia no Nordeste. Os empreendimentos em execução tem investimentos de R$ 2,3 bilhões, gerando 6.600 oportunidades de trabalho.
As construções já trazem novos ares para o desenvolvimento econômico das cidades. No município de Alhandra, a fábrica da Elizabeth Cimentos está com obras em andamento, bem como em Pitimbu, onde se instalará a Brennand Cimentos.
Além dessas, a Cimpor, que já possui uma unidade em João Pessoa, está construindo sua segunda fábrica paraibana na cidade do Conde, e o Grupo Votorantim avança também com seu projeto na cidade de Caaporã, cidade que terá a indústria Lafarge ampliada.
A formação do Polo Cimenteiro da Paraíba é parte de uma estratégia para consolidação de um setor econômico de base que fornecerá subsídios às demais indústrias. A diretriz de uma política de longo prazo para a atração de empresas foi fixada com estudos de potencialidades e negociações com as grandes empresas produtoras de cimento.
Ainda em 2011, a Paraíba realizou o 1º Fórum de Fomento da Cadeia Produtiva do Polo Cimenteiro que discutiu assuntos relacionados à cadeia produtiva para formação do polo setorial no Estado. O evento reuniu técnicos do Governo, representantes de instituições ambientais, indústrias cimenteiras e fornecedores de máquinas e equipamentos, transporte e logística.
A tradição da Paraíba na fabricação de cimento vem do final do século 19. Com o crescimento da população houve um aumento também nas obras públicas e residenciais. Assim, o Brasil precisava acompanhar essa evolução e começar a produzir seu próprio cimento. Então, em 1888, o engenheiro Louis Felipe Alves da Nóbrega, na Paraíba, e o comendador Antônio Proost Rodovalho, em São Paulo, deram o início aos primeiros dois projetos de implantação de fábricas de cimento no país.
A fábrica da Paraíba foi a primeira do Brasil, inaugurada no ano de 1892. Porém, por razões que vão desde a deficiência técnica até as condições econômicas adversas, a indústria só funcionou por três meses. No ano de 1933, foi construída em João Pessoa uma nova fábrica de cimento, a oitava do país. Desde 1999, a indústria passou a fazer parte do Grupo Cimpor e opera até os dias de hoje.
As cidades em que as cimenteiras estão se instalando já vivenciam os efeitos do desenvolvimento. Em Pitimbu, a Brennand Cimentos iniciou o projeto 'Mãos Dadas com o Futuro' para capacitação dos moradores da região em uma parceria com o Governo do Estado, Prefeitura de Pitimbu, Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a ong Mais Consultoria Social.
Os jovens que tradicionalmente trabalhavam na atividade rural passaram a se capacitar para trabalhar no meio industrial. Até a conclusão do projeto, serão formados 900 alunos que recebem aulas voltadas à construção civil e ao setor metal mecânico, como montador de andaimes, eletricista, instalador hidráulico, pedreiro, servente, entre outros.
Como forma de incentivo aos estudos, os alunos também ganham uma cesta básica por mês e, ao final do curso, recebem certificado do Senai. Em seguida, participam de seleção para atuar na construção e operação da fábrica. “Conhecemos o perfil, o potencial do município e, por isso, queremos que os moradores de Pitimbu acompanhem o desenvolvimento local. Assim, disponibilizamos infraestrutura, material didático e logística para que eles participem e se dediquem às capacitações”, explicou o coordenador do projeto, Francisco Carlos da Silveira.
Durante as aulas, os candidatos têm a oportunidade de conhecer uma nova profissão e aprimorar noções de cidadania, segurança do trabalho e conhecimentos do mercado de trabalho. Grande parte dos alunos seguia a tradição de pesca das famílias e hoje estão inseridos no setor produtivo industrial.
Créditos:WSCOM

Volume de água do Sistema Cantareira chega ao limite


: O volume de água no Sistema Cantareira chegou a 17,1% da capacidade dos reservatórios. Devido à falta de chuvas, o sistema, responsável pelo abastecimento da metade da população da região metropolitana de São Paulo, tem registrado os menores volumes da sua história. Até o momento, choveu apenas 54,5 milímetros em fevereiro, 27% da média histórica de 202,6 milímetros registrada no mês.
Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível dos reservatórios foi afetado ainda pelas chuvas abaixo da média ao longo de todo ano de 2013. De acordo com a companhia, o volume pluviométrico não chegou a 70% da média histórica. Foram registrados 1.090 milímetros contra os 1.566 milímetros de chuva que caem em média por ano.
Além da estiagem, a Sabesp aponta o calor, com temperaturas 5% maiores do que o esperado, como um dos fatores que contribuíram para esvaziar os reservatórios. De acordo com a companhia, o clima quente ajuda a elevar o consumo de água.
Um estudo divulgado na semana passada pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) indicou que o Sistema Cantareira precisaria receber pelo menos três vezes mais chuvas do que o normal para que o nível dos seus reservatórios atinjam níveis minimamente aceitáveis. O coordenador de projetos do consórcio, José Cezar Saad, avalia que o ideal é que essa precipitação ocorra nos próximos 60 dias.
A pesquisa leva em conta a necessidade de consumo durante os meses de estiagem, que têm início em maio e terminam em setembro. Para atender à demanda desse período, precisaria chover 1 mil milímetros, volume que aumentaria para 50% a capacidade útil do armazenamento dos reservatórios, garantindo o abastecimento da população nos próximos meses.
Para reduzir os impactos da estiagem, a Sabesp lançou uma campanha oferecendo desconto de 30% no valor da conta dos usuários que economizarem 20% no consumo, em relação ao gasto médio dos últimos 12 meses. 
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
Créditos: Brasil 247

Massacre em escola deixa dezenas de alunos mortos

Vários homens armados atacaram uma escola no nordeste da Nigéria. Segundo dados preliminares, dezenas de alunos morreram.
 O ataque aconteceu na terça-feira à noite. Segundo testemunhas, os homens armados invadiram o prédio e começaram a matar os alunos: àlguns cortavam as gargantas, outros mataram a tiros. Os militares confirmaram o ataque à escola, não especificando, no entanto, o número de vítimas. A agência de notícias Reuters relata pelo menos 30 mortos. 
O ataque teria sido supostamente realizado pelo grupo radical islâmico Boko Haram, cujo objetivo é a introdução da lei sharia em toda a Nigéria.
Créditos: Voz da Russia

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MP pode fechar acordo milionário com Siemens

 A exemplo do ocorrido em outros países por acusações de corrupção, a Siemens pode fechar um acordo milionário com o Ministério Público. A multinacional alemã delatou existência de cartel em contratos metroferroviários em governos tucanos de SP desde
Mario Covas (1998).
A Siemens é acusada de pagar propina a governos do PSDB em SP para fechar negócios nos setores de energia e transportes.
No ano passado, o presidente da filial brasileira da Siemens, Paulo Stark, afirmou em depoimento à CPI dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo que a companhia aceitava discutir acordo, mas não estimou valor. "Nas nossas investigações internas não fomos capazes de detectar e dimensionar dano".
A Promotoria diz que o acerto da Prefeitura de São Paulo e o Deutsche Bank no caso Maluf, que prevê o pagamento de US$ 20 milhões (cerca de R$ 47 milhões) em indenização à administração municipal, pode ajudar nas negociações com as empresas do cartel.
Na Alemanha e nos Estados Unidos, a Siemens aceitou ressarcimento em valores que ultrapassam R$ 3 bilhões.
Créditos: Brasil 247

Brigas entre torcidas na PB já teriam causado a morte de sete

Torcida do TrezeOs confrontos e desentendimentos entre torcidas organizadas na Paraíba já teriam causado a morte de sete pessoas, segundo dados da Polícia Militar. Os homicídios foram contabilizados entre 2011 e o começo de 2014. Seis deles foram registrados em Campina Grande e um em João Pessoa. Entre os mortos há diretores e vice-diretores das torcidas.
O caso mais recente de violência foi registrado no domingo (23) quando o presidente da Torcida Jovem do Galo, Jéferson Costa de Silva, de 23 anos, foi atingido na cabeça com um tiro após desentendimento com colegas, enquanto consumia bebidas alcoólicas em um bar no Centro de Campina Grande.
De acordo com o coronel Souza Neto, que comandou o policiamento militar naquele município nos dois últimos anos, os assassinatos investigados tinham o envolvimento das duas principais torcidas organizadas, a Jovem do Galo e a Facção Campinense.
Souza Neto disse ainda que as torcidas são rivais e há investigações sobre a infiltração de pessoas que têm mandado de prisão em aberto, suspeitas de tentativas de homicídio e presas por porte ilegal de armas nesses grupos.
"Nós tentamos fazer um cadastramento dos integrantes dessas torcidas junto ao Ministério Público da Paraíba, mas eles não colocam todos os integrantes, justamente para evitar que esses suspeitos sejam identificados e detidos pela Polícia Militar", explicou. Leia mais no Portal Correio.
Créditos: Portal Correio