sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Governo Dilma tem aprovação de 38%


O governo da presidente Dilma Rousseff é considerado ótimo ou bom por 38%da população, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (24), patamar que representa um aumento dentro da margem de erro de 1 ponto percentual na comparação com o levantamento feito pelo instituto em setembro.
A pesquisa apontou um aumento no percentual daqueles que consideram a administração Dilma ruim ou péssima. Agora, esse grupo soma 26%, contra 22% no mês passado.
De acordo com o Ibope, 35% dos entrevistados avaliam o governo como regular, ante 39% verificado em setembro. Somente 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, segundo o Ibope.
O percentual dos que aprovam a maneira da presidente de governar oscilou 1 ponto percentual para baixo em relação a setembro, somando 53%.
A sondagem mostrou que 42% desaprovam o jeito Dilma de governar, ante 40% no mês passado. O percentual dos que não souberam responder é de 5%.
O instituto perguntou ainda se os eleitores confiam na presidente e 49% disseram que sim, ante 52% no levantamento anterior. O percentual dos que disseram não confiar na presidente somou 46%, contra 43% em setembro. 5% não responderam.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre os dias 17 e 21 de outubro em 143 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Créditos: Brasil247

Açúcar no sangue causa problemas de memória


 As pessoas com níveis elevados e permanentes de açúcar no sangue têm mais problemas de memória do que os que registam menores taxas, conclui um estudo do Hospital Universitário de Berlim, na Alemanha.
Para chegar a essa conclusão, uma equipe de médicos, liderados por Agnes Flöel, chefe do Serviço de Neurologia Cognitiva do Centro de Investigação Clínica Neurocure, examinou a capacidade de memorização de 141 doentes com idade média de 63 anos.
Durante o estudo, foram feitos diferentes testes de memória, que consistiam, por exemplo, em recordar durante meia hora uma lista de quinze palavras, e incluiam análises dos níveis de açúcar e ressonâncias magnéticas ao hipocampo, uma das zonas do cérebro mais importantes para a memória.
Os resultados mostraram que os pacientes que apresentam nível menor de açúcar no sangue obtiveram melhores pontuações nas provas de memória. Aqueles com maiores níveis de açúcar conseguiram recordar em média duas palavras menos que os seus companheiros com menor quantidade de açúcar. A análise das ressonâncias mostrou que o hipocampo naqueles pacientes tinha menor dimensão e apresentava "pior estrutura".
Para a doutora Flöel, os pacientes poderiam "conservar a capacidade de memória em idade avançada por meio de uma redução do nível de açúcar". Flöel insistiu, por outro lado, na importância de uma dieta rica em verduras, frutas, cereais integrais e peixe, bem como de "uma atividade física regular que influencie positivamente o nível de açúcar no sangue".
Créditos: Agencia Brasil

Município baiano foi a maior economia agrícola em 2012



São Desidério, na Bahia, foi a maior economia agrícola entre os municípios brasileiros em 2012, ao movimentar R$ 2,3 bilhões, e superou Sorriso, em Mato Grosso. A informação faz parte da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município teve, no ano passado, 35,2% de aumento no valor da produção. Sorriso e São Desidério têm se alternado na primeira posição em valor de produção nos últimos anos. São Desidério liderou em 2007 e 2010. Em 2009, foi a vez de Sorriso, que também liderou em 2008.
Maior produtor de algodão do país, São Desidério foi responsável por 12,4% da produção brasileira desse cultivo (48,9% da produção baiana) e teve forte participação na produção de soja, que rendeu ao município o 11º lugar no ranking nacional da soja (23,5% da safra baiana).
Segundo o secretário municipal de Agricultura de São Desidério, José Marques, a produção é concentrada basicamente nas mãos de grandes produtores estrangeiros, como a Xinguagri, subsidiária do Grupo Multigrain (da japonesa Mitsui), e brasileiros, como a Fazenda Busato. “Algumas áreas chegam a 90 mil hectares, mas há também pequenos agricultores”, comentou.
Ele contou que a agricultura no município ganhou força nas décadas de 70 e 80, com a migração de fazendeiros do Sul do país, atraídos pela geografia e pelo clima favorável do oeste baiano.
“Nossa região não está localizada no Semiárido, temos áreas planas, temos 24 rios perenes, um clima diferenciado extremamente favorável para a produção dessas culturas”, disse Marques. “Hoje, o município é o maior produtor do Norte e do Nordeste”, comemorou.
Sorriso, que passou para o segundo lugar no ranking em valor de produção, registrou R$ 2,06 bilhões em 2012. Continua, entretanto, a ser o maior produtor de soja (1,9 milhão de toneladas, ou 3% da produção nacional) e milho. O valor da produção cresceu 9,1%, devido à produção de milho 124,6% maior.
Créditos:Agencia Brasil

Valor da produção agrícola brasileira aumenta 4,3%


O valor da produção agrícola brasileira cresceu 4,3 % em 2012 e chegou a R$ 204 bilhões, segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área agrícola cultivada em 2012 chegou a 69,2 milhões de hectares, 1 milhão a mais do que em 2011. Segundo o estudo,  o resultado maior deveu-se ao aumento das áreas cultivadas com soja e milho.
Milho, feijão e algodão deram as maiores contribuições para o aumento do valor da produção, com altas de 20,7%, 20,7% e 11,8%, respectivamente. Mas a soja continua com a maior participação no valor da produção agrícola do país (24,7%), seguida da cana-de-açúcar (19,8%) e do milho (13,2%).
São Desidério, na Bahia, foi o município com o maior valor de produção no ano passado (R$ 2,3 bilhões) e superou Sorriso, em Mato Grosso. Entre as 64 culturas investigadas, 41 tiveram queda na produção em relação a 2011, com destaque para o feijão (-18,6%), arroz (-14,3%), a soja (-12,1), mandioca (-9,1%), o algodão (-2%) e a cana (-1,8%).
São Paulo continua sendo o estado com a maior participação (17,8%) no valor da produção agrícola nacional, com aumento de R$ 1,7 bilhão. Mato Grosso passou a ser o segundo no ranking de maior valor de produção (R$ 26 bilhões), ao ultrapassar o Paraná e Minas Gerais. O motivo, de acordo com o IBGE, foi a maior produção de milho, soja e algodão.
O estudo mostrou também concentração de produtos e regiões na produção agrícola brasileira. A soja é o principal produto em nove estados e a cana-de-açúcar em seis. Além disso, mais da metade do valor da produção agrícola brasileira (55,4%) vêm de apenas quatro estados: São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná.
O IBGE demonstrou preocupação com o fato de que a agricultura está concentrada em poucos produtos em alguns estados, o que pode trazer “sérios prejuízos em caso de intempéries ou queda nos preços”. Os exemplos que a pesquisa destacou foram Alagoas, onde a cana-de-açúcar responde por 86% do valor de produção, e o Espírito Santo, que tem mais de dois terços (70,4%) do valor da produção agrícola provenientes do café.
A PAM investiga 64 produtos agrícolas em quase todos os 5.565 municípios do país e traz informações sobre as áreas plantada e colhida, a quantidade produzida e o valor da produção. O estudo possibilita o acompanhamento da evolução das principais culturas: soja, cana-de-açúcar, milho e demais grãos, algodão, arroz, feijão, entre outros, assim como 22 espécies de frutas. Em 2012, pela primeira vez, a PAM traz informações sobre a produção das espécies de café arábica e canephora, separadamente.
Créditos: Agencia Brasil

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dilma amplia vantagem contra Marina, Aécio, Campos ou Serra diz Ibope


Mesmo com Marina ou Serra na disputa, candidatos que mais pontuaram em 2010, presidenta teria chance de se reeleger no primeiro turno. 


A presidenta Dilma Rousseff alcançou hoje (24) seu melhor desempenho em pesquisas de intenção de voto desde as manifestações de junho. Segundo o Ibope, em levantamento feito para um jornal e uma emissora de TV, a petista teria chances de se reeleger ainda no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, levando-se em conta qualquer das possibilidades de candidaturas adversárias: Aécio Neves ou José Serra (PSDB), Marina Silva ou Eduardo Campos (PSB).
Dilma tem entre 39% e 41% das intenções de voto, mais do que a soma dos adversários, em três dos quatro cenários simulados pelo instituto. Em apenas um, com Serra e Marina na disputa, a petista supera a soma dos demais adversários mas dentro de uma situação de empate técnico (39% a 37%).
Dilma chega a 41% contra Aécio e Eduardo Campos. O tucano atinge 14%, e o governador de Pernambuco, 10%. Com Marina no lugar de Campos, o PSB vai a 21%, mas Dilma oscila pouco, dentro da margem de erro, de 41% para 39%. Idem Aécio, de 14% para 13%.
Com Dilma (40%), José Serra (18%) e Campos (10%), a dianteira da petista sobre os dois vai a 12 pontos porcentuais.
Em um eventual segundo turno, Dilma venceria todos. Contra Marina, por 42% a 29%. Com Campos, 45% a 18% . Venceria também Aécio por 47% a 19%, e Serra, por 44% a 23%.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios, entre 17 e 21 de outubro. A margem de erro é de mais ou menos dois pontos.
Créditos: Rede Brasil atual

Antissemitismo na Europa

judeus

 Nos últimos cinco anos, tem crescido o nível de antissemitismo nos países da UE. Tal foi a conclusão tirada por especialistas do Instituto de Pesquisas Sociais em Viena. Um inquérito abrangeu judeus da Inglaterra, França, Alemanha, Itália e outros Estados europeus. 75% dos questionados alertaram para a situação perigosa. Até que ponto esta ameaça é real ou alguém estará interessado em agravar a situação? - interrogaram-se muitos peritos.
 Quase metade dos judeus na Suécia tem medo de usar quépi ou de demonstrar perante o público a sua confissão religiosa. Na França receiam ostentar a sua religiosidade 40% e na Europa em geral - 22%. O respetivo relatório foi dedicado aos 75 anos da Noite dos Cristais, ou seja, uma série de atos de violência contra os judeus, ocorridos em 1938 na Alemanha e França.
Os austríacos não estão sozinhos na sua aspiração de evocar o problema judaico: na mídia israelense e ocidental têm surgido publicações alusivas ao “antissemitismo europeu”. Por exemplo, o periódico norte-americano The National Interest empreendeu uma tentativa de acumular ou sintetizar todos os dados sobre esta temática. O quadro que se configurou é o seguinte: quase um quarto dos judeus residentes na Europa evita ações, rituais ou símbolos que os possam identificar como adeptos do Judaísmo.
Enquanto isso, a maioria dos judeus franceses constata a crescente vaga de antissemitismo verificada nos últimos cinco anos. Na Hungria têm vindo a crescer os ânimos antijudaicos. Além disso, dois terços dos habitantes da Europa confessaram não fazer sentido contestar as ações viradas contra os judeus, pois que “as queixas apresentadas às autoridades policiais não servem para nada”.
Uma das primeiras edições a chamar atenção para o problema candente foi o jornal israelense Jerusalém Post que se deteve na situação difícil dos judeus na Hungria. Na ótica do jornal, o incremento de ânimos antijudaicos na Europa é capaz de provocar uma nova vaga de emigração.
Todavia, na própria Hungria, por exemplo, dizem que tais previsões não correspondem à realidade. São as forças de oposição que põem lenha no fogo, acredita o deputado pelo partido da extrema-direita Jobbik, Marton Dendesi:
“A Hungria está sendo acusada de ter optado por um governo da direita e de ter uma bancada do partido nacionalista radical no Parlamento. Tais críticas vêm aumentando. Hoje, quando o Jobbik, com os 20% dos votos e apoiado por um milhão de habitantes, está representado no Parlamento, as acusações infundadas sobre o antissemitismo voltaram a ganhar fôlego. Mas ninguém é capaz de citar algum incidente mais ou menos sério. Ao mesmo tempo, as organizações judaicas reconhecem que a sua cultura na Hungria está vivendo uma etapa de renascimento. Seria bom se puséssemos os pontos nos “ii”- ou assistimos ao ressurgimento da cultura judaica, ou lançamos acusações de antissemitismo”.
Claro que o ponto de vista do político húngaro não pode ser encarado como a verdade em última instância. Existem opiniões diferentes. Ao aumento de ânimos antissemitas nos países comunitários foi dedicado um capítulo do relatório preparado pela associação espanhola SOS Racismo. O documento se baseia em dados concedidos pelo governo de Espanha e em pesquisas efetuadas por institutos prestigiosos da Europa, assinala Miguel Maskrian, presidente desta organização pública.
“Na UE, as tendências antijudaicas realmente existem, tendo como uma das principais causas a política discriminatória de Israel em relação ao povo palestino que, por sinal, continua sendo alvo de críticas no palco internacional. Na sequência disso, se agrava a atitude para como os israelenses, sendo inadmissível, claro, tal abordagem. Seria injusto acusar a nação inteira pelas ações erradas levadas a cabo pelo seu governo”.
Conforme estimativas de sociólogos, a situação mais alarmante se verifica na França. Ali, os judeus locais se defrontam com frequentes atos de violência. A onda de violência tem vindo a crescer após o assassínio de crianças judaicas em Toulouse. Os ânimos antissemitas são visíveis em Universidades francesas, disse à Voz da Rússia a presidente da União de Estudantes Judaicos na França, Sacha Reingewirtz. “Muitos alunos judeus não usam os chapéus tradicionais para evitar insultos. Uma demonstração propositada de símbolos religiosos pode provocar rixas tanto na rua, como no metrô. Tais símbolos se tornam a causa de muitos conflitos e ofensas”.
Ora, quem será o responsável pela reincidência de ânimos antijudaicos? A mídia não deixa de acusar disso os partidos da extrema-direita. Mas nem todos acreditam nessa hipótese: apenas 20% dos interrogados concordam com tal avaliação. A mesma percentagem considera que os ânimos antissemitas estão sendo fomentados pelas forças da extrema-esquerda. Um terço dos indagados atira a culpa aos muçulmanos. Em sua opinião, a imigração islâmica descontrolada veio “importar” o ódio aos judeus em países relativamente pacatos, como, por exemplo, a Dinamarca.
No entanto, tudo leva a crer que a questão do antissemitismo nos países da UE tem sido exagerada por alguns políticos. É verdade que os partidos de direita e nacionalistas estão ganhando terreno político, sendo, contudo, confrontados por seus adversários, opina Aleksandr Kamkin, do Centro de Pesquisas Germânicas do Instituto da Europa.
“Acho que esta doença foi superada ainda em 1945. Se olharmos para os partidos mais extremistas, como o Partido Nacional-Democrata da RFA, o Partido Popular da Suíça, a Frente Nacional da França, vamos ver que eles não transmitem ou fazem propaganda de ânimos antissemitas. Claro que alguns políticos de outros partidos, que fazem a carreira profissional com slogans míticos de luta contra o fascismo, – seja francês, alemão, suíço, polonês – tentarão fazer agudizar este problema. Mas, por trás disso, está um afã de obter, por meio de declarações histéricas, dividendos políticos”.
Convém acentuar que as autoridades europeias, na sua maior parte, estão a par do problema. Em agosto, a chanceler da RFA, Angela Merkel, apelou a uma maior vigilância em relação aos extremistas que estão divulgando informações distorcidas sobre os factos históricos, negando, por exemplo, o Holocausto. Na Hungria, o primeiro-ministro Victor Orban, indignado com as ofensas antijudaicas durante os jogos de futebol, declarou a guerra ao antissemitismo.
Resumindo, pode dizer-se que o problema existe, mas não vale a pena falar de uma “onda de antissemitismo”. Hoje, a situação se mantém sob controle.
Créditos: Voz da Rússia

Alstom fala sobre 'amigos políticos' no governo tucano

Alstom fala em 'amigos' no governo tucano

Novos documentos enviados pela Procuradoria da Suíça ao Brasil há 20 dias reforçam, segundo investigadores do caso Alstom, suspeitas de corrupção e pagamento de propina em contratos da multinacional francesa no setor de transportes públicos em São Paulo. Em e-mail de 18 de novembro de 2004, o então presidente da Alstom no Brasil, engenheiro José Luiz Alquéres, "recomenda enfaticamente"a diretores da empresa que utilizem os serviços do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado pelo Ministério Público como lobista e pagador de propinas a servidores de estatais do setor metroferroviário do governo paulista, entre 1998 e 2003.
Alquéres, que não está mais no comando da Alstom, destaca o "bom relacionamento" com governantes paulistas. Teixeira, segundo as investigações em curso, era o elo da multinacional com estatais do setor de transporte público de massa.
"Temos um longo histórico de cooperação com as autoridades do Estado de São Paulo, onde fica localizada nossa planta", escreveu. "O novo prefeito recém-eleito participa das negociações que vão nos permitir a reabertura da Mafersa como Alstom Lapa. O atual governador também participa."
Na época, José Serra acabara de vencer o pleito municipal e o Palácio dos Bandeirantes estava sob gestão de Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. A unidade Alstom Lapa claudicava, em 2004. Com uma carteira minguada de contratos públicos e reduzidos investimentos, aquele setor da empresa, na zona oeste da capital, esteve na iminência de cerrar as portas.
Ao pedir empenho a seus comandados, Alquéres assinala a importância de conquistar novos contratos com o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Cita vagamente quatro empreendimentos das estatais. "Tais projetos representam um total de cerca de 250 milhões de euros", observa. "Nesse período de mudanças sofremos duas grandes derrotas em leilões públicos, coisa que não ocorria há anos. Mas ainda podemos ter sucesso nos 4 projetos que o Estado de São Paulo vai negociar ou leiloar nas próximas semanas."
O então presidente da Alstom cita os "amigos políticos do governo" e diz confiar na recuperação da empresa. "O processo está avançando, começo a receber mensagens de parceiros em potencial, e, principalmente, dos amigos políticos do governo que apoiei pessoalmente. A Alstom deve estar presente, como no passado."
Um dos projetos que Alquéres mirava foi conquistado por um consórcio liderado pela Alstom, em 2005 - aditamento a um contrato firmado originalmente em 1995, no valor de R$ 223,5 milhões, que resultou na compra de 12 trens para a CPTM. O negócio tornou-se alvo de ação por improbidade movida pela promotoria de São Paulo, que identificou "grave irregularidade no sexto aditamento, verdadeira fraude à licitação e desvirtuamento total do contrato inicial". A investigação mostrou aumento de 73,69% no valor da compra.
Propina. O e-mail do engenheiro, endereçado aos diretores de quatro áreas, com cópia para os mandatários mundiais da Alstom, na França, foi captado pela Procuradoria da Suíça em meio à investigação de polícia criminal que cita João Roberto Zaniboni - ex-diretor de operações e manutenção da CPTM entre 1998 e 2003 - como recebedor de propinas do esquema Alstom.
Há 20 dias chegaram ao Brasil cópias de documentos bancários que mostram depósitos de US$ 836 mil na conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique, de titularidade de Zaniboni. Os extratos revelam que Teixeira transferiu US$ 103,5 mil, em maio de 2000, para Zaniboni, por meio da offshore Gantown Consulting. Em dezembro daquele ano, um sócio de Teixeira enviou mais US$ 113,3 mil para o ex-diretor da CPTM. O Ministério Público suíço diz que é dinheiro de propina.
A Procuradoria da Suíça mandou para o Ministério Público cópia do e-mail de Alquéres, que governou a Alstom/Brasil entre os anos de 2000 e 2006. O dossiê faz referência a outra mensagem do engenheiro, que teria sido enviada três dias depois da primeira, para Philippe Mellier, presidente mundial do setor de transporte da Alstom. A Procuradoria assinalou: "E-mail Alquéres para Mellier de 18 de novembro de 2004, com possíveis indícios de atos de corrupção no contexto de projetos de transporte no Brasil".
No e-mail, Alquéres cita que cinco dirigentes, "pessoas chave bem conhecidas", haviam deixado o setor de transportes da Alstom. E fala das relações com o poder. "Três das cinco pessoas que foram dispensadas recentemente, como Carlos Alberto (diretor-geral) e Reynaldo Goulart (Desenvolvimento de Negócios) ou transferidas como Reynaldo Benitez (diretor financeiro) desenvolveram fortes e robustos relacionamentos pessoais com membros da CPTM e do Metrô-SP." Sugere aos pares que busquem os serviços de Teixeira e da empresa dele, a Procint, "que demonstra grande competência em condições 'favoráveis ou desfavoráveis'"

Créditos: MSN