domingo, 3 de novembro de 2013

Servidores presos por fraude milionária são sócios em lotérica


Os servidores presos por fraude milionária na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) usavam o dinheiro arrecadado com propinas em vários investimentos. O grupo tinha imóveis de alto padrão e carros de luxo. Os suspeitos também faziam outros investimentos.
Dois dos ex-funcionários da prefeitura são sócios em casas lotéricas. Uma delas está dentro do shopping Pátio Paulista, centro de compras localizado na região da avenida Paulista.  Todos os presos eram servidores da Subsecretaria da Receita da Prefeitura de São Paulo. O Ministério Público e a Controladoria Geral do Município já constataram que o esquema desviou mais de R$ 200 milhões nos últimos três anos. Os promotores também descobriram  que parte da propina era distribuída dentro do prédio da Prefeitura de São Paulo, alguns andares acima de onde fica o gabinete ocupado na época por Kassab. 
Construtoras pagaram propina aos funcionários da administração municipal para reduzir o ISS (Imposto Sobre Serviços) e liberar empreendimentos. Na sexta-feira (1º), funcionários da Brookfield Incorporações, empresa multinacional do setor de construção civil, admitiram o pagamento  de R$ 4,1 milhões aos quatros servidores presos. O objetivo seria conseguir a liberação de 20 empreendimentos, como explica o promotor Roberto Bodini.
— Eles apresentaram os depósitos e confirmaram a existência do esquema. Na visão deles, eles foram obrigados a pagar senão o empreendimento não seria legalizado. 
A Brookfield declarou que se considera "vítima da situação". Essa não é a primeira vez que a construtora aparece em um escândalo desse tipo. A empresa é acusada de pagar R$ 1,6 milhão a Hussain Aref Saab que era chefe do setor de liberação de obras do ex-prefeito Gilberto Kassab.
Créditos e informações:Portal R7 

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