quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Racismo no Ocidente está mudando de cor


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No início de outubro, o público francês foi agitado pelo livro Manifeste pour une droite décomplexée (Manifesto por uma direita sem complexos) do secretário-geral do partido conservador União por um Movimento Popular (do ex-presidente Nicolas Sarkozy), Jean-François Copé.

Nele, o político reclama que “o racismo contra brancos” no país está progridindo. Imigrantes “desprezam nativos franceses, chamando-os de “gauleses” apenas porque eles têm uma religião, cor de pele e cultura diferente.” Segundo o jornal Rossiyskaia Gazeta, Copé cita como um exemplo a história de uma francesa que mora num bairro da cidade de Maux com uma população predominantemente árabe. O filho da mulher foi vítima de ações de um menino árabe, e quando sua mãe foi reclamar junto dos pais do infrator, ela foi aconselhada a “voltar a seus gauleses”.
Forte reação causou também uma recente declaração de Copé de que “bandidos” muçulmanos tiram a crianças francesas “pão com chocolate” porque não não se pode comê-lo durante o Ramadã. Essa frase imprudente foi pronunciada durante uma reunião da União por um Movimento Popular na cidade de Draguignan na região de Var, e imediatamente se tornou tema de acalorados debates, relata o jornalLe Monde.
Os Estados Unidos tão pouco escaparam da onda de ressentimento contra população branca: uma certa Abigail Fisher, graduada da Universidade de Louisiana de 22 anos de idade, processou a Universidade do Texas, na cidade de Austin, pelo fato de que, há quatro anos, foi rejeitado seu pedido de admissão. Fisher afirma que a razão para a recusa de admissão não foram os resultados dos exames, mas a cor da pele: a universidade estaria, no momento, admitindo apenas estudantes afro-americanos e latinos, relata o jornalNew York Times. O caso da estudante Fisher está longe de ser o único nos EUA. Este é um dos efeitos negativos da “discriminação positiva”, quando ao contratar pessoal a vantagem é dada oficialmente a minorias étnicas como um “pagamento de dívidas históricas”.
O conceito de “racismo negro” tão pouco é novo, ele apareceu ainda na década de 1920 nos EUA, quando o ativista do movimento negro por igualdade e libertação Marcus Garvey fundou a Associação Universal para o Progresso Negro. Além de igualdade e libertação, a organização também promovia a pureza racial dos negros e advertia-os a não se misturarem com os “diabos brancos”. E nas décadas de 1960-70 surgiu o infame Partido dos Panteras Negras, que promovia a resistência armada aos brancos.
O presidente da associação Advogados sem Fronteiras, Gilles-William Goldnadel, cuja entrevista foi publicada pelo jornalRossiyskaya Gazeta, diz que, em condições de um afluxo maciço de imigrantes aos países da União Europeia e do aumento da população negra nos Estados Unidos, é necessário falar sobre o problema de “racismo anti-branco”. Mas não irão tais “conversas” colocar em causa os valores básicos da sociedade ocidental - o politicamente correto e tolerância - ainda não se sabe.

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