domingo, 3 de janeiro de 2016

OMS diz que celular provoca câncer de cérebro

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que os telefones celulares podem causar câncer, em um relatório de 2011 que envolveu todos os meios de comunicação que se tornaram uma ferramenta cotidiana. Mas essa declaração deve ser levada em conta? Em que intensidade o celular pode ser letal?


A pesquisa, divulgada não só pela OMS, mas também pela IARC (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), afirma que o campo eletromagnético gerado pelas radiofrequências do celular é considerado “possivelmente cancerígenos para os seres humanos”.

As duas organizações basearam-se em evidências sobre o impacto desses campos eletromagnéticos e sua relação com o glioma – um tipo maligno de câncer cerebral. Os dados da pesquisa foram obtidos até 2004 e a IARC disse ter detectado aumento de 40% nos riscos de desenvolvimento deste tipo de câncer em usuários frequentes de celular – equivalente ao uso de 30 minutos diários por 10 anos seguidos.

Jonathan Samet, da Univesity of Southern Califórnia, disse que as análises até então “são suficientemente sólidas (...) para a classificação do tipo 2B”. Esta é uma categoria usada pela IARC para classificar fatores ambientais que possam gerar risco de câncer em seres humanos.

O painel responsável pela elaboração desse relatório atribuiu nível 2B de potencial cancerígeno gerado pelos celulares. Existem vários níveis de substâncias cancerígenas, algumas mais potentes do que outras, e 2B não é necessariamente uma ameaça de emergência, mas sim uma possibilidade.

Essa categoria de substâncias (ou fatores) está em um estado "latente", ou seja, podem causar câncer, mas também podem não causar. O grau de ameaça é muito baixo a ponto de ser considerado um perigo, motivo de alarde.

Além disso, os horários de trabalho rotativos, por exemplo, possuem um maior nível de ameaça do que a categoria 2B, de acordo com a OMS, porque se enquadra na categoria de substâncias cancerígenas 2A. Outro elemento a se considerar é que telefones celulares podem causar glioma no cérebro, uma forma relativamente rara de câncer, o que dificulta ainda mais essa possibilidade.

Nenhuma das investigações analisadas atingiram conclusões irrefutáveis sobre o uso do celular relacionado a casos de câncer. Por todas essas razões, é preciso relativizar tais questões em relação a uma ameaça à população mundial. Portanto, por enquanto, os smartphones ainda não oferecem riscos reais comprovados de câncer – mas, um pouco de cautela nunca será demais quando estamos lidando com nossa saúde.
Créditos: Jornal Ciência

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