quinta-feira, 6 de março de 2014

Condições climáticas mudam e preveem chuvas que podem amenizar seca

Chuvas trazem água de volta ao açude JatobáAs condições climáticas estão mudando e favorecendo a ocorrência de chuvas com mais regularidade em alguns municípios da Paraíba, nas regiões do Alto Sertão, Agreste, Brejo e Litoral. A paisagem de algumas cidades castigadas pela seca começa a mudar, trazendo esperanças para agricultores e moradores. O meteorologista Alexandre Magno, da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) informou que essa mudança já era prevista e foi divulgada durante a reunião climática, em dezembro de 2013.
"Já tínhamos relatado que, gradativamente, as condições climáticas iriam se tornar favoráveis. A mesma coisa foi dita numa reunião mais recente que aconteceu nos dias 20 e 21 de fevereiro, em Natal, no Rio Grande do Norte", acrescentou. Ele informou ainda que as mudanças vêm ocorrendo e os registros de chuva que acontecem desde meados do mês de janeiro mostram isso. As condições favoráveis serão mais sentidas nos meses de março e abril.
Esse período, de acordo com o meteorologista da Aesa, é o momento em que é depositada a esperança de melhora no quadro dos principais mananciais do estado. "Nós já verificamos que houve uma recuperação gradativa dos mananciais, mesmo que ainda com uma quantidade não muito significativa. O período vem favorecendo à ocorrência de chuvas e isso nos deixa confiantes e com boas perspectivas" analisou.
Ele citou mananciais como o Boqueirão, em Campina Grande e o açude de Coremas, no Sertão, que receberam água das últimas chuvas, possibilitando a manutenção das reservas. Outro manancial que estava quase que completamente seco, o Jatobá, no município de Patos, também tomou uma quantidade de água que deixou moradores da cidade mais confiantes e esperançosos em relação aos próximos meses.  A perspectiva é de que março e abril possam trazer mais precipitações para regiões onde as chuvas foram mal distribuídas, como a parte leste do Sertão, Cariri e Curimataú.
Para o meteorologista Alexandre Magno, o período será importante principalmente por conta da seca registrada nos anos de 2012 e 2013, que resultou numa irregularidade pluviométrica tão acentuada que acabou provocando a diminuição dos níveis dos mananciais e o consequente desabastecimento de grande parte das cidades, no Sertão e Cariri e Curimataú. Alexandre Magno informou ainda que após março e abril, que correspondem aos meses chuvosos, a tendência será a diminuição das precipitações e a volta da escassez das chuvas, comum à região Nordeste. 
O meteorologista, no entanto, disse que não há como prever se os mananciais poderão ser recarregados de forma satisfatória e se as chuvas acontecerão com maior regularidade em locais onde ainda não choveu significativamente. "O que podemos dizer é que a tendência é favorável e que há possibilidade de as precipitações atingirem a média dos municípios, uma vez que já registramos cidades em que choveu acima da média, inclusive", explicou.
De acordo com a Aesa, em fevereiro houve chuvas significativas em alguns municípios principalmente do Sertão do estado, como Mato Grosso, com 247 mm acumulados; São João do Rio do Peixe e Antenor Navarro, com 229 mm; Bom Jesus, com 219 mm; Jericó, 200 mm; Cajazeiras 192 mm; Santa Helena, 177mm e São José de Piranhas, 165 mm. No Curimataú, o município com maior precipitação é Nova Floresta, que acumulou 178mm. Já na região do Agreste, o destaque foi para Mari, com 209 mm, e Salgado de São Felix, com 192 mm acumulados durante o mês de fevereiro. Foto: Vanddyck Silva 
Créditos: Portal Correio

Encontrada explicação para “paradoxo climático”?

vulcão, erupção, aquecimento global, temperatura, terra, planeta, fenômeno, paradoxo, climaNão são apenas as erupções vulcânicas poderosas, mas até mesmo as erupções pequenas, retardam o processo de aquecimento global, anunciaram os cientistas do Laboratório Nacional de Livermole nos EUA. 

Isso terá de ser tido em consideração numa modelagem mais precisa do clima terrestre. Contudo, mesmo o modelo aprimorado continua a ter demasiadas incógnitas. Essa conclusão foi o resultado de uma estatística rigorosa das alterações climáticas ao longo de várias décadas. Foi assinalado que de 1970 a 1998 o aquecimento se dava a um ritmo de 0,17 graus Celsius por cada 10 anos. Mas de 1998 a 2012, e contrariando os cálculos prévios, o seu ritmo abrandou significativamente – até aos 0,04 graus por década.
Os cientistas supõem que esse paradoxo climático esteja associado de alguma forma à atividade vulcânica. Os cientistas já conhecem há muito tempo a sua influência sobre o clima. Durante as erupções as partículas de poeiras são transportadas para as camadas altas da atmosfera, mas o principal são os compostos de enxofre. O climatologista Alexander Ginzburg explica:
“Os compostos sulfurados se transformam em gotículas de solução de ácido sulfúrico ou sulfuroso. Essas gotículas funcionam como uma camada de nuvens adicional que reflete a luz solar. O resultado é que a superfície terrestre recebe menos luz e o efeito estufa resulta em um aquecimento menor do que seria se essa camada refletora na estratosfera não existisse. Assim, as erupções dos vulcões criam uma espécie de “efeito antiestufa.”
Assim, depois da erupção do vulcão Krakatoa na Indonésia em 1883, muitas regiões do globo resfiaram e houve grandes nevascas. Esse fenômeno durou quatro anos. Temos um exemplo mais recente: em 1991 o vulcão Pinatubo, nas Filipinas, reduziu as temperaturas médias globais durante três anos.
Contudo os ritmos do aquecimento ainda eram mais elevados que no período seguinte, entre 1998 e 2012, quando não houve quaisquer descargas vulcânicas fortes. Entretanto, durante o mesmo período, houve 17 erupções de força média. Quando os cientistas introduziram a sua componente ácida nos cálculos, tudo começou fazendo sentido. Graças ao fator vulcânico conseguiu se reduzir a diferença entre a teoria e os ritmos reais do aquecimento.
Na história da Terra houve épocas inteiras em que o clima se alterou sobretudo devido à ação dos vulcões, explica o geofísico Viktor Bokov:
“Se eles forem muito ativos, então o resfriamento será grande. Há 60 mil anos os vulcões expeliram muitas cinzas. Todo o planeta estava coberto com cinzas e se iniciou mais um resfriamento. Isso é visível nas análises feitas às amostras de solos recolhidas a grande profundidade. Nessa altura foi descoberta uma camada de cinzas.”
O trabalho dos investigadores norte-americanos esclarece que para influenciar o clima, as erupções devem ser frequentes, mesmo que fracas, porque isso provoca a presença de compostos sulfurosos na atmosfera. As nuvens ácidas demoram muito tempo a se decompor e reduzem o aquecimento.
Contudo os vulcões apenas explicam uma parte do “paradoxo climático” que é os ritmos do aquecimento serem inferiores aos previstos em teoria. Os cientistas de Livermore pensam que também se deve considerar a prolongada baixa atividade solar, assim como a subida dos níveis dos oceanos provocar um aumento na absorção do calor atmosférico.
Só que ainda não é possível incorporar todos esses aspetos no modelo climático por haver muitas incógnitas. Por outro lado, apesar de o papel dos vulcões nesse modelo se ter tornado mais perceptível, isso ainda não permite elaborar previsões do clima a longo prazo, porque a humanidade ainda não aprendeu a prever as erupções vulcânicas. Por Boris Pavlischev
Créditos: Voz da Russia

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tráfico humano fez 50 mil vítimas na última década, 7 mil na Paraíba

Em média, a cada dia, duas pessoas são traficadas, na Paraíba. A estimativa foi feita pela Igreja Católica, através de um levantamento das pastorais, ao longo de quatro anos de visitação às comunidades. 
De acordo com o estudo, sete mil paraibanos foram vítimas do tráfico de seres humanos, na última década. No Brasil, a estimativa é de que 50 mil pessoas tenham sido traficadas em dez anos, para outros estados e para o exterior.
A Paraíba está entre os Estados com maior número de vítimas, junto com Piauí e Alagoas.  Por conta desses dados, o tráfico de humanos vai ser tema da Campanha da Fraternidade 2014, que será lançada oficialmente nesta quarta-feira (05). 
Segundo o padre Egídio de Carvalho Neto, que dirige a Paróquia de Nossa Senhora de Aparecida, no Bairro 13 de Maio, em João Pessoa, os principais destinos das pessoas traficadas no Brasil, no chamado ‘mercado nacional’, são as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. No exterior, os brasileiros são mais traficados para os países da Europa. O público-alvo dos traficantes são travestis, rapazes e moças, com idade de começar a vida profissional, que passam a servir à exploração sexual, na maioria dos casos. “Os relatos das famílias, feitos aos membros das nossas pastorais, mostram que os jovens foram seduzidos com propostas de trabalho e acabaram nas mãos de traficantes”, comentou.
Créditos: Portal Correio

EUA e UE estão por trás do golpe de Estado na Ucrânia

A encruzilhada da UcrâniaOs EUA e a UE vinham preparando o chamado Euromaidan (movimento pró-europeu) na capital da Ucrânia ao longo de vários anos, segundo revelou ao canal internacional Press TV Scott Rickard, ex-oficial de inteligência dos EUA.

De acordo com ele, os gastos direitos do governo dos EUA para com os protestos em Kiev ultrapassam 5 bilhões de dólares. Entre os principais patrocinadores do golpe de Estado na Ucrânia, o ex-oficial da CIA apontou Pierre Omidyar, fundador do site de leilões online eBay, e George Soros, bilionário e especulador bolsista norte-americano.
Para Rickard, os acontecimentos ucranianos têm raízes econômicas e geopolíticas. O Ocidente tentou puxar a Ucrânia, bem como outras antigas repúblicas soviéticas, para a OTAN.
Créditos: Voz da Russia

Campanha da Fraternidade 2014: Fraternidade e tráfico humano

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fará a abertura oficial da Campanha da Fraternidade de 2014 na Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março, às 14h, em sua sede em Brasília. Este ano, a campanha aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O evento será transmitido, ao vivo, pelas emissoras de inspiração católica.
 O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidirá a cerimônia. Na ocasião estarão presentes representantes do governo e de entidades da sociedade civil. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcello Laverene Machado; e a secretária Executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, confirmaram presença.
 Na ocasião, será divulgada a mensagem do papa Francisco para a Campanha da Fraternidade. 
Em todo o país, paróquias e dioceses programaram atividades para a quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março. 
Fonte: CNBB

Enchentes em São Paulo causam prejuízo anual de mais de R$ 200 milhões para o Brasil

enchentesp.jpgAs enchentes recorrentes de São Paulo trazem prejuízos imensos para a cidade. Apesar disso, há pouco esforço para calcular qual é o impacto exato desses eventos para a cidade. Quando aparecem números, eles se referem a perdas materiais diretas, que são de cálculo relativamente fácil. Mas esse é apenas um aspecto da questão. A economista Elaine Teixeira dos Santos decidiu, em sua pesquisa de mestrado, calcular quais eram as perdas econômicas para as cadeias produtivas da cidade e do país, ampliando a concepção de prejuízo com as inundações.
Os números encontrados assustam. A análise dos dados de pontos de alagamentos em São Paulo entre os anos de 2008 e 2012 mostra que o prejuízo médio de produção na cidade é de R$ 107 milhões. No país todo, a perda chega a R$ 226 milhões por ano. Em cinco anos, quase um bilhão de reais foi desperdiçado nas enchentes apenas em perdas produtivas - essencialmente o pagamento de salários sem que haja de fato produção. Esses números não contabilizam as perdas materiais. "Para empresas, as perdas materiais são irrisórias em comparação com as de produção. Se há um prejuízo decorrente da inundação, a empresa toma precauções para que aquilo não ocorra novamente", afirma.
Para chegar a esse número, Elaine criou um modelo econômico que usa os dados geográficos dos pontos de alagamento. Cruzando esses dados com entrevistas feitas com empresários, ela chegou a uma fórmula possível de ser usada em qualquer cidade que sofra com o mesmo problema. Sua intenção, aliás, era calcular os prejuízos em toda a Grande São Paulo. Entretanto, apenas a capital conta com dados de pontos de alagamentos, essenciais para o cálculo elaborado por ela. “Isso mostra a carência de dados a esse respeito. Nem as próprias prefeituras conhecem seus pontos de alagamento”, diz.
Moradora do Bairro do Limão, Eliane afirmou que sua motivação para estudar o assunto veio da experiência pessoal. “Quando chove, o Limão fica completamente ilhado, não é possível atravessar nenhuma ponte na Marginal Tietê”, afirma. A vontade de traduzir o prejuízo em números, por sua vez, veio da certeza de que administradores públicos lidam melhor com demandas que podem ser mensuradas economicamente. “Quando afeta a economia, o problema ganha mais atenção”, diz. De acordo com a economista, a prefeitura já usa informalmente alguns dados de seu trabalho no trabalho contra enchentes.
Créditos: Rede Brasil Atual

Sonegação de impostos no Brasil supera orçamentos de Educação e Saúde



A sonegação de impostos no Brasil superou R$ 415 bilhões em 2013. O valor corresponde aproximadamente a 10% de toda a riqueza gerada no país durante o período e é maior que os orçamentos federais de 2014 para as pastas de educação, desenvolvimento social e saúde, somados. Neste ano, o total de impostos e tributos não recolhidos já se aproxima dos R$ 68 bilhões. Os dados são do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), que organiza o painel Sonegômetro.
O serviço calcula, a partir de estudos daquela entidade, o total de impostos e tributos que deveriam, mas não são pagos, por obra das chamadas pessoas jurídicas, isto é, empresas em geral, de todos os ramos e tamanhos. Para comparação, o programa social do governo federal Bolsa Família tem R$ 24 bilhões ao ano para atender 14 milhões de famílias. Portanto, o que foi sonegado no ano passado equivale a 17 anos do programa.
Ainda segundo o Sinprofaz, a soma dos tributos devidos pelos brasileiros, constantes na Dívida Ativa da União, ultrapassa R$ 1,3 trilhão, quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 que foi de R$ 4,84 trilhões.
O estudo do sindicato se baseia em dados da Receita Federal, outras análises específicas sobre cada tributo, para então elaborar uma média ponderada. Os tributos não pagos são relativos a impostos diretos – aqueles que não estão embutidos em produtos – como Imposto Sobre Serviços (ISS), Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por exemplo. E escancaram a diferença com que o sistema tributário brasileiro atua sobre ricos e pobres.
“Eles são sonegados pelos muitos ricos e por pessoas jurídicas (empresas, indústrias), com mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro e de caixa dois”, afirmou o presidente do Sinprofaz, Heráclio Mendes de Camargo Neto, que é advogado e mestre em Direito.
A sonegação gigantesca, diz Camargo Neto, impõe a necessidade de tributar pesadamente o consumo, onde não é possível sonegar. "É injusto que todo paguem uma carga em tributos indiretos. E o povo paga muito. Mesmo que você seja isento do Imposto de Renda, vai gastar cerca de 49% do salário em tributos, mas quase tudo no supermercado, na farmácia", explica.
Outra injustiça está na forma como incide o Imposto de Renda. Quanto mais o contribuinte tem a declarar, maiores são as possibilidades de abater valores. "Os mais ricos podem abater certos gastos no Imposto de Renda. Em saúde, por exemplo, se você tem um plano privado um pouco melhor, você pode declará-lo e vai ter um abatimento (no cálculo final do imposto). Esta é uma característica injusta do nosso sistema. Os mais pobres não conseguem ter esse favor."
No entanto, continua o advogado, quem tem salários a partir de R$ 2.400 é tributado automaticamente pelo Imposto de Renda Retido na Fonte e muitas vezes não tem como reaver parte deste valor.
Em 2005, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e a Associação Comercial de São Paulo criaram o impostômetro, cuja versão física está instalada no Pátio do Colégio, região central da capital paulista. O objetivo, ao mostrar o tamanho da arrecadação do poder público, é justamente debater a carga tributária do país, com vistas à redução de impostos e à reforma tributária.
Logicamente, os valores registrados pelo impostômetro (R$ 313 bilhões este ano, até o fechamento desta matéria) são superiores aos do sonegômetro (R$ 68 bilhões), caso contrário nem sequer haveria dinheiro para manter o funcionamento da maquina pública.
No entanto, alerta Camargo Neto, se o governo brasileiro efetivasse a cobrança deste valor sonegado, já seria possível equalizar melhor os impostos no país. “Se nós conseguirmos cobrar essas grandes empresas e pessoas físicas muito ricas, o governo poderia desonerar a classe média e os mais pobres. Seria o mais justo. Se todos pagassem o que devem, nós poderíamos corrigir a tabela do Imposto de Renda (que incide sobre os salários) e reduzir alíquotas sobre alimentos e produtos de primeira necessidade, que todo mundo usa”, defende.

Detalhando-se a carga tributária brasileira pelas principais fontes, percebe-se que os tributos sobre bens e serviços, que afetam sobretudo os mais pobres, respondem por quase metade do total (49,22%). Em seguida vêm os tributos sobre a folha de salários (25,76%) e sobre a renda (19,02%). Somados, eles respondem por 94% da carga tributária total. Para o procurador, existe uma “escolha política” em não atuar na cobrança dos mais ricos e manter a situação como está.

Uma demanda urgente, segundo o procurador, é uma reforma tributária, que incida sobre o capital e deixe de onerar os trabalhadores. “É preciso um avanço maior da tributação sobre a riqueza. Veja os lucros astronômicos dos bancos, por exemplo. Por que o Banco do Brasil precisa lucrar R$ 12 bilhões e não pode ser tributado sobre metade disso? Essa é uma escolha política da sociedade. Imagine bilhões de cada um dos grandes bancos, o quanto você poderia desonerar os produtos de primeira necessidade?”, questiona.
Camargo Neto aponta ainda que a sonegação é maior por conta da precariedade estrutural em que a própria Procuradoria da Fazenda Nacional, responsável pela fiscalização sobre os tributos, se encontra. Ele conta que existem 300 vagas de procurador abertas há pelo menos seis anos esperando serem preenchidas.
"Nós não temos carreira de apoio, por exemplo. Há menos de um servidor de apoio para cada procurador. Os juízes, por exemplo, têm de 15 a 20 servidores de apoio. Nós temos 6,8 milhões de processos para cobrar e quase nenhum auxílio", denuncia.
Para completar, a sonegação de impostos prescreve em cinco anos, o que aprofunda o favorecimento dos sonegadores e sonegadoras. "É muito fácil se livrar com todas essas condições", lamenta.
Créditos: rede Brasil atual