sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Município baiano foi a maior economia agrícola em 2012



São Desidério, na Bahia, foi a maior economia agrícola entre os municípios brasileiros em 2012, ao movimentar R$ 2,3 bilhões, e superou Sorriso, em Mato Grosso. A informação faz parte da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município teve, no ano passado, 35,2% de aumento no valor da produção. Sorriso e São Desidério têm se alternado na primeira posição em valor de produção nos últimos anos. São Desidério liderou em 2007 e 2010. Em 2009, foi a vez de Sorriso, que também liderou em 2008.
Maior produtor de algodão do país, São Desidério foi responsável por 12,4% da produção brasileira desse cultivo (48,9% da produção baiana) e teve forte participação na produção de soja, que rendeu ao município o 11º lugar no ranking nacional da soja (23,5% da safra baiana).
Segundo o secretário municipal de Agricultura de São Desidério, José Marques, a produção é concentrada basicamente nas mãos de grandes produtores estrangeiros, como a Xinguagri, subsidiária do Grupo Multigrain (da japonesa Mitsui), e brasileiros, como a Fazenda Busato. “Algumas áreas chegam a 90 mil hectares, mas há também pequenos agricultores”, comentou.
Ele contou que a agricultura no município ganhou força nas décadas de 70 e 80, com a migração de fazendeiros do Sul do país, atraídos pela geografia e pelo clima favorável do oeste baiano.
“Nossa região não está localizada no Semiárido, temos áreas planas, temos 24 rios perenes, um clima diferenciado extremamente favorável para a produção dessas culturas”, disse Marques. “Hoje, o município é o maior produtor do Norte e do Nordeste”, comemorou.
Sorriso, que passou para o segundo lugar no ranking em valor de produção, registrou R$ 2,06 bilhões em 2012. Continua, entretanto, a ser o maior produtor de soja (1,9 milhão de toneladas, ou 3% da produção nacional) e milho. O valor da produção cresceu 9,1%, devido à produção de milho 124,6% maior.
Créditos:Agencia Brasil

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